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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Produção de Insulina no Brasil


O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira, 23 de janeiro, que, a partir deste ano, o Brasil vai iniciar as atividades de produção de cristais de insulina, princípio ativo utilizado na fabricação de insulina. Segundo o Ministério, a produção será feita através do Laboratório Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A previsão é que, até 2016, o país produza Insulina NPH em escala industrial.
 

A fabricação do medicamento será feita a partir de um acordo de transferência de tecnologia entre o Ministério da Saúde e o laboratório ucraniano Indar, um dos três produtores no mundo. A parceria também aumentou a oferta de insulina aos pacientes com diabetes do Sistema Único de Saúde (SUS) — cerca de 3,5 milhões de frascos do medicamento devem chegar ao país em abril deste ano e, se necessário, o número poderá chegar a 10 milhões até dezembro.

O governo anunciou também que, para retomar a estratégia de desenvolvimento produtivo e tecnológico na área da saúde, será estabelecida uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório brasileiro privado Biomm, que detém tecnologia nacional para a produção de insulina. Segundo o Ministério, esta parceria permitirá ao Brasil obter todo o ciclo de produção de insulina, possibilitando autonomia tecnológica, eliminação das dificuldades de abastecimento e fim da vulnerabilidade de preços.

Segundo o Ministério, um novo cronograma de entrega de Insulina NPH pelo laboratório Indar e de transferência de tecnologia para a produção nacional foi estabelecido. O início da produção de cristais de insulina pela Fiocruz começa este ano. A fábrica de produção dos cristais (princípio ativo do medicamento) estará estruturada em 2014. No ano seguinte, serão realizados os testes, qualificações e ajustes técnicos para a validação das instalações produtivas.

 Coletiva de Imprensa 
O Ministério da Saúde havia convocado uma coletiva de imprensa para a apresentação de produção de novo medicamento. Entretanto, no aviso, não mencionada qual seria.
A redação do site da SBEM recebeu, posteriormente o seguinte aviso: "Devido a alterações na agenda do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a entrevista coletiva, que estava marcada para esta quarta-feira (23), foi cancelada. Ainda hoje, o Ministério da Saúde irá divulgar matéria pela Agência Saúde com o anúncio sobre o acordo para a produção nacional de insulina."
A nota oficial foi divulgada, em forma de press release, somente no final da tarde.
Fonte: SBEM


quinta-feira, 21 de junho de 2012

População da Terra Já Pesa 287 Milhões de Toneladas



Estudo dedicado à Rio+20 mostra que a população do planeta pesa 287 milhões de toneladas.
Por Sandra Malafaia

Duzentos e oitenta e sete milhões de toneladas. Este é o peso da população da Terra. Em estudo dedicado à Rio+20, pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine mostraram que a epidemia da obesidade, que acomete diversos países, já transcende a saúde pública, afetando o equilíbrio do planeta.

De acordo com o estudo, desses 287 milhões de toneladas, 15 milhões se devem ao excesso de peso e 3,5 milhões à obesidade. A pesquisa também apontou os Estados Unidos como o país mais pesado da Terra, estando a maior parte do excesso de peso concentrada nos países ricos. Já a Coreia do Norte é o país mais leve, devido à fome.

Na 77ª posição na lista dos maiores índices de massa corporal do mundo (BMI, o indicador padrão para avaliar peso) está o Brasil. Ainda no estudo, elaborado em 2005, os brasileiros somam 3,10% das 287 milhões de toneladas, subindo para 4% no quesito “sobrepeso”. 

Exagero

O exagero no consumo de alimentos, segundo a pesquisa, diminui a expectativa de vida dos indivíduos e associa-se a padrões insustentáveis de exploração dos recursos naturais. Tudo isso aliado a mudanças climáticas, à perda de biodiversidade e degradação ambiental.

Os pesquisadores também utilizaram dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e formularam uma tabela das nações mais gordas da Terra e seu índice de massa corporal em relação à distribuição da obesidade.

Assim, verificou-se que a Ásia, representante de 61% da população mundial, participa com apenas 13% do peso global. Um de seus países, a China, apesar de tão populosa, possui peso relativo por indivíduo muito menor nessa tabela. Outro país do mesmo continente, o Japão, foi destacado como o mais em forma do mundo, sendo que se todos tivessem o BMI dos japoneses, o peso total da humanidade reduziria em 5%.
O estudo foi publicado na revista científica “BMC Public Health”.

Veja, a seguir, a lista dos dez países mais pesados do mundo e a quantidade de adultos que eles concentram por tonelada. Em seguida, a escala dos dez mais leves:

Mais pesados:

·        Estados Unidos - 12,2
·        Kuwait - 12,9
·        Croácia - 13.1
·        Qatar – 13
·        Egito - 13.5
·        Emirados Árabes Unidos - 13,2
·        Trinidad e Tobago - 13.8
·        Argentina - 13.8
·        Grécia - 13.3
·        Bahrein - 13.6

Mais leves:

·        Coreia do Norte – 19
·        Camboja - 17.9
·        Burundi - 18.5
·        Nepal - 19.8
·        República Democrática do Congo - 18.7
·        Bangladesh - 20.2
·        Sri Lanka - 19.8
·        Etiópia - 18.9
·        Vietnã - 19.7
·        Eritreia - 19.2

Fonte: Abeso

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Números da Obesidade no Brasil


Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. Segundo o estudo, 42,7% da população estavam acima do peso no ano de 2006. Em 2011, esse número passou para 48,5%. O levantamento é da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

De acordo com a Dra. Rosana Radominski, presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, os novos resultados não são novidade, se comparados com os de 2010. “O dado agravante é o aumento de mais de 0,5% do excesso de peso e da obesidade em um ano. Isso é alarmante, se formos extrapolar os dados para os próximos dez anos”, alerta a especialista.

O estudo também revelou que o sobrepeso é maior entre os homens. 52,6% deles estão acima do peso ideal. Entre as mulheres, esse valor é de 44,7%. A pesquisa também diz que o excesso de peso nos homens começa na juventude: na idade de 18 a 24 anos, 29,4% já estão acima do peso; entre 25 e 34 anos são 55%; e  entre 34 e 65 anos esse número sobe para 63%.

Já entre as mulheres, 25,4% apresentam sobrepeso entre 18 e 24 anos; 39,9% entre 25 e 34 anos; e, entre 45 e 54 anos, o valor mais que dobra, se comparando com a juventude, passando para 55,9%. De acordo com Dra. Rosana, as mulheres por natureza têm maior adiposidade e menor massa muscular do que os homens e estas alterações são hormônio - dependente (estrogênios x testosterona). Já os homens têm maior tendência à adiposidade visceral (gordura abdominal), mesmo quando em sobrepeso. “Isto é tão ou mais preocupante que o aumento de peso nas mulheres, já que é fato a relação da obesidade visceral e doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e alta mortalidade”, alerta a médica. A especialista ainda cita dos prejuízos que esse aumento pode representar para saúde de um modo geral e para a qualidade de vida da população. “No Brasil não existem dados concretos publicados sobre os custos diretos e indiretos relacionados à obesidade e suas complicações, mas tomando como exemplo o que acontece em países como os Estados Unidos, estes custos que já são altíssimos, e tendem a ficar ainda maiores”, explica.
Dra. Rosana comenta também que o governo brasileiro está começando a se preocupar com essa questão, tanto que em março foi divulgado um programa de combate e prevenção às doenças crônicas e um projeto para prevenção de obesidade. “Esperamos que estes programas tenham continuidade e sejam duradouros, porque os resultados levam anos para aparecer. Nos Estados Unidos, campanhas contra obesidade infantil que foram iniciadas há cinco anos, só começam a dar tímidos resultados agora”, explica endocrinologista.

A Alimentação do Brasileiro
A pesquisa do Ministério da Saúde revela também que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente, tornando esse fator um dos principais responsáveis do excesso de peso e da obesidade no Brasil. Além disso, 29,8% dos brasileiros consumem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingerem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.
“Os hábitos alimentares do brasileiro não mudam, comemos poucas frutas e verduras desde sempre. Nós não estamos comendo menos frutas e vegetais hoje do que há anos atrás. Da mesma forma que a carne gordurosa é a preferência nacional há muito tempo. O que tem mudado ao longo dos anos é o aumento do consumo de alimentos refinados, industrializados e produtos "prontos" para uso com alto teor calórico”, diz a Dra. Rosana.
O levantamento mostra, também, que apesar de "comerem mal", os homens se exercitam mais do que as mulheres: 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade e entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.

De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.
“Apesar dos números, o sedentarismo no Brasil não diminuiu muito, se analisarmos os dados anteriores fica difícil essa conclusão. O fato dos homens usarem seu tempo de lazer fazendo atividade física também é cultural, isso não quer dizer que façam exercícios regularmente. A atividade física é igual entre os sexos, mas o tempo na frente da TV é maior entre os homens. As mulheres com maior escolaridade são as mais conscientes dos problemas relacionados ao peso e procuram fazer atividades programadas”, conclui a especialista.

Os Números nas Capitais
Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Já na lista das capitais que possuem o menor índice de pessoas com sobrepeso estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%). São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.

Já a capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).
Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%, no Rio de Janeiro é percentual é de 16,5% e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.
Fonte: Sbem

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Números do Diabetes no Brasil


Foi divulgado, na semana passada, no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o novo número de pacientes com diabetes no Brasil: 12.054.827. Os dados são resultado da atualização dos números do Censo de Diabetes, do final da década de 80, baseado no Censo IBGE 2010. O levantamento e a atualização foram feitos pelo editor-chefe do site, Dr. Laerte Damasceno.

De acordo com a publicação no site da SBD, o professor Titular da Disciplina de Endocrinologia da UNIFESP, Antonio Roberto Chacra, declarou que esse número deve ser divulgado, e se tornar um tipo de referência para os pacientes com diabetes no Brasil. 

Já a professora Sandra Roberta Ferreira Vívolo, Titular da Faculdade de Saúde Pública, da USP e Coordenadora do Departamento de Epidemiologia da SBD, acredita que a iniciativa tomada pelo Dr. Laerte deve ser um marco no diálogo sobre número quando o assunto é diabetes mellitus (DM). “A informação sobre quantos brasileiros apresentam diabetes é de grande relevância para compreender a situação atual da nossa população, mas, acima de tudo, planejar o futuro visando prevenir o “anunciado” agravamento da situação”, disse a especialista.
Na matéria, Dra. Sandra explica ainda que este agravamento é, em grande parte, atribuído ao moderno estilo de vida que aumenta a adiposidade corporal. “Embora muito se tenha avançado no tratamento farmacológico do DM, ninguém questiona a afirmação de que o grau de controle está bem aquém do desejado”, declarou a especialista.
Por sua vez, o presidente da SBD, Dr. Balduino Tschiedel, afirmou que a partir de agora 12 milhões será o número oficial de pacientes com diabetes no Brasil e que esse número será o utilizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Fonte: SBEM

sexta-feira, 16 de março de 2012

Perfil do Câncer de Tireóide no Brasil



Lançado no final de Dezembro de 2011, o estudo  “Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil” foi elaborado com a finalidade de orientar políticas públicas para o setor médico.  Divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), do Ministério da Saúde, a pesquisa apontou aproximadamente sete novas localizações de câncer no ranking dos tumores mais frequentes do Brasil, entre eles o câncer da tireoide.

De acordo com os dados, sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer da tireoide em mulheres é o terceiro mais incidente na região Norte (7/100 mil). Nas regiões Sudeste (15/100 mil) e Nordeste (6/100 mil), ocupa a quarta posição, e, nas regiões Sul (10/100 mil) e Centro-Oeste (6/100 mil), a quinta e sexta posições, respectivamente. A magnitude em homens é muito pequena e, portanto, o cálculo da estimativa não foi recomendado.
Segundo os dados do estudo, em 2012 estão estimados 10.590 casos novos de câncer da tireoide, com um risco estimado de 11 casos a cada 100 mil mulheres.

Fonte: Ministério da Saúde e Inca, SBEM