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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Pressão por melhores resultados contribui para os Transtornos Alimentares no esporte


O assunto “Transtornos Alimentares” (TAs) não é muito falado no âmbito do esporte, mas deveria, segundo pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) publicada na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. Pressão de treinadores e pais no anseio por melhores resultados, vestimentas que salientam a forma corporal, ênfase dada à magreza e perda de peso são alguns dos fatores que contribuem para o desencadeamento dos TAs nos atletas.

Intitulada “Comparação da insatisfação corporal e do comportamento alimentar inadequado em atletas adolescentes de diferentes modalidades esportivas”, a pesquisa – feita por Leonardo de Sousa Fortes e Maria Elisa Caputo Ferreira –, analisou atletas dos sexos feminino e masculino.

Anorexia

De acordo com o estudo, a anorexia nervosa, um caso de TA, é bastante comum entre adolescentes do sexo feminino e pode ser caracterizada por restrição alimentar, vômitos forçados após refeições, medo excessivo de engordar e uso de remédios para emagrecer.  



Já as modalidades que necessitam de leveza de movimentos, baixa percentagem de gordura corporal e baixo peso corporal – como ginástica artística, ginástica rítmica, triathlon, nado sincronizado e saltos ornamentais – ou aquelas que são divididas por categorias de peso como judô, ‘taek-won-do’ e karatê, ou ainda as que dependem de avaliações externas feitas por juízes são consideradas de risco para o desencadeamento de TAs.

A competitividade dos atletas é outra causa para uma alimentação errada. Contudo, os autores alertam para o fato de que “apesar destas suposições, os estudos já realizados não têm sido totalmente conclusivos quanto aos seus resultados, deixando ainda uma lacuna do conhecimento,se de fato, atletas de modalidades consideradas de ‘alto risco’ são mais insatisfeitos e se estes apresentam maiores índices de comportamentos alimentares inadequados que atletas de esportes ditos de ‘baixo risco’ para tais desfechos”.

Na questão sobre a insatisfação corporal, os pesquisadores observaram que basquetebolistas do sexo masculino eram mais insatisfeitos com o corpo que atletas de handebol. Por outro lado, não houve diferença desta variável afetiva nos diferentes grupos de nível competitivo, nem entre modalidades esportivas do sexo feminino”. 

Outra observação do estudo foi a maior prevalência de comportamento alimentar de risco para TAs entre atletas que competiam no âmbito regional.

Apesar da amostra da pesquisa ter incluído 580 atletas, algumas modalidades esportivas, comoesgrima e saltos ornamentais, tiveram poucos representantes, fato que limitou a análise, segundo os pesquisadores.

Além disso, outro obstáculo para a realização do estudo foi “a subcultura de desconfiança". Segundo Leonardo e Maria Elisa, os treinadores não reconhecem a importância deste tipo de estudo e geralmente negam a participação voluntária de sua equipe. 

Fonte: Abeso

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O que você precisa saber sobre Reposição Hormonal Feminina

Embora seja uma fase natural da vida para todas as mulheres, a menopausa - fase em que o corpo para de produzir os hormônios estrógeno e progesterona- é vista de modo negativo por muitas mulheres pelo fato dela vir acompanhada de sintomas desagradáveis. Pensando nisso foi desenvolvido um tratamento para aliviar essa etapa, a chamada terapia de reposição hormonal. Confira abaixo 10 coisas que você precisa saber sobre esse tratamento.

1.    De acordo com o Comitê de Nomenclaturas da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a menopausa é a fase em que a mulher passa do estágio reprodutivo para o não reprodutivo.

2.        Os principais sintomas que identificam a menopausa começam a acontecer entre 45 e 55 anos. 

3.     Os principais sintomas dessa fase são a parada das menstruações, ondas de calor e suores noturnos, insônia, diminuição no desejo sexual, irritabilidade, depressão, osteoporose, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual e diminuição da atenção e memória. Esses sinais podem variar de mulher para mulher.

4.      A diminuição na produção hormonal na menopausa aumenta as chances do aparecimento de doenças cardiovasculares e da osteoporose.

5.    O tratamento existe com a finalidade de aliviar os sintomas e não de cessar o processo da menopausa.

6.        As doenças cardiovasculares e a osteoporose também podem ser prevenidas com o tratamento, já que melhora a quantidade do cálcio no esqueleto, age beneficamente nos níveis do colesterol bom (HDL) e diminui a possibilidade de doença coronariana.

7.       O tratamento é geralmente realizado com dosagens relativamente baixas de estrógenos, por via oral ou transdérmica (adesivos sobre a pele ou gel).

8.       O tratamento também pode ser feito com implantes hormonais, método menos utilizado no nosso meio. 

9.       Para as mulheres que retiraram o seu útero, não há necessidade da reposição da progesterona. Já as pacientes que não fizeram esse procedimento devem receber, além do estrogênio, a progesterona ou um progestágeno sintético. 

10.    Não há consenso quanto ao tempo que deve ser mantida a terapia hormonal, que deve ser decidido caso a caso.

Fonte: SBEM

sexta-feira, 30 de março de 2012

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Reposição Hormonal Masculina

Reposição hormonal masculina é um tema considerado repleto de tabus e dúvidas por muitos homens. Abaixo, você pode conferir 10 coisas sobre este assunto complexo para o sexo masculino.

1-  A deficiência androgênica (diminuição da produção do hormônio masculino) está presente em cerca de 15% dos homens entre 50 e 60 anos, chegando a 50% dos homens com 80 anos.

2-  Durante o envelhecimento, ocorre uma diminuição lenta e gradual dos níveis de testosterona. Com isso podem surgir sintomas que podem indicar a necessidade de reposição hormonal em uma parcela dos homens.
  
3-  Os principais sintomas que podem sugerir a reposição hormonal são: declínio do interesse sexual; alterações que dificultam a ereção; falta de concentração e capacidade intelectual; perda de pelos; ganho de peso à custa de gordura; diminuição de massa e força muscular; irritabilidade e insônia; entre outros. Nem todos os sintomas devem ser associados à falta de produção hormonal. 

4-   A diminuição de produção hormonal masculina, diferentemente da Menopausa, não determina o fim da fertilidade para o homem, apenas uma diminuição dela. 

5-   A Terapia de Reposição Hormonal Masculina deve ser indicada para todos os homens que apresentam os sintomas de queda hormonal. Ela é considerada a forma mais segura de aplicação através de gel, adesivos cutâneos ou injeções. 

6-    Antes de recorrer à terapia, é necessário que o paciente comprove a queda na taxa de hormônios, através de exames laboratoriais, com acompanhamento médico.

7-   Entre as contra-indicações para Terapia Hormonal Masculina está a suspeita ou caso confirmado de câncer de próstata ou de mama masculina. O acompanhamento médico durante o tratamento é primordial para a segurança do paciente. 

8-   Estilo de vida saudável, conquistado com uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos de forma regular, uma boa qualidade do sono, não fumar e não engordar são ótima recomendações que podem retardar o aparecimento da deficiência de testosterona. 

9-   As medicações para reposição hormonal masculina não devem ser usadas para ganho muscular ou melhora do desempenho atlético de maneira abusiva. Elas podem causar graves efeitos colaterais e sérios danos à saúde. 

10-   Quando bem indicada, e feita com acompanhamento médico, a reposição hormonal traz benefícios aos homens, como melhora da libido, perda de peso, aumento da massa muscular e da densidade óssea.

Fonte: SBEM

terça-feira, 27 de março de 2012

Fator genético da obesidade é reduzido, em 50%, com caminhada de 1 hora por dia

Olha que estudo interesse mostrando mais uma vez o quanto a atividade física é fundamental para saúde e o bem estar.

Att.
Renata Antonialli

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Caminhada Reduz Fator Genético da Obesidade
Por Sandra Malafaia

Não dá para ignorar o fator genético da obesidade. Mas essa predisposição para engordar de alguns pode ser reduzida em 50% se a pessoa caminhar uma hora por dia, em ritmo constante. A conclusão é de um estudo apresentado na conferência sobre nutrição, atividade física e metabolismo (EPI/NPAM), organizada ela Associação Americana do Coração (AHA). O evento teve início no dia 13 de março e termina dia 16, em San Diego, EUA.

De acordo com os pesquisadores, a atividade da caminhada, realizada dessa forma, pode diminuir, pela metade, o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos.

Por outro lado, segundo os especialistas, um estilo de vida sedentário, em que se passa quatro horas por dia diante da TV, eleva a influência dos genes sobre o tamanho da cintura e aumenta o IMC em 50%.

A pesquisa contou com a participação de 7.740 mulheres e 4.564 homens. Os cientistas colheram dados sobre a atividade física dos participantes e as horas dedicadas a ver televisão, durante dois anos, antes de avaliar o IMC.

Aumento de Peso

O efeito da predisposição genética à obesidade foi calculado com base em 32 variações genéticas que influenciariam o aumento de peso.

Segundo os especialistas, cada uma dessas variantes pode aumentar o IMC em 0,13 kg/m2. Mas esse efeito pode ser reduzido nos indivíduos que realizam mais atividade física, em comparação aos que se movem menos, com perdas de 0,15 kg/m2 e 0,08 kg/m2.

Da mesma forma, o efeito genético do sedentarismo sobre o IMC foi mais destacado entre os participantes que passaram 40 horas por semana vendo televisão, em comparação aos que dedicam uma hora ou menos a essa atividade. Os primeiros aumentaram 0,34 kg/m2 de IMC, contra 0,08 kg/m2 para os segundos.

Assim, os cientistas aconselham aos médicos saber se seus pacientes têm antecedentes familiares.
Uma pessoa é considerada obesa quando seu IMC é 30 ou mais.

Fonte: Abeso

segunda-feira, 19 de março de 2012

Novos resultados com o uso do pâncreas artificial em Diabéticos Tipo 1



A comunidade médica internacional recebeu há poucos dias a noticia de que Elle, uma adolescente com diabetes tipo 1, participou de uma experiencia no Massachusetts General Hospital de Boston, com um pâncreas artificial. Durante 3 dias o aparelho manteve o controle da sua glicose sangüínea praticamente normal, mesmo com uma alimentação irrestrita. A mãe de Elle revelou que, mesmo alimentando-se de hambúrguer, batatas-fritas e espaguete, os níveis de glicose não se alteraram. Em condições normais os alimentos citados elevam muito o nível de açúcar no sangue.
O pâncreas artificial é um pequeno aparelho que pode ser preso ao cinto da calça ou carregado no bolso. O dispositivo tem 2 pequenas peças que são colocadas sob a pele, uma para detectar os níveis de glicose e outra para infundir os hormônios insulina e glucagon. O glucagon serve para elevar os níveis de açúcar quando estes estão muito baixos. No experimento de Elle, o pâncreas artificial foi acoplado a um pequeno computador (laptop), porém no futuro ele poderá ser conectado a um aparelho de telefone celular do tipo smartphone. O computador serve para ajustar a glicose sangüínea a cada 5 minutos, através de algoritmos pré-programados que detectam a velocidade com que a glicose sobe o desce no sangue, fazendo assim os ajustes necessários através da infusão de insulina ou glucagon.
Por enquanto o FDA, agencia que regula os alimentos e medicações nos Estados Unidos, só permite experimentos com o pâncreas artificial em ambiente hospitalar. Após 3 dias, Elle teve que deixar o hospital e voltar ao seu tratamento habitual com múltiplas injeções de insulina ao dia. Segundo o órgão americano, o uso do pâncreas artificial fora do hospital ainda pode trazer sérios problemas de segurança, que em breve tendem a ser sanados.
O próximo passo será a instalação do dispositivo em crianças participantes de um acampamento de verão para diabéticos, em 2013. Espera-se que em poucos anos mais diabéticos poderão se beneficiar da nova tecnologia.
Dr. André Gustavo Daher Vianna
Médico Endocrinologista
Pesquisador do Centro de Diabetes Curitiba.
Fonte: SBD

O que são Hormônios Bioidênticos?

Prezados Pacientes, 

Devido as dúvidas sobre os Hormônios Bioidênticos e apesar de um pouco antiga, essa reportagem é bastante esclarecedora sobre esse assunto ainda muito controverso.

Att.
Renata Antonialli

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Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e o crescimento do número de idosos no país, cada vez mais médicos e especialistas se deparam com questões relacionadas às terapias contra o envelhecimento. Dessa forma, Uma delas é a reposição hormonal. 

Muito se fala, hoje, dos chamados Hormônios Bioidênticos, substâncias hormonais que possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos no corpo humano. A nomenclatura, no entanto, está sendo utilizada, indevidamente, apenas para os hormônios manipulados, como se fossem novas opções de tratamento quando, na verdade, há muito tempo hormônios bioidênticos são produzidos em indústrias farmacêuticas e estão disponíveis nas farmácias.

Para o Dr. Ricardo Meirelles, o uso do termo vem sendo feito com objetivos evidentemente comerciais, como uma forma de marketing. "Na realidade, quando um endocrinologista prescreve tiroxina (hormônio tiroidiano), estradiol e progesterona natural (hormônios ovarianos), testosterona (hormônio masculino), hormônio do crescimento e outros, está receitando hormônios bioidênticos, no sentido de que são hormônios cuja fórmula molecular é igual à dos produzidos pelo corpo humano", afirma.

De acordo com a Dra. Ruth Clapauch, o uso dos bioidênticos pode ser apropriado, porém devem ser utilizados com cautela. "Eles são importantes para controlar os níveis hormonais no organismo, repondo o que falta no nosso corpo, mas somente um endocrinologista estará apto para receitá-los de maneira correta, na dose ideal, evitando complicações futuras", afirma. 

Para ela, médicos devem estar atentos e dar preferência na prescrição médica a produtos produzidos com tecnologia de ponta e não artesanalmente, onde possa estar garantido o grau de pureza, dosagem, estabilidade, absorção, eficácia e segurança. "Fórmulas manipuladas podem apresentar diferenças em relação a substâncias testadas pela indústria farmacêutica, que passaram por estudos em laboratório, em animais e em pessoas antes que fossem aprovadas  para comercialização", afirma.

A doutora relembra o posicionamento Sociedade de Endocrinologia dos Estados Unidos. Ele adverte que a fabricação individualizada de um hormônio, a tal "customização", é praticamente impossível de ser alcançada "porque os níveis de hormônio no sangue são difíceis de medir e regular devido às variações fisiológicas". Além disso, segundo o posicionamento, não há estudos que atestem os benefícios e riscos dos bioidênticos manipulados.

A especialista concorda com o texto. "Muitos dos manipulados não são controlados pelos órgãos de vigilância sanitária, ao contrário daqueles fabricados pelos grandes laboratórios, que foram testados e estudados", afirma. "Com hormônios industrializados, fica mais fácil para que o endocrinologista individualize a reposição hormonal, já que não existem oscilações nem inconsistência na quantidade das substâncias", completa.

Embora muitos médicos defendam que os bioidênticos sejam a chave para reduzir o processo de envelhecimento do corpo de maneira natural, nada está comprovado cientificamente e a população deve tomar cuidado com tais promessas. "Alguns especialistas defendem o fato de que os bioidênticos manipulados são naturais e, por causa disso, o organismo seria capaz de metabolizá-lo da mesma forma que faria com um hormônio do próprio corpo. No entanto, eles são produzidos de maneira artificial, e sofrem alterações em sua estrutura química", alerta a Dra. Ruth.

Fonte: SBEM

sexta-feira, 16 de março de 2012

Perfil do Câncer de Tireóide no Brasil



Lançado no final de Dezembro de 2011, o estudo  Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil foi elaborado com a finalidade de orientar políticas públicas para o setor médico.  Divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), do Ministério da Saúde, a pesquisa apontou aproximadamente sete novas localizações de câncer no ranking dos tumores mais frequentes do Brasil, entre eles o câncer da tireoide.

De acordo com os dados, sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer da tireoide em mulheres é o terceiro mais incidente na região Norte (7/100 mil). Nas regiões Sudeste (15/100 mil) e Nordeste (6/100 mil), ocupa a quarta posição, e, nas regiões Sul (10/100 mil) e Centro-Oeste (6/100 mil), a quinta e sexta posições, respectivamente. A magnitude em homens é muito pequena e, portanto, o cálculo da estimativa não foi recomendado.
Segundo os dados do estudo, em 2012 estão estimados 10.590 casos novos de câncer da tireoide, com um risco estimado de 11 casos a cada 100 mil mulheres.

Fonte: Ministério da Saúde e Inca, SBEM

quinta-feira, 15 de março de 2012

Filhos de Mães Obesas Podem Reverter Metabolismo Herdado

Com dieta e exercícios, filhos de obesas podem reverter metabolismo herdado das mães. 


Exercícios físicos e alimentação saudável, juntos, podem reverter um quadro metabólico negativo herdado por filhos de mães obesas. A conclusão é de uma pesquisa, realizada na Universidade de New South Wales, na Austrália, publicada recentemente no Journal Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Disease.

Sabe-se que a gravidez de uma mulher obesa altera hormônios e tem consequências na regulação do apetite e do metabolismo. A obesidade da mãe também está associada à intolerância à glicose, hipertensão arterial, doenças metabólicas e ao aumento de depósitos de gordura nos filhos.

A pesquisa da Universidade de New South Wales foi feita pela doutoranda Sultana Rajia, sob a orientação das professoras Margaret Morris e Hui Chen. Ambas tiveram como motivação a constatação de que 1/3 das mulheres grávidas estão obesas ou com sobrepeso, em várias partes do mundo, acarretando consequências negativas aos filhos.

O estudo foi realizado com ratos, uma vez que a maioria dos sistemas afetados pela obesidade é semelhante entre humanos e roedores. Além disso, segundo Margaret Morris, a utilização do modelo animal na pesquisa torna possível coletar dados através das gerações em tempo hábil.

Assim, conforme explicou, pela dificuldade em controlar o nível e a duração dos exercícios nos seres humanos, estudos com animais de laboratório ajudam a apontar quais os tipos de intervenções mais ou menos eficientes.

Mais Pesados

No estudo, três semanas após o nascimento, os filhotes das ratas obesas se mostraram 12% mais pesados que os das não obesas. Além disso, apresentavam grande acúmulo de gordura, aumento do índice de lipídios plasmáticos e intolerância à glicose.

Ao serem submetidos a uma dieta calórica, esses jovens roedores obtiveram 37% de aumento de peso. Mas depois de passarem por exercícios e alimentação correta, os mesmos ratos apresentaram diminuição nos índices de massa gorda, nos lipídios plasmáticos, na pressão sanguínea e na resistência à insulina.
Já os roedores sedentários que tiveram uma alimentação saudável não foram capazes de reverter os riscos metabólicos. 

Mudança de Hábitos

Na opinião do Dr. Lício Velloso, pesquisador do Departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa australiana é de grande importância, pois evidencia que, por mecanismos epigenéticos, mulheres obesas geram filhos que podem tornar-se mais facilmente obesos com o passar dos anos, sendo que o quadro pode ser revertido com atividade física e alimentação saudável.

No entanto, de acordo com ele, o problema é que apenas uma minoria das pessoas consegue mudar seus hábitos de vida. O pesquisador brasileiro enfatizou que “a vontade dos indivíduos em alterarem um quadro metabólico via dieta e exercícios é uma dos maiores impasses para que políticas públicas contra obesidade tenham sucesso”.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 16,9% das mulheres com mais de 20 anos estão obesas e 48% com sobrepeso.

Fonte: Abeso

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

FDA Dá Nova Chance a Medicamento Antiobesidade

Prezados Pacientes,

Mais uma possível droga para ser utilizada no combate à Obesidade. O Qnexa (Fentermina + Topiramato) havia sido proibido em um primeiro momento pelo FDA em 2010, mas foi aprovado recentemente sua comercialização nos EUA.

Veja a reportagem abaixo sobre o assunto.

Vamos esperar os resultados clínicos e sua chegada ao Brasil (estimativa de 2 anos) para ver se a droga será aprovada por nossos órgãos fiscalizadores (ANVISA).

Att.
Renata Antonialli

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FDA dá segunda chance a Qnexa, medicamento de combate à obesidade.
Por Sandra Malafaia

Uma boa notícia para o combate à obesidade: a FDA – agência americana de controle de alimentos e remédios – acaba de dar uma nova chance a um medicamento emagrecedor que passou por um primeiro crivo, em 2010, e não foi aprovado.

Trata-se do Qnexa, desenvolvido pela empresa Vivus. Simplesmente 20 dos 22 especialistas, consultados novamente em um comitê interno, consideraram seus benefícios maiores do que os riscos para pessoas com doenças associadas ao aumento de peso.

“Finalmente o FDA reconhece que o Qnexa é um medicamento eficaz e seguro para o tratamento para obesidade”, comenta a presidente da ABESO, Dra. Rosana Radominski. “Depois de uma recusa inicial há cerca de um ano, o órgão de vigilância dos EUA acatou o novo pedido para liberação do registro da medicação”.

Ela explica que “o Qnexa é uma combinação de um anorexígeno, a fentermina, que existe há mais de 30 anos, com o topiramato, um anticonvulsivante também já existente no mercado. A combinação destes fármacos, em doses mais baixas que aquelas usadas isoladamente, parece ser mais efetiva, com menos efeitos colaterais. A redução de peso chega a ser de 10 kg após um ano de uso (92 mg de topiramato e 15 mg de fentermina). Os efeitos adversos mais comuns são constipação, amortecimentos (parestesisas), alteração de paladar (disgeusia) e insônia”.

“Na primeira votação, pelo FDA, os especialistas consideravam que um dos componentes do Qnexa, o topiramato, poderia ter efeitos teratogênicos (sobre fetos de gestantes). Já a segunda, argumentou que tais efeitos não estão acima do esperado para a população indicada. Eles são usados para quem tem disritmia ou para prevenir enxaquecas”, afirma.

Além disso, o Dr. Amélio explica que a outra substância do remédio – a fentermina – é um inibidor de apetite derivado da feniletilamina, semelhante aos que a Anvisa retirou do mercado, “mostrando, mais uma vez, que foi uma precipitação da agência brasileira”. “A combinação é interessante porque atua em mais de um sistema e a obesidade é uma doença complexa, com múltiplos fatores envolvidos”, acrescenta o endocrinologista.
Cuidados
O Qnexa não está disponível para venda e ainda depende de aprovação final. Estima-se que só chegará ao Brasil em 2 anos e alerta-se que não é indicado para todas as pessoas. Assim como outros remédios, é preciso tomar cuidados específicos antes de ser utilizado.

O uso das duas drogas que compõem o medicamento foi reprovado pelo FDA, em 2010. Na ocasião, a preocupação se devia principalmente a problemas cardiovasculares e efeitos teratogênicos.
Mas os novos testes não apresentaram aumentos significativos na frequência cardíaca e na pressão sanguínea dos pacientes. Já quanto ao problema dos efeitos nos fetos, a conclusão foi a de que a questão pode ser resolvida com a proibição de seu uso por mulheres grávidas.
Um dos componentes do Qnexa, o topiramato, é utilizado no Brasil, mas a fentermina nunca foi comercializada. A verdade é que juntas e em doses bem menores do que as receitadas habitualmente, as duas substâncias se mostraram poderosos auxiliares no controle do peso.
Os pacientes tratados nos testes clínicos registraram reduções de até 15% da massa corporal no período de um ano, índice considerado muito bom. Tais resultados podem ser comparados aos obtidos com cirurgias de diminuição do estômago.

A agência americana tem até o dia 17 de abril para aprovar formalmente a comercialização do produto. “Agora temos que esperar o parecer final do FDA. Ainda levará tempo para chegar ao Brasil, penso que uns dois ou três anos. Enquanto isso, a escassez de medicamentos antiobesidade continua”, concluiu o Dr. Amélio.
"A combinação é interessante porque atua em mais de um sistema e a obesidade é uma doença complexa, com múltiplos fatores envolvidos”, acrescenta o endocrinologista.

Para o Dr. Amélio de Godoy-Matos, integrante do Departamento de Síndrome Metabólica da ABESO, a segunda votação, agora a favor do remédio, demonstra o que os endocrinologistas defenderam na ocasião em que a Anvisa resolveu suspender os anorexígenos do mercado brasileiro.
Fonte: Abeso

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval x Diabetes


O Carnaval está chegando... e para àqueles pacientes diabéticos que gostam de curtir a folia, sem correr riscos, aí vão algumas dicas que os endocrinologistas recomendam:

Milhões de brasileiros se preparam neste momento para o carnaval. Para uns, o merecido descanso, para outros, expectativa de festa, descontração e alegria. Se considerarmos que aproximadamente 10 a 12% da população de 30 a 69 anos de idade é portadora de diabetes encontraremos que milhões desses brasileiros são portadores de diabetes.

Nessa época sempre se recomenda cautela para que os excessos não estraguem a festa ou a tranqüilidade em praias, sítios, etc. Para quem é portador de diabetes, algumas recomendações importantes para um carnaval sem surpresas:


1.      Esteja certo que o controle de sua glicose está bom nem que qualquer outra condição de sua saúde possa comprometer o seu bem-estar.
2.      Verifique se seus medicamentos estão na quantidade necessária para o período de carnaval, especialmente se você irá viajar para qualquer local.
3.    Esteja certo que viajando ou permanecendo em casa terá os alimentos necessários para manter uma alimentação saudável.
4.    Mantenha as refeições nos horários habituais e se isso não for possível, tenha sempre disponível um lanche que lhe permita aguardar a próxima refeição. Ao se alimentar na rua, tenha cuidado com os alimentos a serem consumidos. Não omita refeições, principalmente se você usar insulina.
5.      Use roupas leves, beba água de boa procedência a vontade e se consumir alguma bebida alcoólica, faça em pequena quantidade.
6.      Use um calçado adequado e não ande descalço.
Por fim, as recomendações de sempre, moderação na bebida alcoólica, cuidado no trânsito ou na estrada, use camisinha e tenha um bom descanso ou uma alegre folia.

Fonte: SBD


E aí, gostaram das dicas?? Agora é só aproveitar a folia, com segurança e moderação!
Bom Carnaval a todos!!

Renata Antonialli