Bem vindos ao blog Endocrinologia em Pauta! Nele você encontrará um conteúdo fidedigno, atualizado, notícias e curiosidades para as pessoas que se interessam pos assuntos relacionados à Endocrinologia, Nutrição e Saúde em geral.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aprovada droga de dose SEMANAL para o Diabete tipo 2


Aprovado pelo FDA o mais novo medicamento que pode ser utilizado como opção no tratamento do diabetes tipo 2: o BYDUREON®. Seu lançamento foi destaque na imprensa leiga mundial, sendo matéria do New York Times no dia 27/01.

O BYDUREON® é considerado "primo" do recém-lançado VICTOZA® e do remédio há mais tempo no mercado chamado BYETTA®. A substância contida nele é o exenatide de liberação lenta. Exenatide é uma substância semelhante àquela liberada pelo nosso intestino quando ingerimos o alimento. Esta substância é chamada GLP-1.
 
Esta classe de remédios que têm ação semelhante ao GLP-1 humano promove redução da glicemia pelo fato de esta substância estimular a secreção de insulina pelo pâncreas e redução do hormônio glucagon (também produzido pelo pâncreas). Para quem não sabe o glucagon eleva a glicose no sangue, ou seja,  é contrário à ação da insulina.
 
Além disso, o GLP-1 atua no centro da fome (localizado no cérebro), induzindo a uma redução do apetite. O GLP-1 também atua no estômago fazendo com ele fique mais lento para se esvaziar quando nos alimentamos. Com isso, o paciente em uso deste remédio frequentemente refere que quando come pequenas quantidades de alimentos já sente o estômago mais “cheio”, não tolerando portanto ingerir grandes quantidades de comida.

Por isso, esta classe tem como um dos efeitos paralelos atraentes promover redução de peso.Mas é bom deixar claro: NÃO SÃO REMÉDIOS PARA EMAGRECER, E SIM PARA TRATAR DIABETES TIPO 2. ELES SÓ SÃO  INDICADOS PARA PACIENTES COM DIABETES TIO 2 ENÃO SE RECOMENDA O SEU USO PARA OBESOS NÃO-DIABÉTICOS.

O principal fator diferencial do recém-aprovado BYDUREON é o fato de ser injetado por via subcutânea apenas semanalmente. O primeiro da classe lançado, o BYETTA, tem aplicação subcutânea 2 vezes ao dia; já o VICTOZA é injetado via subcutânea 1 vez por dia.
 
É bom deixar claro que apesar de ser injetável, NÃO É INSULINA!! O BYDUREON foi aprovado na Europa previamente e acaba de ser aprovado nos Estados Unidos. É possível que tenhamos mais esta opção disponível no mercado brasileiro em alguns meses. Porém, para isto, deveremos aguardar aprovação de nosso departamento regulamentador, a ANVISA.
 
Enquanto ele não chega ao Brasil, seguem abaixo algumas informações práticas:
 
    -   Posologia: 2 mg 1 vez por semana aplicada por via subcutânea; locais sugeridos são no abdome e prega do músculo tríceps.  
    -   Como aplicar? A caixa contém o exenatide de longa duração em pó, uma seringa com 0,65 ml de diluente e agulhas. Deve-se injetar o diluente no frasco, diluir o medicamento, aspirá-lo imediatamente e injetá-lo. 
    -   Onde armazenar? Em geladeira com temperatura de 2o a 8o C.  
    -   Potência na redução da A1C: estudos comparativos diretos com outros remédios há mais tempo no mercado mostram potência similar à metformina e pioglitazona e superior a sitagliptina. Em monoterapia para pacientes virgens de tratamento redução média da A1C foi de 1,5 pontos percentuais, mas sabe-se que o efeito na redução da glicemia depende do grau de descontrole, ou seja, quanto mais descontrolado a glicemia, maior a redução  da mesma após o uso do Bydureon®.  O FDA atualmente indica o Bydureon® não como terapêutica de primeira escolha, mas como alternativa quando se falha monoterapia com os medicamentos mais testados como metformina, sulfoniluréias, etc. 
    -   Populações especiais: este medicamento não foi testado gestantes, em pacientes com insuficiência renal moderada e grave, pacientes com insuficiência hepática e em menores de 18 anos e por isto não é indicado para estes indivíduos.  
    -   Efeitos colaterais mais comuns: em  monoterapia os efeitos mais comuns são náuseas e vômitos (10-15%), diarréia (10%), nódulo no local de aplicação (7%). Vale à pena ressaltar que em combinação com metformina a incidência de náuseas e diarréia atingiu cerca de 20% dos usuários. Os efeitos adversos são mais comuns no início do tratamento e tendem a se reduzir com o tempo de uso. Em monoterapia a incidência de hipoglicemia é semelhante ao placebo.
    -   Precauções: Há relatos de carcinoma medular de tireóide em raros expostos a este
medicamento. Não se sabe o efeito em humanos, mas por precaução não se recomenda seuuso em pacientes com história pessoal ou familiar de câncer medular de tireóide. Há relatos raros de pancreatite fatal e não-fatal em pacientes que usaram exenatide de curta duração. Por isso, não se recomenda o uso de Bydureon®  em pacientes que já tiveram história de pancreatite e deve-se ficar atento com sintomas de dor abdominal.  
    -   Preço: informação não-oficial publicada no New York Times indica que 4 doses semanais custarão cerca de 325 dólares, ou 81 dólares a dose

Dr. Carlos Eduardo Barra Couri
Endocrinologista;  Pesquisador da Equipe de Transplante de Células-tronco do Hospital das Clínicas da USP Ribeirão Preto; Coordenador do Departamento de Novas Terapias e Biotecnologia da Sociedade Brasileira de Diabetes.



Fonte: SBD

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fantástico denuncia: Comercialização de medicamentos para emagrecer proibidos pela ANVISA e de formulações não permitidas. Saiba os riscos para saúde que essa prática pode acarretar.

O progama Fantástico de ontem (12/02/12), fez uma denúncia extremamente preocupante: a venda indiscriminada de fórmulas para emagrecer com componentes já proibidos pela ANVISA e retirados do mercado brasileiro. O mais preocupante é que quem receitava essas medicações eram Médicos. 

A reportagem foi bem esclarecedora, apesar de que houve alguns equívocos: o primeiro é considerar o Orlistat (mais conhecido por Xenical) como uma laxante, o qual ele não é. O Orlistat é um inibidor de lipases do trato gastro-intestinal. Essa droga faz com que cerca de 1/3 da gordura ingerida através da alimentação não seja absorvida, sendo eliminada nas fezes.  Outro detalhe da reportagem é que, a Sibutramina ela não deve ser associada a nenhum outro medicamento de ação central para redução do peso ou tratamento de transtornos psiquiátricos. Isso não inclui o Orlistat, o qual (como explicado anteriormente), não tem ação central (apenas ação em nível gastro-intestinal), não havendo contra-indicação formal ao uso conjunto com a Sibutramina.

Outro ponto importante é que, apesar das atitudes anti-éticas desses profissionais, não podemos generalizar e acharmos que isso é uma prática comum na Medicina. Esses "exemplos excepcionais" devem SIM ser denunciados ao CRM.

O mais importante para o paciente que precisa de ajuda para perder peso, é procurar um profissional sério, que não prometa "milagres" (pois estes não existem!!), e que trabalhe de forma ética, orientando o paciente às mudanças dos hábitos de vida (reeducação alimentar + atividade física), e quando indicado, o uso de medicamentos seguros e aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) para auxiliar no combate à Obesidade.

Att.
Renata Antonialli

Para quem não viu a reportagem, ou deseja revê-la, clique aqui

Fonte: Globo. com

domingo, 29 de janeiro de 2012

O estresse engorda?

Alimentação e exercícios sozinhos não explicam onda de obesidade

O que vem primeiro?
O estresse pode fazer você engordar.E ser obeso pode ser um fator criador de estresse.
Brynjar Foss e Sindre Dyrstad, da Universidade de Stavanger, na Noruega, apresentaram uma nova teoria para tentar elucidar esse "circuito fechado".
Segundo os dois, a alimentação e a falta de exercícios não são suficientes para explicar a atual onda de obesidade no mundo.
Comida e sedentarismo
Ingerir uma maior quantidade de comida rica em gordura, sal e açúcar, combinado com pouca atividade física, têm sido apontadas pela Organização Mundial da Saúde como as causas principais da obesidade.
É por isso que os médicos prescrevem dietas para emagrecer e exercícios físicos.
A mídia faz o restante, afirmam os pesquisadores, divulgando as academias, as dietas e estilos de vida mais saudáveis - tudo em termos de alimentação e exercícios.
Eles questionam essa abordagem desde o início, perguntando-se se a obesidade é mesmo uma consequência, ou se seria causa de algo - ou, eventualmente, as duas coisas.
Engordar por estresse
Os pesquisadores revisaram uma série de estudos, que mostram que o ganho de peso e os níveis de cortisol - o chamado hormônio do estresse - são incrivelmente mais elevados em pessoas que engordam por causa do estresse.
"Se você tem cortisol elevado, você vai ganhar peso mais facilmente," afirma Foss.
Ele e Dyrstad sugerem que o estresse e a obesidade reforçam-se mutuamente por um processo de feedback positivo.
Ou seja, comer mal e não fazer exercício continuam fazendo engordar, mas não como fatores principais, e sim como efeitos de um círculo vicioso dirigido pelo estresse.
Círculo vicioso do estresse
Engordar pode disparar uma resposta do estresse, o que, por sua vez, aumenta o ganho de peso.
"Quando você engorda, seu corpo também fica sob estresse. Isto provavelmente tem um efeito de auto-reforço - assim você se torna ainda mais gordo," explica.
Mas fazer dieta também pode estimular a produção de cortisol, o que, por sua vez, aciona a resposta estressante, impedindo a perda de peso.
"Se nossa hipótese estiver correta, isso significa que você terá que quebrar esse padrão de estresse se você quiser mesmo interromper seu ganho de peso," conclui o pesquisador.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Excesso de peso aumenta risco de acne em adolescentes, publicado pelo Archives of Dermatology

A prevalência de acne moderada a grave em adolescentes é de 10 a 20% e está associada a problemas psicossociais. Há um crescente interesse em estabelecer associações entre dieta, estilo de vida e acne. No entanto, as relações atuais permanecem controversas.

Por outro lado, o número de crianças e adolescentes obesos está aumentando. O objetivo do presente trabalho foi estabelecer uma associação entre o índice de massa corporal (IMC) e a presença de acne em adolescentes.

O estudo transversal, com cerca de 3.600 adolescentes, de 18 e 19 anos, que não estavam procurando por serviço de saúde, em Oslo, na Noruega, foi aprovado pelo The Regional Committee for Medical Research Ethics. Os pesquisadores descobriram que os adolescentes com sobrepeso ou obesidade - particularmente jovens do sexo feminino - foram significativamente mais propensos a desenvolver acne do que os adolescentes com peso normal.

As hipóteses que talvez possam explicar esta associação é que o excesso de andrógenos no organismo, em decorrência da obesidade, pode provocar acne. O fato de ter uma pele com aparência acneica pode causar tensão, liberando hormônios de estresse que pioram ainda mais as lesões.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Começando os trabalhos...



Prezados pacientes, amigos e seguidores do Blog Endocrinologia em Pauta,

Estou muito feliz com o trabalho realizado no ano de 2011. Em 6 meses, foram praticamente 7500 acessos e esse sucesso todo se deve à vocês!

Muito Obrigada por todo esse carinho!

Fico esperando também a sugestão de vocês sobre assuntos do seus interesses, críticas e elogios.

Espero que em 2012 eu possa estar levando à todos, muito mais informações sobre endocrinologia, saúde e bem estar!

Um bom ano a todos vocês!!

Renata Antonialli

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz 2012 para todos nós!



Queridos amigos, pacientes e familiares,


Gostaria de dedicar as palavras abaixo do nosso grande Carlos Drummond de Andrade, para desejar a todos vocês, um Feliz 2012, repleto de muita saúde, amor, paz, sonhos e muita, MUITA FELICIDADE!!


Abraços,
Renata Antonialli



“...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O Amor Esperado.
A Esperança Renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices.
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes... e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!”

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Câncer de Tireóide diagnosticado em Cristina Kirchner é o tipo mais comum

O carcinoma papilífero da tireóide, que atinge a presidente argentina Cristina Kirchner, de 58 anos, é o tipo mais comum de tumor maligno nessa glândula, segundo o cirurgião Fernando Luiz Dias, chefe do serviço de cirurgia de cabeça e pescoço do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio, e a endocrinologista Ana Rossi, do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Os outros tipos de câncer na tireóide são o folicular e o medular.



Na noite desta terça-feira (27), o governo argentino anunciou que Kirchner foi diagnosticada com câncer no lobo direito da tireóide e deve ser operada no próximo dia 4, no Hospital Universitário Austral, em Buenos Aires. A recuperação deve durar cerca de 20 dias. Ela tirou licença, e o governo vai ser exercido interinamente pelo vice, Amado Boudou.

De acordo com Dias, o carcinoma papilífero responde por 70% a 86% dos casos de câncer na tireóide. Entre os tumores em geral, ele é o quinto mais freqüente nas mulheres brasileiras, conforme dados do Inca. Esse tumor aparece atrás apenas do de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto. Na sequência, vêm os cânceres de pulmão, estômago e ovário.

A tireóide está localizada no pescoço, tem formato de borboleta e é responsável por diversas funções no organismo, que vão do crescimento à regulação da temperatura corporal.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), a taxa de sobrevivência desses pacientes por mais de 10 anos após a descoberta da doença chega a 95%. Ana Rossi afirma que as chances de cura dependem do tamanho do tumor, de uma identificação precoce, da idade da pessoa e se há extensões para fora da região, como gânglios linfáticos ou metástases – o que não é o caso de Cristina.

A origem do câncer está nas células foliculares que produzem o hormônio tireoidiano (tiroxina ou T4), e a faixa mais atingida é a das mulheres: em torno de três casos para cada homem. Mas a doença no sexo masculino costuma ser mais agressiva. Apesar disso, de acordo com a médica, a mortalidade do carcinoma papilífero é baixa.
A faixa etária de maior risco, entre as mulheres, vai dos 30 aos 50 anos, aponta Dias. Já entre os homens a incidência aparece mais tarde, dos 50 aos 75 anos.

Detecção e diagnóstico

Esse tipo de câncer na tireóide – que tem em média 1 a 2 cm – não manifesta sintomas clínicos visíveis em estágios iniciais e geralmente é detectado em ultrassonografias de rotina, como foi o caso da presidente argentina. As mulheres são mais diagnosticadas de forma precoce justamente por isso: porque vão mais ao médico preventivamente. E os ginecologistas têm sido orientados a solicitar o monitoramento da tireóide.

Um ultrassom com Doppler colorido pode complementar o diagnóstico, e uma punção feita com uma agulha no pescoço é capaz de indicar se o câncer é benigno ou maligno, segundo Dias. "Cerca de 8% a 12% dos cânceres na tireóide são malignos", diz.

A doença só apresenta alterações fisiológicas, como rouquidão e problemas de deglutição, em fases muito avançadas, completa o médico. Ana Rossi explica que esse tipo de câncer pode levar anos ou até décadas para evoluir para um quadro mais grave. E a hipotensão (pressão arterial baixa) de Cristina nada tinha a ver com a doença.

Sobre os fatores de risco, o único conhecido pelos médicos é a exposição à radiação nuclear (principalmente na infância), como no caso de Chernobyl, e pode haver influência genética, mas é raro. De acordo com a endocrinologista, a única forma de prevenção é realmente fazer check-ups periódicos.

Tratamento e riscos da cirurgia

"O tratamento inclui cirurgia e/ou ingestão de iodo radioativo, que é a matéria-prima para o hormônio da tireóide e age na destruição das células normais e também cancerígenas", explica Ana Rossi. Quimioterapia e radioterapia não são indicadas, e quem cuida do paciente é um endocrinologista ou cirurgião de cabeça e pescoço – oncologistas só tratam os casos mais graves.

De acordo com a médica, a cirurgia envolve um pequeno corte horizontal – de cerca de 3,5 cm – nas pregas do pescoço, com bom resultado estético. E já há estudos envolvendo procedimentos minimamente invasivos. Na Coréia do Sul e nos EUA, robôs começam a fazer a operação, com uma incisão pela axila.

Em geral, a cirurgia prevê a retirada toda a glândula, mesmo que o tumor seja pequeno. O paciente, então, deve fazer reposição hormonal para a vida inteira, com um comprimido de levotiroxina (hormônio sintético) por dia. É o mesmo remédio prescrito para quem tem hipotireoidismo, ou seja, mal funcionamento da glândula.

O cirurgião Fernando Dias destaca que o procedimento é muito delicado e deve ser feito por um médico experiente, pois pode atingir os nervos da laringe e interferir na mobilidade das cordas vocais, o que é capaz de causar rouquidão no pós-operatório – algo que pode passar em um a três meses ou se tornar uma lesão permanente.

Com isso, a pessoa pode ficar rouca, fazer muito esforço para falar e se cansar facilmente, e perder a intensidade e os agudos da voz. Nesse caso, tratamentos fonoterápicos ajudam.

Outro risco da operação é que a tireóide fica muito próxima das paratireóides, quatro pequenas e frágeis glândulas que ficam atrás da tireóide e são responsáveis pelo metabolismo do cálcio no organismo.
"As paratireóides devem ser identificadas antes da cirurgia e a vascularização delas, preservada. Pois, ao contrário da tireóide, que pode ser retirada e o paciente receber suplementação, não existe reposição sintética do hormônio da paratireoide", explica Dias. A suplementação se dá apenas por meio de ingestão de cálcio e vitamina D, mas é algo muito mais complexo, de acordo com o médico.

Após a cirurgia, Ana Rossi diz que a pessoa pode ter uma vida normal, sem engordar nem sofrer nenhuma outra alteração. Só precisa tomar o medicamento corretamente. "Via de regra, não há mudanças hormonais por esse câncer", afirma Dias.

Casos no Brasil

Para 2012, o Inca estima 10.590 casos novos de câncer da tireóide, com risco de 11 casos para cada 100 mil mulheres.
Sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer da tireóide em mulheres é o terceiro mais incidente na região Norte (7 em 100 mil). No Sudeste (15 em 100 mil) e no Nordeste (6 em 100 mil), ocupa a quarta posição. Já nas regiões Sul (10 em 100 mil) e Centro-Oeste (6 em 100 mil), fica na quinta e na sexta posições. Como a ocorrência em homens é muito pequena, não há estimativas no país.

No mundo, o câncer da tireóide é considerado raro na maioria das populações mundiais, representando entre 2% e 5% do total de câncer em mulheres e menos de 2% em homens. Japão, países da América Central e ilhas do Pacífico, porém, são considerados de alto risco para mulheres, com incidência superior a 5 casos por 100 mil.

Na maioria dos países, as taxas de incidência nas últimas décadas mostram um padrão de crescimento lento, mas contínuo, de 1% ao ano. Segundo informações da mais recente publicação "Cancer Incidence in Five Continents", no período de 1973 a 2002 a incidência aumentou mais de cinco vezes na maioria das populações analisadas. Já o índice de mortalidade caiu, provavelmente em virtude da melhoria no tratamento.
Fatores alimentares (como padrão dietético de peixes e frutos do mar), ambientais e genéticos podem estar envolvidos na doença, que tem registrado também uma elevação de casos de câncer com mais de 4 cm e metástases.

Segundo estudos, a deficiência crônica ou o excesso de iodo no organismo poderia levar à hiperplasia e à hipertrofia das células foliculares. Esse fenômeno pode estar associado a um maior risco de desenvolvimento do câncer da tireóide.
Fonte: G1.com

Quer saber mais sobre o câncer de tiróide? Veja outros posts neste Blog.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ação de comunicação esclarece sobre inibidores de apetite

Começa nesta terça-feira (27/12) uma ação de comunicação da Anvisa para esclarecer a população sobre a retirada dos inibidores de apetite do mercado. A campanha também chama a atenção para a necessidade da adoção de hábitos saudáveis.

Nesta primeira fase, a ação será veiculada nas rádios de nove capitais, no formato testemunhal, ou seja, feito pelo próprio apresentador do programa. Ao todo serão 43 rádios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre e Salvador. As cidades foram avaliadas como prioritárias para atingir o público alvo consumidor de emagrecedores.

O texto da mensagem que será transmitida no rádio lembra a população de que a melhor maneira de emagrecer é ter uma vida saudável, com alimentação balanceada e atividade física semanal. Em fevereiro, a segunda parte da campanha será veiculada nas TVs em rede nacional.

No último mês de outubro, a Anvisa decidiu cancelar os registros dos medicamentos do tipo anfetamínicos, utilizados como inibidores de apetite. A decisão foi motivada pela reavaliação destes produtos que demonstrou a ausência de dados positivos sobre sua eficácia e segurança. Na mesma ocasião, a Anvisa definiu regras mais rígidas para o medicamento Sibutramina, utilizado no tratamento da obesidade.


Fonte: Anvisa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Entra em Vigor RDC que Proíbe Anorexígenos

Dia 10/12, após extensa polêmica, entrou em vigor Resolução que proíbe anorexígenos.

Após grande polêmica entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversas entidades e associações médicas, inclusive a ABESO, entrou em vigor, no dia 10 de dezembro, a Resolução nº 52 (RDC 52/11) da Anvisa.
Com isso, estão proibidas a fabricação, importação e a comercialização dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex e mazindol. Já a sibutramina, ficará restrita a indivíduos com IMC igual ou maior a 30kg/m2, com idade entre 18 e 65 anos.
Segundo a Dra. Rosana Radominski, presidente da ABESO, a grande maioria dos indivíduos que necessita de medicação não poderá ser beneficiada e, infelizmente, a migração para a prescrição de medicações off label  ou para procedimentos cirúrgicos desnecessários, ocorrerá, inevitavelmente. 
“Apesar do imenso esforço de toda a equipe da ABESO, incluindo a diretoria, o Conselho Deliberativo e vários outros membros da Associação, com o reforço significativo da SBEM, na pessoa incansável do Dr. Ricardo Meirelles, não foi possível manter nosso arsenal terapêutico intacto. Até mesmo o recurso jurídico do Conselho Federal de Medicina foi negado. Não foi um final feliz”, lamenta a Dra. Rosana.
Com relação à sibutramina, a presidente da ABESO lembra que haverá a necessidade do cadastro do profissional médico junto ao Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância Sanitária e o preenchimento de um Termo de Responsabilidade do Prescritor em 3 vias.
O site do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF SP) listou as principais mudanças para os farmacêuticos; as farmácias com manipulação de fórmulas; as drogarias e farmácias que dispensam as especialidades; os prescritores e para os detentores de registro.
Fonte: Abeso

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Proteja-se do Câncer de Tireóide

O auto-exame da tireóide também é importante


Apesar de pouco comum, é preciso estar atento ao câncer de tireoide. Diagnosticado a partir de um tumor maligno de crescimento dentro da glândula da tireoide, possui excelentes perspectivas de tratamento. Assim como o câncer de mama, atinge na sua maioria mulheres acima de 35 anos. Porém, atinge também homens e mulheres entre 25 e 65 anos, principalmente, sendo três vezes mais frequente em mulheres.
Geralmente, o câncer de tireoide é descoberto pelo próprio paciente através do autoexame, que pode ser realizado a qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Desse modo, no caso de encontrar alguma alteração (uma protuberância ou nódulo) na base do pescoço, é importante que consulte imediatamente um endocrinologista. Concluído o exame físico, pelo autoexame e pelo exame realizado pelo médico, ele solicitará novos exames para um diagnóstico conclusivo.
Algumas vezes, o câncer de tireoide pode reaparecer, após seu tratamento, ou se espalhar por outras partes do corpo. Por este motivo, os médicos recomendam um acompanhamento por meio de exames periódicos.
Algumas evidências científicas mostram que a exposição à radioatividade (a irradiação) externa, na cabeça ou no pescoço, pode provocar o câncer de tireoide. Pessoas expostas à radiação (terapias com Raios-X) entre as décadas de 20 e 60 (para o tratamento de acnes, amigdalite ou adenoides, por exemplo) têm maior risco de desenvolver o carcinoma de tireoide.
Os Números do Câncer
O câncer de tireoide ou carcinoma primário de tireoide (carcinoma tireoideano) é uma forma relativamente comum de doença maligna. Os nódulos tireoideanos são encontrados em 10% da população adulta, sendo benignos em mais de 90% dos casos. A maioria dos doentes apresentam uma excelente sobrevida a longo prazo.
A incidência da doença aumentou 10% na última década, mas o número de mortes relacionadas ao carcinoma tireoideano diminuiu. Cerca de 85% dos pacientes com doença diagnosticada e tratada em estágio inicial se mantém vivos e ativos.
De 65 a 80% destes cânceres são diagnosticados como câncer de tireoide papilar; 10 a 15%, como folicular; 5 a 10%, como medular e 3 a 5%, como anaplásico. Muitos médicos acreditam que os exames realizados dos primeiros 5 a 10 anos após a cirurgia de extração do tumor na tireoide são críticos.
Tipos de Câncer de Tireoide
Carcinoma papilifero – é o tipo mais comum. Pode aparecer em pacientes de qualquer idade, porém predomina entre os 30 e 50 anos. Devido à longa expectativa de vida, estima-se que uma entre mil pessoas tem ou teve este tipo de câncer. A taxa de cura é muito alta, chegando a se aproximar de 100%.
Carcinoma folicular – Tende a ocorrer em pacientes com mais de 40 anos. É considerado mais agressivo do que o papilifero. Em dois terços dos casos, não tem tendência à disseminação. Um tipo de carcinoma folicular mais agressivo é o Hurthle, que atinge pessoas com mais de 60 anos.
Carcinoma medular – Afeta as células parafoliculares, responsáveis pela produção da calcitonina, hormônio que contribui na regulação do nível sanguíneo de cálcio. Esse tipo de câncer costuma se apresentar de moderadamente a muito agressivo, sendo de difícil tratamento.

Carcinoma anaplásico – É muito raro. Porém é o tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil, sendo responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireoide.
 Fonte: SBEM

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Videolaparoscopia é incluída no rol de procedimentos da ANS para tratar obesidade severa.

Aí vai uma boa notícia para àqueles pacientes com Obesidade Mórbida com indicação de cirurgia bariátrica!
Att.
Renata Antonialli


Videolaparoscopia Aprovada pela ANS
Por Beth Santos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou a inclusão da cirurgia bariátrica e metabólica por videolaparoscopia, para tratamento da obesidade mórbida ou severa, no novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A resolução normativa da ANS determina a cobertura deste procedimento pelos planos e operadoras de saúde a partir de 01/01/2012.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Ricardo Cohen, “a incorporação no novo rol da ANS significa o reconhecimento inequívoco dos benefícios promovidos pela abordagem menos invasiva da cirurgia bariátrica para tratamento da obesidade mórbida”.
O Dr. Denis Pajecki, membro do Departamento de Cirurgia Bariátrica da ABESO, acha que “a cobertura obrigatória da cirurgia bariátrica realizada por videolaparoscopia pelos convênios e seguros médicos, determinada pela ANS, foi uma vitoria para os pacientes, que terão a possibilidade de um tratamento menos invasivo e que permite uma recuperação mais rápida, com menor cicatriz e menos problemas com a ferida cirúrgica”.
O Presidente da SBCBM comentou que, visando instaurar uma nova realidade no tratamento da obesidade, “a Sociedade vem incentivando e adotando iniciativas para ampliar e aperfeiçoar o quadro de profissionais habilitados para a realização do procedimento por videolaparoscopia”, como cursos de capacitação nas regionais”.

Segundo o Dr. Ricardo Cohen, “o próximo passo é juntar esses mesmos esforços pela conscientização de milhões de pacientes obesos que dependem da cirurgia para sobreviver e agora precisam saber que seu direito ao melhor tratamento está assegurado”. Até agora, muitos pacientes tinham que recorrer à Justiça.
Fonte: Abeso

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Brasileiros descobrem novas formas para tratar obesidade

Cientistas brasileiros que trabalham nos EUA descobrem nova classe de medicamentos antiobesidade.

Descobrir uma nova abordagem para o tratamento da obesidade foi o objetivo do estudo, realizado pelo casal de cientistas brasileiros – Renata Pasqualini e Wadih Arap –, na clínica M.D. Anderson Cancer Center, em Houston, nos Estados Unidos. Os resultados acabam de ser divulgados na revista científica “Science Translational Medicine”.
Os pesquisadores mostraram que uma droga, a adipotide – capaz de matar um tipo específico de célula de gordura através do estrangulamento de seu suprimento de sangue – diminui consideravelmente o peso de macacos obesos.
Em 2004 um relatório da mesma equipe havia apresentado o emagrecimento de ratos, tratados com a mesma substância. Porém, como a biologia dos macacos é muito mais parecida com a de seres humanos, o novo experimento alimenta a esperança de que um tratamento do mesmo tipo possa funcionar em pessoas.
Os primatas receberam injeções diárias de adipotide e, após quatro semanas de tratamento, perderam cerca de 11% do peso. Além disso, obtiveram reduções na circunferência da cintura e no Índice de Massa Corporal (IMC) e ainda melhoram a capacidade de reação à insulina.
Importante frisar que a substância, quando ministrada em macacos esbeltos, não alterou o peso dos mesmos. Assim, verificou-se que a droga age de forma seletiva no tecido adiposo, especialmente na gordura visceral.
Agora, com a nova descoberta, já se anuncia, para o próximo ano, o primeiro teste clínico em seres humanos obesos, com câncer de próstata em estágio avançado. Isso porque as células adiposas brancas secretam hormônios conhecidos por promover o crescimento de tumores nessa glândula do aparelho genital masculino.

Vantagens

De acordo com os pesquisadores, uma das vantagens de cortar o fluxo sanguíneo para matar de fome as células adiposas é que esta pode ser uma estratégia diferente, que poderá contornar alguns dos efeitos colaterais de outras drogas disponíveis no mercado, como aumento no risco de enfarte ou de depressão.
Por outro lado, o adipotide provocou aumento no volume de urina eliminada e uma leve desidratação, podendo causar impacto nos rins. Este é um dos obstáculos para o medicamento chegar ao mercado, embora suponham ser esta uma situação reversível.

Endereçamento

Os pesquisadores brasileiros que trabalham no M.D. Anderson Cancer Center observaram que células em órgãos específicos do corpo — incluindo aquelas em vasos sanguíneos que alimentam células brancas de gordura — possuem marcadores moleculares distintos na superfície, como se fossem códigos de endereçamento postal.

Uma parte da adipotide é projetada para localizar exatamente o código dos vasos sanguíneos das células adiposas brancas. Outra parte é uma carga terapêutica que mata as células.
Renata Pasqualini e Wadih Arap têm direito a royalties que podem ser gerados pela comercialização do remédio. Tanto os pesquisadores quanto a M.D. Anderson são investidores da Ablaris Therapeutics.
Fonte: ABESO

sábado, 19 de novembro de 2011

Conselho Federal de Medicina reforça os riscos do uso indiscriminado do Liraglutide

O jornal do Conselho Federal de Medicina (CFM) ano XXVI, n.201, outubro/2011, trouxe uma matéria sobre os riscos do uso indevido do Liraglutide (Victoza). Mais uma vez, a reportagem reforça que, até o momento, o uso dessa medicação está aprovada com segurança apenas para pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo 2.

Veja a reportagem completa abaixo.

Att.
Renata Antonialli


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Período ausente entre os dias 03 a 16 de Novembro

Prezados Pacientes,

Estarei ausente entre os dias 03 de Novembro a 16 de Novembro de 2011 devido as minhas férias. Pelo mesmo motivo, o Blog não será atualizado neste período.

Retornarei às atividades no consultório a partir de 17 de Novembro. Aqueles que necessitarem de algo, por favor deixem recado com a secretária nesse período.

Conto com a compreensão de todos!

Att.
Renata Antonialli