Fonte: SBEM - Departamento de Tireóide
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domingo, 25 de maio de 2014
sábado, 29 de março de 2014
Comunicado Importante da SBEM e SBD a respeito das informações do Jornal Nacional (28/03/2014)
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) vêm, através deste comunicado conjunto, contrapor informações veiculadas na edição do Jornal Nacional de 28/03/2014 sobre a ocorrência de efeitos adversos de medicações anti-diabéticas.
O texto da matéria, ressalta, entre outras infomações:
“Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. ‘A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide’, revela Adalton Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo. Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.”
Este texto contém incorreções importantes, tais como:
1. é absolutamente incorreta a inclusão da metformina nessa lista; este fármaco é utilizado no tratamento do diabetes há várias décadas, está consagrado, e faz parte de simplesmente todos os consensos científicos nacionais e internacionais sobre o tratamento do diabetes como medida inicial de conduta. Ela definitivamente não está associada a qualquer dos efeitos colaterais mencionados na matéria.
2. as demais drogas citadas estão sendo alvo de ampla discussão pelas sociedades científicas, no mundo todo, já há alguns anos, a respeito de seu potencial de causar doenças no pâncreas e na tireóide. As evidências até o momento, que estão consolidadas em documentos de consenso das duas maiores entidades científicas internacionais da área de diabetes, e endossadas pelas entidades científicas brasileiras, apontam para a ausência de relação causal entre esses tratamentos e aquelas doenças. O assunto, porém, ainda está em aberto na comunidade médica científica internacional.
3. o alerta diz respeito ao fato de que alguns destes princípios ativos, especificamente os de uso injetável, realmente estão liberados pela ANVISA para venda livre, sem prescrição. A SBD e a SBEM posicionam-se contrariamente a esta regulamentação, sendo da opinião de que deveria haver maior controle sobre a prescrição e dispensação destes remédios injetáveis.
Nina Musolino
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
e
Walter Minicucci
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes
Fonte: SBEM
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
Semana Internacional da Tireóide
Hoje encerrou a campanha da Semana Internacional da Tireóide (23 a 27 de maio).
Nós da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), regional de Mato Grosso do Sul, fizemos uma atividade de abertura, aqui em Campo Grande-MS, na UBS Iracy Coelho no dia 23 de maio, com palestra, exame físico (palpação de tireóide) e orientações para comunidade, encerrando hoje com uma concentração na praça Belmar Fidalgo.
A campanha foi um sucesso!
Agradeço a todos que participaram e estiveram presentes durante essa campanha, em promoção à saúde e informação da população!
Abaixo, seguem as fotos do evento de encerramento.
Att,
Renata Antonialli
| Semana Internacional da Tireóide: concentração na Praça Belmar Fidalgo |
| Dra. Renata Antonialli participando da Campanha Internacional da Tireóide |
| Endocrinologistas no evento: Dra. Eloisa de Cassia M. A. Costa, Dra. Renata Antonialli, Dra. Renata B. Portella e Dra. Ana Carolina C. de Freitas. |
| Semana Internacional da Tireóide: palpação da tireóide, esclarecimento de dúvidas e orientações à população. |
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Semana Internacional da Tireóide: Venha Participar!!!
Prezados pacientes, amigos e familiares,
Hoje inicia-se a Campanha da Semana Internacional da Tireóide (23 a 27 de maio).
Nós da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), regional de Mato Grosso do Sul, faremos uma atividade de abertura, aqui em Campo Grande-MS, na UBS Iracy Coelho no dia 23/05 (hoje) às 8:00 horas, com palestras, exame físico (palpação de tireóide) e orientações para comunidade, e no dia 27/05 (segunda-feira) das 17:30 às 19:00 horas, faremos uma concentração na praça Belmar Fidalgo, também com orientações e palpação de tireóide.
Estará aberta a toda população!
Venham Participar!!
Att.
Dra Renata Antonialli
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Alimentação e Tireóide
Alimentar-se de forma equilibrada é importante para
a manutenção de peso ideal e
da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De acordo com a Dra.
Laura Ward, presidente do Departamento
de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos alimentos,
quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o
metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com
a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns
exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No
geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos
os nutrientes”, afirma.
Segundo a especialista, quem tem problemas na
glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O
ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado
e o excesso de iodo pode
piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou
já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.
A endocrinologista chama
atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados
bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos
como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por
semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.
Atenção para a Soja
De acordo
com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores
Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja
como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration
(FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o
aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia
afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os
fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos
hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da
tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles
induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e
bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por
indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia
desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.
Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela
especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico,
observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao
ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o
desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi
reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas
também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica.
“Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos
podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a
necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina,
especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.
Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas.
Fonte: Sbem
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Redução de Iodo no Sal
Departamento de Tireoide da SBEM divulga
comunicado sobre a decisão da ANVISA de diminuir a
concentração de iodo no sal de cozinha comercializado no Brasil. A medida pode
trazer consequências para à população de gestantes e seus bebês.
Segundo a presidente
do Departamento de Tireoide, a principal crítica sobre a decisão da Anvisa é a
falta de embasamento científico para a adoção destas
medidas. "Consideramos uma atitude surpreendente e precipitada".
Ela explica que não houve uma discussão adequada com os especialistas da
Sociedade.
Ela explica que a
Sociedade não foi chamada para discutir seriamente sobre o assunto.
“O erro está no consumo em excesso de
ingestão de sal e não no iodo que está contido nele. A alegação das autoridades
é a existência de pesquisas, que mostram um consumo excessivo de iodo pela
população, porém os números finais desta pesquisa,
se é que ela está finalizada, não foram divulgados. A
endocrinologista explica que ao colocar na balança o número de problemas
relativos à deficiência de iodo em relação ao excesso, observa-se que a
deficiência é gravíssima, incontestável e reconhecida, com consequências
para o desenvolvimento social do país. "Já em relação ao excesso não
existem pesquisas suficientes para comprovar que a nossa população esteja
sofrendo algum malefício ".
O Departamento de Tireoide da SBEM
Alerta para o Perigo de Diminuir o Teor de Iodo do Sal
O iodo vem sendo adicionado ao sal de
cozinha no Brasil desde 1953, como medida de erradicação do bócio endêmico. Tal
medida é defendida em todo mundo pela Organização Mundial da Saúde e
pelo ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency
Disorders) e é uma das mais eficazes para combater este verdadeiro
flagelo da humanidade que é o cretinismo, o retardo mental endêmico
causado pela falta de iodo intrauterina.
O Brasil sofreu de carência de iodo na alimentação de
sua população por séculos. Cidades e regiões inteiras eram conhecidas pelo fato
de seus habitantes apresentarem “papo” e suas crianças serem
"lerdas", algumas com severa deficiência mental.
A falta de iodo tem
efeitos graves em várias fases da vida, como resume a tabela abaixo:
|
Feto
|
Aborto/Natimorto
|
|
|
Anomalias
congênitas
|
|
|
Aumento da
mortalidade peri-natal
|
|
|
Cretinismo endêmico
|
|
|
Surdo-mudez
|
|
Neonato
|
Bócio Neonatal
|
|
|
Hipotiroidismo
neonatal
|
|
|
Retardo mental
endêmico
|
|
|
Aumento da
suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
|
|
Crianças e
|
Bócio
|
|
Adolescentes
|
Hipotiroidismo
|
|
|
Diminuição da
função mental
|
|
|
Retardo do
desenvolvimento físico
|
|
|
Aumento da
suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
|
|
Adulto
|
Bócio
|
|
|
Hipotiroidismo
|
|
|
Diminuição da
função mental
|
|
|
Aumento da
suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
|
Estima-se que, no
Brasil, cada cinco gramas de sal iodetado contenham aproximadamente 100
microgramas de iodo. A suplementação considerada ótima para adultos seria de
100 a 150 microgramas por dia, com ingestão mínima necessária de 50 microgramas
por dia. Para crianças, as necessidades variam de acordo com a faixa etária, de
aproximadamente 40 microgramas de iodo ao dia, entre 0 a 5 meses de idade, e de
100 a 150 microgramas por dia para crianças maiores de 11 anos. Mas, durante a
gestação e a amamentação, esta necessidade aumenta para 250 microgramas por
dia.
Dados coletados pelo
grupo da USP de Ribeirão Preto e por pesquisadores da FAMEMA de Marília, São
Paulo, em duas populações diferentes de mulheres grávidas, mostram que mais da
metade delas apresenta carência de iodo. O fato já é muito grave.
A redução da
quantidade de iodo no sal proposta pela ANVISA pode potencialmente
agravar esta situação.
Sabemos que o brasileiro realmente
consome muito mais sal do que deveria. A consequência mais nefasta é, sem dúvida,
a hipertensão arterial. Associada à obesidade, ao diabetes e
a outros fatores de risco, a hipertensão ajuda a colocar o Brasil na muito
pouco honrosa posição de quinto país da América Latina com maior número de
mortes por doença isquêmica do coração segundo a Organização Mundial de Saúde
(dados da WHO Global Infobase, 2013).
A ANVISA deveria focar seus esforços em
reduzir a quantidade de sal nos alimentos industrializados, não em
reduzir a quantidade de iodo no sal. Se o objetivo de redução de ingestão de
sal for alcançado, o que é altamente desejável, estarão, ainda, todos os
segmentos da população suficientes em iodo?
Urge a necessidade de se avaliar a
população de maior risco, gestantes, principalmente de regiões
interioranas. Pesquisas de avaliação da iodúria envolvendo esta população devem
ser estimuladas e subsidiadas pelo Ministério da Saúde. Se a ANVISA insistir em
tomar tal medida precipitadamente, sem que estudos conclusivos e abrangentes
sejam realizados e finalizados, poderá estar colocando em risco populações de
gestantes e expondo os recém-nascidos ao risco da deficiência
mental por falta de iodo, com consequências inadmissíveis ao
desenvolvimento humano e econômico do país.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Autoexame da Tireóide
Enquete realizada pelo site da SBEM
Nacional mostra que a grande maioria das pessoas não conhece ou não
faz o autoexame da tireoide. De acordo com a pesquisa online,
40,8% dos internautas afirmaram que não fazem o exame, 35,6% disseram nunca ter
ouvido falar dele e apenas 23,6% o fazem.
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta
que está localizada logo abaixo do pomo de Adão, o popular gogó. Embora
pequena, ela é importante para o bom funcionamento de vários órgãos, como
coração, fígado, rins, ovários, entre outros, além de produzir os hormônios
denominados T3 e T4, combustíveis das células do nosso organismo. Problemas na tireoide
podem fazer com que ela produza esses hormônios em excesso ou em quantidade
insuficiente, causando o hipertireoidismo ou hipotireoidismo,
respectivamente.
Outro problema relacionado à tireoide são os nódulos
tireoidianos, caroços que aparecem na glândula, mais comumente nas
mulheres e mais frequentemente com o envelhecimento. Eles podem ser únicos ou
múltiplos, de tamanhos variados, e estão presentes em 5% a 10% da população
adulta. Cerca de 5% dos casos podem representar algum tipo de câncer.
Além da estética, os nódulos podem causar
incômodo no pescoço, dificuldade para engolir e até desconforto respiratório,
dependendo do seu tamanho. Eles podem ser detectados apalpando a região do
pescoço. Embora fácil de ser diagnosticado, ele deve ser confirmado pelo médico
endocrinologista através de exame clínico e complementar.
Autoexame da Tireoide
Para realizar o autoexame, você vai precisar de
um espelho com cabo e um copo d'água.
1. Segure
o espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de Adão (gogó). Sua
tireoide está localizada nesta área
2. Focalize
esta área com o espelho estendendo a cabeça para trás para facilitar a
visualização.
3. Beba
um gole d'água.
4. Ao
engolir, observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação
localizada. Repita este teste várias vezes, se necessário.
5. Observe
se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um
endocrinologista para obter orientações.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com o tamanho do nódulo e se ele está produzindo muito hormônio, ou não. Quando indicada pelo endocrinologista, é feita uma pequena retirada de células do nódulo, através de uma punção. Tal medida ajuda os médicos a orientar seus pacientes sobre o tratamento correto.
Fonte: Sbem
sexta-feira, 16 de março de 2012
Perfil do Câncer de Tireóide no Brasil
Lançado no final de Dezembro de 2011, o estudo “Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil” foi elaborado com a finalidade de orientar políticas públicas para o setor médico. Divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), do Ministério da Saúde, a pesquisa apontou aproximadamente sete novas localizações de câncer no ranking dos tumores mais frequentes do Brasil, entre eles o câncer da tireoide.
De acordo com os dados, sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer da tireoide em mulheres é o terceiro mais incidente na região Norte (7/100 mil). Nas regiões Sudeste (15/100 mil) e Nordeste (6/100 mil), ocupa a quarta posição, e, nas regiões Sul (10/100 mil) e Centro-Oeste (6/100 mil), a quinta e sexta posições, respectivamente. A magnitude em homens é muito pequena e, portanto, o cálculo da estimativa não foi recomendado.
Segundo os dados do estudo, em 2012 estão estimados 10.590 casos novos de câncer da tireoide, com um risco estimado de 11 casos a cada 100 mil mulheres.
Fonte: Ministério da Saúde e Inca, SBEM
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Proteja-se do Câncer de Tireóide
![]() |
| O auto-exame da tireóide também é importante |
Apesar de pouco comum, é preciso estar atento ao câncer de tireoide. Diagnosticado a partir de um tumor maligno de crescimento dentro da glândula da tireoide, possui excelentes perspectivas de tratamento. Assim como o câncer de mama, atinge na sua maioria mulheres acima de 35 anos. Porém, atinge também homens e mulheres entre 25 e 65 anos, principalmente, sendo três vezes mais frequente em mulheres.
Geralmente, o câncer de tireoide é descoberto pelo próprio paciente através do autoexame, que pode ser realizado a qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Desse modo, no caso de encontrar alguma alteração (uma protuberância ou nódulo) na base do pescoço, é importante que consulte imediatamente um endocrinologista. Concluído o exame físico, pelo autoexame e pelo exame realizado pelo médico, ele solicitará novos exames para um diagnóstico conclusivo.
Algumas vezes, o câncer de tireoide pode reaparecer, após seu tratamento, ou se espalhar por outras partes do corpo. Por este motivo, os médicos recomendam um acompanhamento por meio de exames periódicos.
Algumas evidências científicas mostram que a exposição à radioatividade (a irradiação) externa, na cabeça ou no pescoço, pode provocar o câncer de tireoide. Pessoas expostas à radiação (terapias com Raios-X) entre as décadas de 20 e 60 (para o tratamento de acnes, amigdalite ou adenoides, por exemplo) têm maior risco de desenvolver o carcinoma de tireoide.
Os Números do Câncer
O câncer de tireoide ou carcinoma primário de tireoide (carcinoma tireoideano) é uma forma relativamente comum de doença maligna. Os nódulos tireoideanos são encontrados em 10% da população adulta, sendo benignos em mais de 90% dos casos. A maioria dos doentes apresentam uma excelente sobrevida a longo prazo.
A incidência da doença aumentou 10% na última década, mas o número de mortes relacionadas ao carcinoma tireoideano diminuiu. Cerca de 85% dos pacientes com doença diagnosticada e tratada em estágio inicial se mantém vivos e ativos.
De 65 a 80% destes cânceres são diagnosticados como câncer de tireoide papilar; 10 a 15%, como folicular; 5 a 10%, como medular e 3 a 5%, como anaplásico. Muitos médicos acreditam que os exames realizados dos primeiros 5 a 10 anos após a cirurgia de extração do tumor na tireoide são críticos.
Tipos de Câncer de Tireoide
Carcinoma papilifero – é o tipo mais comum. Pode aparecer em pacientes de qualquer idade, porém predomina entre os 30 e 50 anos. Devido à longa expectativa de vida, estima-se que uma entre mil pessoas tem ou teve este tipo de câncer. A taxa de cura é muito alta, chegando a se aproximar de 100%.
Carcinoma folicular – Tende a ocorrer em pacientes com mais de 40 anos. É considerado mais agressivo do que o papilifero. Em dois terços dos casos, não tem tendência à disseminação. Um tipo de carcinoma folicular mais agressivo é o Hurthle, que atinge pessoas com mais de 60 anos.
Carcinoma medular – Afeta as células parafoliculares, responsáveis pela produção da calcitonina, hormônio que contribui na regulação do nível sanguíneo de cálcio. Esse tipo de câncer costuma se apresentar de moderadamente a muito agressivo, sendo de difícil tratamento.
Carcinoma anaplásico – É muito raro. Porém é o tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil, sendo responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireoide.
Carcinoma anaplásico – É muito raro. Porém é o tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil, sendo responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireoide.
Fonte: SBEM
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Hipotireoidismo - Será mesmo o novo vilão?
O hipotireoidismo é muito comum. Pesquisas revelam que cerca de 5 milhões de brasileiros têm hipotireoidismo, a grande maioria ainda não diagnosticada. Sua incidência aumenta com a idade, sendo quatro vezes mais freqüente nas mulheres, principalmente após 50 anos.
Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto:
O QUE É A TIREÓIDE?
COMO É CARACTERIZADO O HIPOTIREOIDISMO?
É caracterizado pela diminuição ou pela baixa produção dos hormônios T3 e T4. Com os novos testes laboratoriais, o diagnóstico é realizado em fase muito precoce. Quando um médico dá um diagnóstico de Hipotireoidismo, isso quer dizer que a pessoa apresenta uma baixa função da glândula tireóide, ou seja, a tireóide está produzindo pouco hormônio.
QUAIS AS CAUSAS?
As causas mais comuns do hipotireoidismo são a inflamação crônica da tireóide (chamada Tireoidite de Hashimoto), as manifestações pós-cirúrgicas (retirada parcial ou total da glândula) e as de decorrência de tratamentos prévios de glândula hiperativa. A doença de Hashimoto tem traços genéticos e caracteriza-se pela produção exagerada de anticorpos pelo sistema imunológico que agridem a própria glândula. É uma doença auto-imune que provoca a diminuição da capacidade funcional da glândula.
Uma causa comum em décadas passadas, mas rara nos dias de hoje, é deficiência de iodo no organismo (necessário para a produção dos hormônios tireoideanos). Os produtores de sal são obrigados, por lei, a adicionar iodo ao produto industrializado. É uma maneira barata e simples de repor o iodo e evitar o hipotireoidismo devido à sua deficiência.
OS SINAIS E SINTOMAS
Entre os sinais e sintomas mais comuns do hipotireoidismo temos: fadiga, desânimo, movimentos lentos, discreto aumento de peso ou dificuldade para perdê-lo, sonolência diurna, intolerância ao frio, memória fraca, irregularidade menstrual (e em casos mais graves até infertilidade), dores, cãibras musculares, cabelos e pele secos, queda de cabelos, unhas fracas, prisão de ventre, depressão, irritabilidade, rosto e mãos inchados. Um grande número de pessoas apresenta sintomas 'vagos' de cansaço e desânimo. Algumas pessoas acabam atribuindo esses sinais, de forma errônea, ao avanço da idade.
O número e a intensidade dos sintomas variam conforme a duração e o grau da deficiência hormonal da tireóide. Algumas pessoas com hipotireoidismo podem não apresentar sintomas evidentes. Então o diagnóstico dever ser realizado através de exames laboratoriais de rotina.
EFEITOS PELOS DIVERSOS ÓRGÃOS DO CORPO
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO ?
O hipotireoidismo pode ser facilmente diagnosticado por meio de um exame de sangue. Os exames que ajudam no diagnóstico são: a dosagem de TSH (que é um hormônio produzido pela hipófise, e que estimula o funcionamento da tireóide), e a dosagem de hormônios tireoidianos (T4 e T3). O TSH é o mais importante dentre esses exames. Essas dosagens podem ser complementadas com a determinação dos anticorpos contra a tireóide (anti-TPO e anti-tireoglobulina), o que identifica a ocorrência da Tireoidite de Hashimoto.
COMO É O TRATAMENTO?
O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral de hormônio específico (Levotiroxina-T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã em jejum. Esse medicamento repõe o hormônio que a glândula deixou de secretar. A dosagem deve ser individualizada. É importante que o paciente receba a quantidade certa de hormônio e por isso, o acompanhamento médico é fundamental. Como para a maioria dos pacientes o hipotireoidismo é crônico, o tratamento deverá ser instituído por toda a vida.
Uma vez diagnosticado o hipotireoidismo, tomando o medicamento corretamente e fazendo consultas médicas periódicas, segue-se a vida normal.
OBS: Hormônio tireoidiano não é considerado dopping. Veja aqui os produtos considerados dopping.
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