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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Testosterona de torcedores aumenta durante jogo de futebol, diz pesquisa



Variação hormonal mostra que espectadores se preparam para o desafio.
Dados para estudo foram obtidos na final da Copa do Mundo de 2010.



Para o cientista austríaco Konrad Lorenz, um dos maiores especialistas em comportamento animal da história, o esporte serve como uma válvula de escape para o ser humano, que é agressivo por natureza. Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (18) mostra dentro do corpo como a teoria pode fazer sentido.


Cientistas mediram os níveis de testosterona (o hormônio masculino) e cortisol (o que controla o estresse) em 50 torcedores espanhóis na final da Copa do Mundo de 2010, e descobriu que o nível dos dois aumenta simplesmente ao ver a partida, independentemente do resultado.
Na ocasião, a seleção do país venceu a Holanda por 1 a 0, na prorrogação, e venceu o título inédito.
Os dois hormônios têm várias funções, mas foram escolhidos para o estudo porque preparam o corpo para situações de competitividade. Biologicamente, é como se os espectadores da partida estivessem se preparando eles mesmos para o desafio.
Os níveis de testosterona tiveram uma variação parecida entre todos os participantes – independentemente de sexo, idade ou gosto pelo futebol –, em comparação com os dias normais. Já o cortisol subiu mais entre os jovens e os que mais torcem pela seleção espanhola, sinal de que estes grupos viam uma possível derrota como uma ameaça à estima social deles próprios.
Sílvio Ricardo da Silva, coordenador do Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas (Gefut), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), não se surpreendeu com os resultados da pesquisa.
“A experiência que nós temos com o estádio nos mostra que deve haver alguma explicação do ponto de vista bioquímico e fisiológico que faz com que o torcedor sinta aquela emoção”, opinou o professor de educação física.
O estudo foi conduzido por especialistas da Universidade de Valência, na Espanha, e da Universidade Livre de Amsterdã, na Holanda
Fonte: G1.com

domingo, 29 de janeiro de 2012

O estresse engorda?

Alimentação e exercícios sozinhos não explicam onda de obesidade

O que vem primeiro?
O estresse pode fazer você engordar.E ser obeso pode ser um fator criador de estresse.
Brynjar Foss e Sindre Dyrstad, da Universidade de Stavanger, na Noruega, apresentaram uma nova teoria para tentar elucidar esse "circuito fechado".
Segundo os dois, a alimentação e a falta de exercícios não são suficientes para explicar a atual onda de obesidade no mundo.
Comida e sedentarismo
Ingerir uma maior quantidade de comida rica em gordura, sal e açúcar, combinado com pouca atividade física, têm sido apontadas pela Organização Mundial da Saúde como as causas principais da obesidade.
É por isso que os médicos prescrevem dietas para emagrecer e exercícios físicos.
A mídia faz o restante, afirmam os pesquisadores, divulgando as academias, as dietas e estilos de vida mais saudáveis - tudo em termos de alimentação e exercícios.
Eles questionam essa abordagem desde o início, perguntando-se se a obesidade é mesmo uma consequência, ou se seria causa de algo - ou, eventualmente, as duas coisas.
Engordar por estresse
Os pesquisadores revisaram uma série de estudos, que mostram que o ganho de peso e os níveis de cortisol - o chamado hormônio do estresse - são incrivelmente mais elevados em pessoas que engordam por causa do estresse.
"Se você tem cortisol elevado, você vai ganhar peso mais facilmente," afirma Foss.
Ele e Dyrstad sugerem que o estresse e a obesidade reforçam-se mutuamente por um processo de feedback positivo.
Ou seja, comer mal e não fazer exercício continuam fazendo engordar, mas não como fatores principais, e sim como efeitos de um círculo vicioso dirigido pelo estresse.
Círculo vicioso do estresse
Engordar pode disparar uma resposta do estresse, o que, por sua vez, aumenta o ganho de peso.
"Quando você engorda, seu corpo também fica sob estresse. Isto provavelmente tem um efeito de auto-reforço - assim você se torna ainda mais gordo," explica.
Mas fazer dieta também pode estimular a produção de cortisol, o que, por sua vez, aciona a resposta estressante, impedindo a perda de peso.
"Se nossa hipótese estiver correta, isso significa que você terá que quebrar esse padrão de estresse se você quiser mesmo interromper seu ganho de peso," conclui o pesquisador.