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sábado, 29 de março de 2014

Comunicado Importante da SBEM e SBD a respeito das informações do Jornal Nacional (28/03/2014)

A  Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) vêm, através deste comunicado conjunto, contrapor informações veiculadas na edição do Jornal Nacional de 28/03/2014 sobre a ocorrência de efeitos adversos de medicações anti-diabéticas.
 
O texto da matéria, ressalta, entre outras infomações:
 
“Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. ‘A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide’, revela Adalton Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo. Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.”
 
Este texto contém incorreções importantes, tais como:
 
1. é absolutamente incorreta a inclusão da metformina nessa lista; este fármaco é utilizado no tratamento do diabetes há várias décadas, está consagrado, e faz parte de simplesmente todos os consensos científicos nacionais e internacionais sobre o tratamento do diabetes como medida inicial de conduta. Ela definitivamente não está associada a qualquer dos efeitos colaterais mencionados na matéria.
 
2. as demais drogas citadas estão sendo alvo de ampla discussão pelas sociedades científicas, no mundo todo, já há alguns anos, a respeito de seu potencial de causar doenças no pâncreas e na tireóide. As evidências até o momento, que estão consolidadas em documentos de consenso das duas maiores entidades científicas internacionais da área de diabetes, e endossadas pelas entidades científicas brasileiras, apontam para a ausência de relação causal entre esses tratamentos e aquelas doenças. O assunto, porém, ainda está em aberto na comunidade médica científica internacional.
 
3. o alerta diz respeito ao fato de que alguns destes princípios ativos, especificamente os de uso injetável, realmente estão liberados pela ANVISA para venda livre, sem prescrição. A SBD e a SBEM posicionam-se contrariamente a esta regulamentação, sendo da opinião de que deveria haver maior controle sobre a prescrição e dispensação destes remédios injetáveis.
 
 
Nina Musolino
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
e
Walter Minicucci

Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes

Fonte: SBEM

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Semana Internacional da Tireóide

Hoje encerrou a campanha da Semana Internacional da Tireóide (23 a 27 de maio).

Nós da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), regional de Mato Grosso do Sul, fizemos uma atividade de abertura, aqui em Campo Grande-MS, na UBS Iracy Coelho no dia 23 de maio, com palestra, exame físico (palpação de tireóide) e orientações para comunidade, encerrando hoje com uma concentração na praça Belmar Fidalgo.

A campanha foi um sucesso!

Agradeço a todos que participaram e estiveram presentes durante essa campanha, em promoção à saúde e informação da população!

Abaixo, seguem as fotos do evento de encerramento.

Att,
Renata Antonialli

Semana Internacional da Tireóide: concentração na Praça Belmar Fidalgo

Dra. Renata Antonialli participando da Campanha Internacional da Tireóide

Endocrinologistas no evento: Dra. Eloisa de Cassia M. A. Costa, Dra. Renata Antonialli, Dra. Renata B. Portella e Dra. Ana Carolina C. de Freitas. 

Semana Internacional da Tireóide:  palpação da tireóide, esclarecimento de dúvidas e orientações à população.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Semana Internacional da Tireóide: Venha Participar!!!




Prezados pacientes, amigos e familiares,

Hoje inicia-se a Campanha da Semana Internacional da Tireóide (23 a 27 de maio).

Nós da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), regional de Mato Grosso do Sul, faremos uma atividade de abertura, aqui em Campo Grande-MS, na UBS Iracy Coelho no dia 23/05 (hoje)  às 8:00 horas, com palestras, exame físico (palpação de tireóide) e orientações para comunidade, e no dia 27/05 (segunda-feira) das 17:30 às 19:00 horas, faremos uma concentração na praça Belmar Fidalgo, também com orientações e palpação de tireóide. 

Estará aberta a toda população!
Venham Participar!!

Att.
Dra Renata Antonialli

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Alimentação e Tireóide


Alimentar-se de forma equilibrada é importante para a manutenção de peso ideal e da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De acordo com a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos alimentos, quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos os nutrientes”, afirma.

Segundo a especialista, quem tem problemas na glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado e o excesso de iodo pode piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.

A endocrinologista chama atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.

Atenção para a Soja

De acordo com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration (FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.

Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico, observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica. “Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina, especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.

Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas. 

Fonte: Sbem

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Redução de Iodo no Sal

Departamento de Tireoide da SBEM divulga comunicado sobre a decisão da ANVISA de diminuir a concentração de iodo no sal de cozinha comercializado no Brasil. A medida pode trazer consequências para à população de gestantes e seus bebês.

Segundo a presidente do Departamento de Tireoide, a principal crítica sobre a decisão da Anvisa é a falta de embasamento científico para a adoção destas medidas. "Consideramos uma atitude surpreendente e precipitada". Ela explica que não houve uma discussão adequada com os especialistas da Sociedade.
Ela explica que a Sociedade não foi chamada para discutir seriamente sobre o assunto.
“O erro está no consumo em excesso de ingestão de sal e não no iodo que está contido nele. A alegação das autoridades é a existência de pesquisas, que mostram um consumo excessivo de iodo pela população, porém os números finais desta pesquisa, se é que ela está finalizada,  não foram divulgados.  A endocrinologista explica que ao colocar na balança o número de problemas relativos à deficiência de iodo em relação ao excesso, observa-se que a deficiência é gravíssima, incontestável  e reconhecida, com consequências para o desenvolvimento social do país. "Já em relação ao excesso não existem pesquisas suficientes para comprovar que a nossa população esteja sofrendo algum malefício ".

O Departamento de Tireoide da SBEM Alerta para o Perigo de Diminuir o Teor de Iodo do Sal


O iodo vem sendo adicionado ao sal de cozinha no Brasil desde 1953, como medida de erradicação do bócio endêmico. Tal medida é defendida em todo mundo pela Organização Mundial da Saúde e pelo ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders) e é uma das mais eficazes para combater este verdadeiro flagelo da humanidade que é o cretinismo, o retardo mental endêmico causado pela falta de iodo intrauterina.

O Brasil sofreu de carência de iodo na alimentação de sua população por séculos. Cidades e regiões inteiras eram conhecidas pelo fato de seus habitantes apresentarem “papo” e suas crianças serem "lerdas", algumas com severa deficiência mental.
A falta de iodo tem efeitos graves em várias fases da vida, como resume a tabela abaixo:

Feto
Aborto/Natimorto

Anomalias congênitas

Aumento da mortalidade peri-natal

Cretinismo endêmico

Surdo-mudez
Neonato
Bócio Neonatal

Hipotiroidismo neonatal

Retardo mental endêmico

Aumento da suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
Crianças e
Bócio
Adolescentes
Hipotiroidismo

Diminuição da função mental

Retardo do desenvolvimento físico

Aumento da suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear
Adulto
Bócio

Hipotiroidismo

Diminuição da função mental

Aumento da suscetibilidade da tireoide à radiação nuclear

Estima-se que, no Brasil, cada cinco gramas de sal iodetado contenham aproximadamente 100 microgramas de iodo. A suplementação considerada ótima para adultos seria de 100 a 150 microgramas por dia, com ingestão mínima necessária de 50 microgramas por dia. Para crianças, as necessidades variam de acordo com a faixa etária, de aproximadamente 40 microgramas de iodo ao dia, entre 0 a 5 meses de idade, e de 100 a 150 microgramas por dia para crianças maiores de 11 anos. Mas, durante a gestação e a amamentação, esta necessidade aumenta para 250 microgramas por dia.
Dados coletados pelo grupo da USP de Ribeirão Preto e por pesquisadores da FAMEMA de Marília, São Paulo, em duas populações diferentes de mulheres grávidas, mostram que mais da metade delas apresenta carência de iodo. O fato já é muito grave.
A redução da quantidade de iodo no sal proposta pela ANVISA pode potencialmente  agravar esta situação.
Sabemos que o brasileiro realmente consome muito mais sal do que deveria. A consequência mais nefasta é, sem dúvida, a hipertensão arterial. Associada à obesidade, ao diabetes e a outros fatores de risco, a hipertensão ajuda a colocar o Brasil na muito pouco honrosa posição de quinto país da América Latina com maior número de mortes por doença isquêmica do coração segundo a Organização Mundial de Saúde (dados da WHO Global Infobase, 2013).
A ANVISA deveria focar seus esforços em reduzir a quantidade de sal nos alimentos industrializados, não em reduzir a quantidade de iodo no sal. Se o objetivo de redução de ingestão de sal for alcançado, o que é altamente desejável, estarão, ainda, todos os segmentos da população suficientes em iodo?

Urge a necessidade de se avaliar a população de maior risco, gestantes, principalmente de regiões interioranas. Pesquisas de avaliação da iodúria envolvendo esta população devem ser estimuladas e subsidiadas pelo Ministério da Saúde. Se a ANVISA insistir em tomar tal medida precipitadamente, sem que estudos conclusivos e abrangentes sejam realizados e finalizados, poderá estar colocando em risco populações de gestantes e expondo os recém-nascidos ao risco da deficiência mental por falta de iodo, com consequências inadmissíveis ao desenvolvimento humano e econômico do país.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Autoexame da Tireóide




Enquete realizada pelo site da SBEM Nacional mostra que a grande maioria das pessoas não conhece ou não faz o autoexame da tireoide. De acordo com a pesquisa online, 40,8% dos internautas afirmaram que não fazem o exame, 35,6% disseram nunca ter ouvido falar dele e apenas 23,6% o fazem.

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta que está localizada logo abaixo do pomo de Adão, o popular gogó. Embora pequena, ela é importante para o bom funcionamento de vários órgãos, como coração, fígado, rins, ovários, entre outros, além de produzir os hormônios denominados T3 e T4, combustíveis das células do nosso organismo. Problemas na tireoide podem fazer com que ela produza esses hormônios em excesso ou em quantidade insuficiente, causando o hipertireoidismo ou hipotireoidismo, respectivamente.

Outro problema relacionado à tireoide são os nódulos tireoidianos, caroços que aparecem na glândula, mais comumente nas mulheres e mais frequentemente com o envelhecimento. Eles podem ser únicos ou múltiplos, de tamanhos variados, e estão presentes em 5% a 10% da população adulta. Cerca de 5% dos casos podem representar algum tipo de câncer.

Além da estética, os nódulos podem causar incômodo no pescoço, dificuldade para engolir e até desconforto respiratório, dependendo do seu tamanho. Eles podem ser detectados apalpando a região do pescoço. Embora fácil de ser diagnosticado, ele deve ser confirmado pelo médico endocrinologista através de exame clínico e complementar.

Autoexame da Tireoide

Para realizar o autoexame, você vai precisar de um espelho com cabo e um copo d'água.

1. Segure o espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de Adão (gogó). Sua tireoide está localizada nesta área
2.  Focalize esta área com o espelho estendendo a cabeça para trás para facilitar a visualização.
3. Beba um gole d'água.
4. Ao engolir, observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação localizada. Repita este teste várias vezes, se necessário.
5. Observe se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um endocrinologista para obter orientações.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o tamanho do nódulo e se ele está produzindo muito hormônio, ou não. Quando indicada pelo endocrinologista, é feita uma pequena retirada de células do nódulo, através de uma punção. Tal medida ajuda os médicos a orientar seus pacientes sobre o tratamento correto.

Fonte: Sbem

sexta-feira, 16 de março de 2012

Perfil do Câncer de Tireóide no Brasil



Lançado no final de Dezembro de 2011, o estudo  “Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil” foi elaborado com a finalidade de orientar políticas públicas para o setor médico.  Divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), do Ministério da Saúde, a pesquisa apontou aproximadamente sete novas localizações de câncer no ranking dos tumores mais frequentes do Brasil, entre eles o câncer da tireoide.

De acordo com os dados, sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer da tireoide em mulheres é o terceiro mais incidente na região Norte (7/100 mil). Nas regiões Sudeste (15/100 mil) e Nordeste (6/100 mil), ocupa a quarta posição, e, nas regiões Sul (10/100 mil) e Centro-Oeste (6/100 mil), a quinta e sexta posições, respectivamente. A magnitude em homens é muito pequena e, portanto, o cálculo da estimativa não foi recomendado.
Segundo os dados do estudo, em 2012 estão estimados 10.590 casos novos de câncer da tireoide, com um risco estimado de 11 casos a cada 100 mil mulheres.

Fonte: Ministério da Saúde e Inca, SBEM

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Proteja-se do Câncer de Tireóide

O auto-exame da tireóide também é importante


Apesar de pouco comum, é preciso estar atento ao câncer de tireoide. Diagnosticado a partir de um tumor maligno de crescimento dentro da glândula da tireoide, possui excelentes perspectivas de tratamento. Assim como o câncer de mama, atinge na sua maioria mulheres acima de 35 anos. Porém, atinge também homens e mulheres entre 25 e 65 anos, principalmente, sendo três vezes mais frequente em mulheres.
Geralmente, o câncer de tireoide é descoberto pelo próprio paciente através do autoexame, que pode ser realizado a qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Desse modo, no caso de encontrar alguma alteração (uma protuberância ou nódulo) na base do pescoço, é importante que consulte imediatamente um endocrinologista. Concluído o exame físico, pelo autoexame e pelo exame realizado pelo médico, ele solicitará novos exames para um diagnóstico conclusivo.
Algumas vezes, o câncer de tireoide pode reaparecer, após seu tratamento, ou se espalhar por outras partes do corpo. Por este motivo, os médicos recomendam um acompanhamento por meio de exames periódicos.
Algumas evidências científicas mostram que a exposição à radioatividade (a irradiação) externa, na cabeça ou no pescoço, pode provocar o câncer de tireoide. Pessoas expostas à radiação (terapias com Raios-X) entre as décadas de 20 e 60 (para o tratamento de acnes, amigdalite ou adenoides, por exemplo) têm maior risco de desenvolver o carcinoma de tireoide.
Os Números do Câncer
O câncer de tireoide ou carcinoma primário de tireoide (carcinoma tireoideano) é uma forma relativamente comum de doença maligna. Os nódulos tireoideanos são encontrados em 10% da população adulta, sendo benignos em mais de 90% dos casos. A maioria dos doentes apresentam uma excelente sobrevida a longo prazo.
A incidência da doença aumentou 10% na última década, mas o número de mortes relacionadas ao carcinoma tireoideano diminuiu. Cerca de 85% dos pacientes com doença diagnosticada e tratada em estágio inicial se mantém vivos e ativos.
De 65 a 80% destes cânceres são diagnosticados como câncer de tireoide papilar; 10 a 15%, como folicular; 5 a 10%, como medular e 3 a 5%, como anaplásico. Muitos médicos acreditam que os exames realizados dos primeiros 5 a 10 anos após a cirurgia de extração do tumor na tireoide são críticos.
Tipos de Câncer de Tireoide
Carcinoma papilifero – é o tipo mais comum. Pode aparecer em pacientes de qualquer idade, porém predomina entre os 30 e 50 anos. Devido à longa expectativa de vida, estima-se que uma entre mil pessoas tem ou teve este tipo de câncer. A taxa de cura é muito alta, chegando a se aproximar de 100%.
Carcinoma folicular – Tende a ocorrer em pacientes com mais de 40 anos. É considerado mais agressivo do que o papilifero. Em dois terços dos casos, não tem tendência à disseminação. Um tipo de carcinoma folicular mais agressivo é o Hurthle, que atinge pessoas com mais de 60 anos.
Carcinoma medular – Afeta as células parafoliculares, responsáveis pela produção da calcitonina, hormônio que contribui na regulação do nível sanguíneo de cálcio. Esse tipo de câncer costuma se apresentar de moderadamente a muito agressivo, sendo de difícil tratamento.

Carcinoma anaplásico – É muito raro. Porém é o tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil, sendo responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireoide.
 Fonte: SBEM

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Hipotireoidismo - Será mesmo o novo vilão?

O início de deste mês de junho, foi marcado com o jogo de despedida do jogador Ronaldo Nazário. Já se sabia desde fevereiro que o Fenômeno do futebol, três vezes eleito como melhor jogador do mundo pela FIFA, além de ser o jogador com maior número de gols marcados em copas do mundo, havia declarado a sua aposentadoria em uma coletiva de imprensa.
Nos últimos anos ele havia sofrido muitas lesões e adquirido muito peso para um atleta profissional. No entanto, foi durante essa coletiva de imprensa em fevereiro deste ano, que o jogador fez uma declaração culpando a doença na tireóide – o HIPOTIREOIDISMO - como a causa de todos seus males.
O hipotireoidismo é muito comum. Pesquisas revelam que cerca de 5 milhões de brasileiros têm hipotireoidismo, a grande maioria ainda não diagnosticada. Sua incidência aumenta com a idade, sendo quatro vezes mais freqüente nas mulheres, principalmente após 50 anos.
Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto:
O QUE É A TIREÓIDE?
A tireóide é uma glândula situada na parte da frente do pescoço, abaixo do chamado 'pomo de Adão'. Tem formas comparadas à de escudo ou de borboleta, sendo facilmente palpável. É responsável pela produção dos hormônios tireoideanos T3 (triodotironina) e T4 (levotiroxina). Essas substâncias são transportadas pelo sangue para todas as partes do corpo, regulando o metabolismo. Entre outras coisas, o metabolismo refere-se à maneira pela qual o organismo queima calorias, gorduras, açúcares e atua no trabalho muscular.
COMO É CARACTERIZADO O HIPOTIREOIDISMO?
É caracterizado pela diminuição ou pela baixa produção dos hormônios T3 e T4. Com os novos testes laboratoriais, o diagnóstico é realizado em fase muito precoce. Quando um médico dá um diagnóstico de Hipotireoidismo, isso quer dizer que a pessoa apresenta uma baixa função da glândula tireóide, ou seja, a tireóide está produzindo pouco hormônio.
QUAIS AS CAUSAS?
As causas mais comuns do hipotireoidismo são a inflamação crônica da tireóide (chamada Tireoidite de Hashimoto), as manifestações pós-cirúrgicas (retirada parcial ou total da glândula) e as de decorrência de tratamentos prévios de glândula hiperativa. A doença de Hashimoto tem traços genéticos e caracteriza-se pela produção exagerada de anticorpos pelo sistema imunológico que agridem a própria glândula. É uma doença auto-imune que provoca a diminuição da capacidade funcional da glândula.
Uma causa comum em décadas passadas, mas rara nos dias de hoje, é deficiência de iodo no organismo (necessário para a produção dos hormônios tireoideanos). Os produtores de sal são obrigados, por lei, a adicionar iodo ao produto industrializado. É uma maneira barata e simples de repor o iodo e evitar o hipotireoidismo devido à sua deficiência.
OS SINAIS E SINTOMAS
Entre os sinais e sintomas mais comuns do hipotireoidismo temos: fadiga, desânimo, movimentos lentos, discreto aumento de peso ou dificuldade para perdê-lo, sonolência diurna, intolerância ao frio, memória fraca, irregularidade menstrual (e em casos mais graves até infertilidade), dores, cãibras musculares, cabelos e pele secos, queda de cabelos, unhas fracas, prisão de ventre, depressão, irritabilidade, rosto e mãos inchados. Um grande número de pessoas apresenta sintomas 'vagos' de cansaço e desânimo. Algumas pessoas acabam atribuindo esses sinais, de forma errônea, ao avanço da idade.
O número e a intensidade dos sintomas variam conforme a duração e o grau da deficiência hormonal da tireóide. Algumas pessoas com hipotireoidismo podem não apresentar sintomas evidentes. Então o diagnóstico dever ser realizado através de exames laboratoriais de rotina.
EFEITOS PELOS DIVERSOS ÓRGÃOS DO CORPO

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO ?
O hipotireoidismo pode ser facilmente diagnosticado por meio de um exame de sangue. Os exames que ajudam no diagnóstico são: a dosagem de TSH (que é um hormônio produzido pela hipófise, e que estimula o funcionamento da tireóide), e a dosagem de hormônios tireoidianos (T4 e T3). O TSH é o mais importante dentre esses exames. Essas dosagens podem ser complementadas com a determinação dos anticorpos contra a tireóide (anti-TPO e anti-tireoglobulina), o que identifica a ocorrência da Tireoidite de Hashimoto.
COMO É O TRATAMENTO?
O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral de hormônio específico (Levotiroxina-T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã em jejum. Esse medicamento repõe o hormônio que a glândula deixou de secretar. A dosagem deve ser individualizada. É importante que o paciente receba a quantidade certa de hormônio e por isso, o acompanhamento médico é fundamental. Como para a maioria dos pacientes o hipotireoidismo é crônico, o tratamento deverá ser instituído por toda a vida.
Uma vez diagnosticado o hipotireoidismo, tomando o medicamento corretamente e fazendo consultas médicas periódicas, segue-se a vida normal.
OBS: Hormônio tireoidiano não é considerado dopping. Veja aqui os produtos considerados dopping.