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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobe número de países que adotam as embalagens de cigarro com alerta sobre os males do fumo

Todos nós sabemos dos malefícios que o tabagismo causa na saúde dos indivíduos fumantes e dos tabagistas passivos. Mesmo assim, vale a pena lembrar que o uso do tabaco contribui para o surgimento de doenças do coração, de derrames, câncer e enfisema, além de piorar patologias já instaladas no paciente como hipertensão arterial, diabetes, doenças vasculares (como trombose), entre outros.

Por isso é de extrema importância as campanhas existentes contra o tabagismo e o estímulo/apoio, principalmente da comunidade médica, aos seus pacientes para abandonarem esse vício.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no dia 07 de Julho, revela que em dois anos aumentou de 16 para 19 o número de países com leis que obrigam a inserção de avisos de advertência sobre os males do fumo nas embalagens de cigarro e outros produtos derivados do tabaco. Com esse aumento, mais de 1 bilhão de pessoas passaram a ter acesso a esse tipo de alerta, contra 547 milhões há dois anos.

Apesar da adesão de mais nações, a organização cobra dos países a adoção de propagandas e alertas para estimular mais pessoas a parar de fumar e a adesão à convenção mundial de controle do tabaco, em vigor desde 2005.

“Não podemos estar satisfeitos pelo fato de que a maioria dos países não está fazendo nada ou tem ações insuficientes. Queremos que todos os países sigam as melhores práticas para reduzir o consumo de tabaco ", disse o responsável pelas área de doenças não transmissíveis e saúde mental da OMS, Ala Alwan.

O México, o Peru e os Estados Unidos foram os últimos a colocar os avisos nas embalagens, segundo a OMS. No Brasil, a inclusão das imagens de advertência nas embalagens de cigarro é obrigatória desde 2002.

Segundo o documento, 27 países já aumentaram os impostos sobre o tabaco, o que elevou em 75% o preço dos produtos. A OMS estima que quase 6 milhões de pessoas devem morrem este ano por causa do cigarro, sendo 600 mil fumantes passivos. Até 2030, o número deve subir para 8 milhões de pessoas.

Fonte: portal 24horasnews

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dia 15 de julho - Dia Internacional da Saúde do homem

12_07_11“ Saúde Masculina, como anda a sua?”

É com esse slogan acima que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) promove uma campanha nacional, com o objetivo de  informar sobre a importância do tratamento e cuidados da saúde masculina, bem como alertar para os sintomas relacionados às doenças que ela pode apresentar para diagnóstico e tratamento endocrinológico precoces.

A iniciativa é do  Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia (DEFA) da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), presidido pelo Dr. Alexandre Hohl, juntamente com a Comissão de Campanhas em Endocrinologia, presidida pela Dra. Adriana Costa e Forti.

Deficiência Androgênica no Envelhecimento Masculino (DAEM)

A partir dos 40 anos de idade, cerca de 20% dos homens podem perceber sintomas semelhantes à menopausa. De modo diferente das mulheres, os homens não têm um sintoma específico como a interrupção da menstruação para marcar a transição. Ambos, no entanto, são caracterizados por uma queda nos níveis de hormônios. Estrógeno nas mulheres, testosterona nos homens. As mudanças ocorrem muito gradualmente nos homens e podem ser acompanhadas por alterações nas atitudes e humores, fadiga, perda de energia, libido (desejo sexual), disfunção erétil e agilidade física. Nas quedas hormonais mais intensas e prolongadas, a perda óssea pode ocorrer, levando até a osteoporose masculina.

“O termo andropausa é equivocado, pois não ocorre uma parada de produção de hormônios sexuais nos homens com ocorre na menopausa com as mulheres. O que acontece é apenas um declínio progressivo e, às vezes, sintomático” destaca o Dr. Alexandre Hohl, presidente do DEFA da SBEM.

Com isto, tudo ocorre em uma época da vida em que muitos homens começam a questionar seus valores, realizações e objetivos de vida. É difícil perceber que as mudanças são ligadas mais a problemas hormonais do que só as condições externas.

O processo levando ao hipogonadismo parcial no envelhecimento masculino é conhecido como “andropausa” ou mais apropriadamente deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM). Segundo a médica endocrinologista da Regional São Paulo da SBE, Dra. Elaine Maria Frade Costa, autora das diretrizes do diagnóstico e tratamento do DAEM, para que o diagnóstico seja feito, os sintomas (inespecíficos) devem estar associados aos níveis baixos de testosterona. Diferente da menopausa, que geralmente ocorre em mulheres entre 45 e 55 anos, a “transição” dos homens pode ser bem mais gradual e se estende por décadas. Os especialista explicam que, com a idade, o declínio nos níveis de testosterona vai ocorrer praticamente em todos os homens. Porém, não há maneira de predizer quem vai ter sintomas de andropausa com intensidade suficiente para necessitar tratamento. Apenas a avaliação médica adequada que poderá responder.

Consulte seu Endocrinologista !

Fonte: Tierno Press
Publicado em SBEM-SP (12/07/11)

Insulina ganha peso?

A insulina é essencial para o tratamento do diabetes tipo 1, sendo muitas vezes necessária também no diabetes tipo 2. No entanto, um de seus efeitos colaterais mais temidos pelos paciente é o ganho de peso, sendo esse, um dos motivos do receio do uso da insulina.

Quando a glicemia está alta, você perde calorias em forma de açúcar através da urina (glicosúria).Tomar insulina lhe proporcionará melhor controle glicêmico, o que lhe traz maior bem estar e diminui suas chances de desenvolver complicações.Isso é importante ! Contudo, ao interromper perdas de calorias pela urina, é possível que você ganhe peso. 
A insulina também pode provocar aumento de peso de outro modo. Se você tomar mais insulina do que o necessário, terá que comer para compensar a insulina e evitar hipoglicemia.
Quanto mais apurado o controle da glicemia (e maior a dose de insulina), maior o ganho de peso. Estudos de tratamento intensivo do diabetes com insulina demonstram ganho de cerca de 5kg em um ano. Alguns pacientes, sobretudo as mulheres mais jovens, deliberadamente reduzem ou omitem doses de insulina para tentar contornar este efeito colateral (pensando mais na questão estética do que na saúde propriamente dita). O resultado já se sabe: maior incidência de complicações crônicas relacionadas ao diabetes!!

Nem todas as insulinas são iguais neste aspecto e as causas desta diferença de ganho de peso entre as diversas insulinas carecem mais estudos.

Na edição de julho do Diabetes Care, um estudo inglês com 23 pacientes portadores de diabetes tipo 1 demonstrou menor ganho de peso com insulina detemir após 16 semanas, quando comparada à NPH. O controle glicêmico não diferiu entre os grupos. Essa redução do ganho de peso com a insulina detemir é atribuída devido a diminuição da ingestão energética quando comparado ao aumento do gasto energético. Isso parece ser mediado diretamente ou indiretamente pela insulina Detemir nos hormônios que controlam a saciedade. Diante da enorme prevalência de obesidade entre os diabéticos, os resultados são importantes.

Se você é paciente e está ganhando peso com o uso de insulina, procure o nutricionista e reveja seus hábitos alimentares, calorias totais, tipos de alimentos e a quantidade de gorduras e carboidratos que consome.Talvez você não precise de tantas calorias, ou então o que você está precisando é de mais exercício físico. Isso o ajudará a usufruir das vantagens de um organismo que trabalha de forma mais eficiente na captura e armazenamento da glicose.
Caso se surpreenda comendo mais do que deseja, só para evitar hipoglicemia, sua dose de insulina pode estar precisando de ajuste. No caso de estar preocupado com aumento de peso, discuta sua medicação e objetivo de peso com seu endocrinologista.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O que são alimentos funcionais?

Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e ao mesmo tempo o crescente aparecimento de doenças crônicas como obesidade, aterosclerose, hipertensão, osteoporose, diabetes e câncer, está havendo uma preocupação maior, por parte da população e dos órgãos públicos de saúde, com a alimentação.

Hábitos alimentares adequados como o consumo de alimentos pobres em gorduras saturadas e ricos em fibras presentes em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, juntamente com um estilo de vida saudável (exercícios físicos regulares, ausência de fumo e moderação no álcool) passam a ser peça chave na diminuição do risco de doenças e na promoção de qualidade de vida, desde a infância até o envelhecimento.

O papel da alimentação equilibrada na manutenção da saúde tem despertado interesse pela comunidade científica que tem produzido inúmeros estudos com o intuito de comprovar a atuação de certos alimentos na prevenção de doenças. Na década de 80, foram estudados no Japão, alimentos que além de satisfazerem às necessidades nutricionais básicas desempenhavam efeitos fisiológicos benéficos. Após um longo período de trabalho, em 1991, a categoria de alimentos foi regulamentada recebendo a denominação de "Foods for Specified Health Use" (FOSHU). A tradução da expressão para o português é Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano. Ou seja, são alimentos que contem componetes bioativos que colaboram para melhorar o metabolismo e vão agir na prevenção de varias doenças como diversos tipos de câncer, diabetes, hipertensão, obesidade e outros.

De acordo com a ANVISA, o alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais, além de atuar em funções nutricionais básicas, irá desencadear efeitos benéficos à saúde e deverá ser também seguro para o consumo sem supervisão médica.

Essas substâncias não são novidade, como às vezes prega a indústria de alimentos. As isoflavonas, por exemplo, compostos que ajudam na redução do colesterol ruim, fazem parte da alimentação humana desde que a soja foi descoberta pelos chineses, há mais de 5 000 anos.

O que vem acontecendo é um aprofundamento nos conhecimentos da natureza química das substâncias funcionais e das suas funções no organismo. Com isso, os laboratórios e a indústria alimentícia passaram a produzir, em larga escala, alimentos funcionais formulados ou “artificiais”, como leites fermentados, biscoitos vitaminados e cereais matinais ricos em fibras.

Para chegarem ao mercado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária exige que o fabricante apresente provas científicas das propriedades funcionais alegadas na embalagem. Ou seja, antes do produto ser liberado para o consumo deve obter registro no Ministério da Saúde e, para isso, precisa demonstrar sua eficácia e sua segurança de uso. O fabricante deve apresentar provas científicas comprovando se a alegação das propriedades funcionais referidas no rótulo é verdadeira, e se o consumo do produto em questão não implica em risco e sim, em benefício à saúde da população.

Mas não se entusiasme demais com os rótulos: Um ponto que vale a pena ser comentado, é o fato de alguns alimentos industrializados possuírem concentrações muito baixas dos componentes funcionais, sendo necessário o consumo de uma grande quantidade para a obtenção do efeito positivo mencionado no rótulo. No caso do leite enriquecido com ômega 3, por exemplo, seria mais fácil e vantajoso, o consumidor continuar ingerindo o leite convencional e optar pela fonte natural de ômega 3 que é o peixe. Primeiro, porque normalmente os produtos industrializados com ação funcional são mais caros, segundo, pois o peixe tem outros nutrientes importantes a oferecer como proteínas de boa qualidade, vitaminas e minerais. Portanto, o produto contendo a substância funcional não substitui por completo, o alimento de onde foi retirado tal composto, uma vez que apresenta apenas uma característica deste.

Ainda em relação aos produtos industrializados com caráter funcional, é importante esclarecer que o simples consumo desse tipo de alimento, com a finalidade de obter um menor risco para o desenvolvimento de doenças, não atingirá o objetivo proposto se não for associado a um estilo de vida saudável levando em consideração principalmente, a alimentação e a atividade física.
Fonte: Inar de Castro, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

Betacaroteno
O que faz: Ajuda a diminuir o risco de câncer.
Como age: Quando ingerimos gorduras e proteínas, o betacaroteno se converte em vitamina A, protegendo as células do envelhecimento.
Onde encontrar: Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve.

Isoflavonas
O que fazem: Atenuam os sintomas da menopausa.
Como agem: Por ter uma estrutura química semelhante ao estrógeno (hormônio feminino), alivia os efeitos de calor e cansaço da menopausa e da tensão pré-menstrual.
Onde encontrar: Soja e seus derivados.

Licopeno
O que faz: Está relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata.
Como age: Evita e repara os danos dos radicais livres que alteram o DNA das células e desencadeiam o câncer.
Onde encontrar: Tomate e seus derivados, além de beterraba e pimentão.

Ômega 3
O que faz: Diminui o risco de doenças cardiovasculares.
Como age: Reduz os níveis de triglicerídeos e do colesterol total do sangue, sem acumulá-lo nos vaso sanguíneos do coração.
Onde encontrar: Peixes de água fria, como salmão e truta, e óleo de peixes.

Flavonóides
O que fazem: Diminuem o risco de câncer e atuam como antiinflamatórios.
Como agem: Anulam a dioxina, substância altamente tóxica usada em agrotóxicos.
Onde encontrar: Suco natural de uva e vinho tinto, além de alimentos como café, chá verde, chocolate e própolis.

Probióticos
O que fazem: São microorganismos vivos que ajudam no equilíbrio da flora intestinal.
Como agem: Impedem que bactérias e outros microrganismos patogênicos se proliferem no intestino.
Onde encontrar: Iogurtes e leite fermentado.

Por fim, uma alimentação equilibrada e variada incluindo, diariamente, alimentos de todos os grupos na proporção correta já fornece alimentos com propriedades funcionais naturais, sendo desnecessária a aquisição de produtos funcionais industrializados normalmente com custo mais elevado para obter os nutrientes essenciais e os benefícios à saúde. 

sábado, 9 de julho de 2011

A mastigação que emagrece



Com o prato feito não há mais nada o que fazer pela sua cintura, certo? Errado. A própria forma como o alimento é processado pela boca faz toda diferença na balança.

A mastigação é um processo muito importante na fisiologia da digestão. Isso porque, o abrir e fechar da boca são responsáveis pela quebra de certos nutrientes em partículas menores, e logo, mais fáceis de serem trabalhadas. Atualmente, seja pela enorme quantidade de tarefas do dia a dia, seja pelo costume, até as mordidas estão sendo automatizadas para abreviar o tempo à mesa. E essa pressa, por sua vez, vem se mostrando mais nefasta do que se imaginava, inclusive para quem pretende manter o corpo em forma.

Em um estudo da Universidade Oxford Brookes, na Inglaterra, voluntários que mascaram cada porção por 35 vezes simplesmente comiam menos quando comparados aos glutões que só repetiam o movimento dez vezes. "A própria contração muscular serve de estímulo à liberação de substâncias responsáveis pela sensação de saciedade", explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Em outras palavras, mastigar o que você ingere por poucas vezes implica voracidade intensa e prolongada, o que costuma terminar em comida demais no estômago. Aí, a barriga cresce.

Mais do que a quantidade de dentadas, a maneira como elas são distribuídas pode aplacar ou fomentar o apetite. Um experimento brasileiro, por exemplo, revela que a frequência de obesos que mastigam com apenas um lado da boca é significativamente maior do que a de indivíduos no peso adequado. "O contato do bolo alimentar com toda a cavidade oral aparentemente é importante à saciedade", reforça Cintia Cercato, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e orientadora da pesquisa. "A mastigação bilateral tem repercussão, por via nervosa, no hipotálamo, a área do cérebro que controla a fome", completa o odontologista José Amorim, da Universidade Estadual Paulista.

O fato é que dentadas intervaladas e tranqüilas contribuem para porções menos avantajadas inclusive pelo tempo que consomem. A chegada dos primeiros bocados de comida ao intestino, fato que demanda alguns minutos, serve como mais um sinal de saciedade. Portanto, se a ingestão é muito rápida, a sensação de barriga cheia vem tarde demais. Estima-se que todos os mecanismos de regulação da fome só funcionem a pleno vapor após 15 minutos desde a primeira abocanhada. Durante essa fase, é essencial maneirar na quantidade de garfadas — e abusar dos músculos que mexem a mandíbula.

Agora, por mais disciplinado que você seja, é impossível manter certos alimentos na boca por muito tempo. Por isso, é preferível optar por alimentos mais sólidos, principalmente nas garfadas iniciais. Em vez da cenoura ralada, aproveite o legume inteiro. A banana amassada pode dar lugar à fruta original. O pimentão cru é mais interessante do que o cozido, e por aí vai. No final das contas, o recado que fica é investir na consciência e na tranquilidade em todas as etapas da alimentação: da escolha do cardápio até a derradeira mordida.

A mordida que esvazia os pneus: Pequenos ajustes no modo como você tritura refeições com os dentes podem se tornar grandes ajudantes da dieta e dos exercícios na manutenção do peso

Quantidade: Antes de engolir, abra e feche o maxilar por pelo menos 30 vezes em cada ida do talher aos lábios

Duração: Tenha calma. O intervalo entre uma garfada e outra deve ser de aproximadamente 20 segundos

Qualidade: Use a língua para dividir o alimento entre os dois cantos da boca. Ao longo da mastigação, reveze-os de lugar constantemente

BOM APETITE !!!!

Fonte: Revista Saúde

quinta-feira, 7 de julho de 2011

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Pé Diabético

 

Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns em quem tem diabetes mal controlado. Calcula-se que metade dos pacientes com mais de 60 anos apresente o chamado pé diabético”. Uma doença que pode ser evitada.

Tais alterações podem causar neuropatia; úlceras; infecções; isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé diabético pode levar à amputação.  Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais.

Manter a taxa glicêmica sob controle e fazer exames regulares são fundamentais para evitar tais complicações.

1. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos; perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. Tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar. Normalmente a pessoa só se dá conta quando está num estágio avançado e quase sempre com uma ferida, ou uma infecção, o que torna o tratamento mais difícil devido aos problemas de circulação.

2. Os sintomas são mais frequentes após alguns com o diabetes mal controlado. Muitas pessoas passam a apresentar problemas de diminuição de circulação arterial e de sensibilidade em pés e pernas.

3. A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação. A medida principal é manter os níveis da glicemia controlados;  exame visual dos pés, diário; e avaliação médica periódica.

4. Pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem devem passar, regularmente, por uma avaliação dos pés.

5. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Deve-se verificar a existência de frieiras; cortes; calos; rachaduras; feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para se ter uma visão completa. Nas consultas, deve-se pedir ao médico que examine os pés. O paciente deve avisar de imediato o médico sobre eventuais alterações.

6. É preciso manter os pés sempre limpos, e usar sempre água morna, e nunca quente, para evitar queimaduras. A toalha deve ser macia. É melhor não esfregar a pele. Mantenha a pele hidratada, mas sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.

7. Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.

8. Antes de cortar as unhas, o paciente precisa lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado, ou uma tesoura de ponta arredondada.  O corte deve ser quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser avisado do diabetes.  O ideal é não cortar os calos, nem usar abrasivos. É melhor conversar com o médico sobre a possível causa do aparecimento dos calos.

9. É melhor que os pés estejam sempre protegidos. Inclusive na praia e na piscina.

10. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Antes de adquiri-los, é importante olhar com atenção para ver se há deformação.  As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos. Além disso, recomenda-se a não utilização de calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios.

FONTE: SBEM

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Anvisa Proíbe Fitoterápico Vendido Ilegalmente

Vocês lembram das propagandas que vem sendo veiculadas na internet e facebook nas últimas semanas, em que aparece um novo "medicamento milagroso" para Obesidade (Dietmax) no qual a Ivete Sangalo e Juliana Paes perderam muitos quilos? Pois é... como eu sempre falo: cuidado com as propagandas enganosas. Milagre não existe!!


Veja abaixo a reportagem sobre a proibição do medicamento pela ANVISA publicado ontem em Diário Oficial.


Anvisa proíbe propaganda e venda de fitoterápico antiobesidade sem registro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou me Diário Oficial de hoje, dia 05 de Julho, a suspensão da propaganda e também da venda do produto Dietmax em território nacional. Vendido pela internet, o Dietmax - que se autodenomina fitoterápico - promete perda de peso rápida e “natural”.

 Fabricado pela Nutralogistic Comércio e Representação Ltda., o produto está sendo comercializado ilegalmente, segundo a Anvisa, por não possuir registro, já que todo fitoterápico necessita do aval da Vigilância Sanitária.

Vendido no Brasil desde abril, a propaganda do suposto produto para emagrecer afirma que o consumidor pode perder até 11 quilos em um mês. Segundo afirmou reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o Dietmax usou imagens da cantora Ivete Sangalo e da atriz Juliana Paes em propaganda divulgada no Facebook, afirmando que elas teriam perdido 15 quilos com o uso do produto. As duas artistas negaram o uso do Dietmax e não autorizaram o uso da imagem.

 Segundo o fabricante do produto, ele seria composto por quitosana (que teria a propriedade de eliminar os adipócitos (células de gordura), biotina, psyllium (que auxiliaria na moderação do apetite), gelatina e glicerina umectante. Os especialistas no assunto, no entanto, negam tais propriedades.


Fonte: ABESO

terça-feira, 5 de julho de 2011

Aplicação de Insulina: revisando os conceitos

A aplicação de insulina é extremamente importante no tratamento do paciente diabético. Por isso, é sempre bom relembrarmos os conceitos e corrigir erros e possíveis vícios que adquirimos ao logo do tratamento. Abaixo, segue um vídeo explicativo sobre preparo, aplicação, conservação e transporte de insulina:




OBS: Também estão disponíveis no mercado as agulhas de 5 mm e 4 mm para canetas de insulina.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Whey Protein: o que é, seus riscos e benefícios

Nas últimas décadas não se sabia muito acerca da whey protein, mas nos últimos anos apareceram muitos suplementos alimentares que trouxeram mais informação e estudos deste produto. Atualmente, é o suplemento de proteína mais consumido em todo mundo.

O que é a Whey Protein
A whey protein é um conjunto de proteínas que se conseguem extrair do leite da vaca, no processo de fabricação de queijo. São extraídas da porção aquosa do leite, onde são mantidos os peptídeos do soro constituídos por: beta-lactoglobulina, alfa-lactoalbumina, albumina do soro bovino, imunoglobulinas e glicomacropeptídeos.

Vantagens da Whey Protein
A whey protein tem uma grande quantidade de aminoácidos essenciais e não essenciais, além de ser proteína de altíssima qualidade. Além disso, tem pouca quantidade de gorduras e carboidratos. Atletas, praticantes de atividades físicas, pessoas fisicamente ativas e até mesmo portadores de doenças, vêm procurando benefícios nessa fonte protéica.

Valor Nutricional
Do ponto de vista nutricional, essas proteínas apresentam um excelente perfil de aminoácidos essenciais os quais nosso organismo não produz, tais como: triptofano, cisteína, lisina, leucina, isoleucina e valina; sendo esses três últimos, conhecidos como aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) que favorecem o anabolismo, assim como a redução do catabolismo protéico, favorecendo o ganho de força muscular e reduzindo a perda de massa muscular durante o processo de emagrecimento.

Vantagens da Whey Protein para ganhar peso
Para quem quer aumentar a massa muscular, a proteína é o melhor nutriente que pode consumir, por isso é que é tão adorada por bodybuilders e outros atletas que precisam de músculos fortes. A ingestão de proteínas acelera em muito esse crescimento muscular.

Vantagens em recuperação
A proteína é responsável pela reconstrução dos tecidos musculares no corpo humano, por isso o consumo de whey protein como suplemento pode ajudar a restabelecer o sistema imunitário e a recuperar de lesões.

Desvantagens da Whey Protein
Apesar de todas as vantagens para o corpo, não deve abusar do consumo deste suplemento (como de qualquer outro). No caso da whey protein, as complicações podem surgir no fígado e até mesmo, nos rins e devem ser monitorizadas e acompanhadas.
Portanto, a Whey Protein deve sempre ser suplementada por um médico e/ou nutricionista.

Para saber mais, assita a reportagem.

Cinco motivos para não fugir da atividade física no inverno

Como o inverno chegou com tudo (agora em Campo Grande - 14 °C), e a frente fria parece que não vai embora tão cedo esse ano, vamos dar continuidade as nossas dicas de inverno.

Você está pensando em parar de malhar ou praticar atividades físicas porque o frio chegou?
Saiba que, se você parar, todos os objetivos alcançados até aqui vão ser jogados fora! E todos os benefícios conquistados tanto para saúde quanto para o corpo podem ser perdidos.

Ao deixar de malhar por dez dias, começa a haver perda de massa muscular. O problema é causado pela interrupção da produção de enzimas responsáveis pela manutenção ou pelo aumento dos músculos, processo relacionado à musculação.
Os 5 motivos são:

1) Após 15 dias, a capacidade aeróbica diminui. Isso significa menos disposição para trabalhar ou estudar.

2) Como o inverno abre o apetite para alimentos mais calóricos, o treino deve ser mantido para que gordurinhas a mais não apareçam.

3) A prática de exercícios regula funções fisiológicas como sono e apetite, além de tornar o coração menos vulnerável a doenças. A interrupção brusca fragiliza o organismo.

4) Se a produção de endorfinas, que são responsáveis pela sensação de bem-estar e liberadas durante os exercícios aeróbicos, for insuficiente, você poderá se irritar mais facilmente e também ter dificuldade para dormir bem.

5) A falta de treino de musculação, prática de esportes, caminhada, corrida e alongamento deixa o corpo mais tenso, dificultando até as tarefas mais fáceis do nosso dia a dia, como colocar as meias, calçar o tênis, pegar algo no chão ou subir escadas.

Com tudo isso, você ainda pensa em parar de se exercitar? Esta é a hora de pôr o corpo em movimento, para, quando o verão chegar, você poder mostrar seu corpo sarado e, ainda por cima, muito mais saudável, preparado e cheio de disposição para enfrentar as altas temperaturas.
Acredite nisto: “Mente sã em corpo são”. Esse, sim, é o grande segredo de uma boa qualidade de vida e, é claro, do Bem Estar.

Fonte: G1.com.br

domingo, 3 de julho de 2011

Esquente-se nesse inverno, sem colocar a dieta em risco

Esquente-se neste inverno sem colocar a dieta em risco

Nessa manhã fria de domingo em Campo Grande, nada como uma bebida bem quentinha para a gente se esquentar.
Porém, não dá para negar que a maioria delas engorda e acaba colocando em risco a dieta no inverno. Então, o que pode ser feito? De acordo com a nutricionista Lílian Assis, existem diversas opções que podem significar uma solução para este problema.

“A melhor opção são os chás. Com quase zero caloria basta encontrar os sabores que agradam seu paladar. Não exagere na quantidade, pois algumas ervas ingeridas em excesso podem gerar sintomas indesejados, como elevação da pressão, irritação estomacal, intestino solto, etc”, afirma ela.

Quanto ao café, ela alerta: “Esta também é uma boa opção. Quente e energizante é quase unanimidade no Brasil. Porém, devemos respeitar a quantidade máxima para não haver ingestão excessiva de cafeína, que é de 150ml ao dia”.

O segredo pode estar na maneira como você adoça a bebida. “Prefira os adoçantes ou tome puro para sentir o real sabor da bebida. Os açúcares mascavo, light, orgânico e demerara são opções mais saudáveis para quem não quer o adoçante, contudo, as calorias devem ser consideradas”, diz a especialista.

Dica infalível: Evite café com leite, capuccinos e chocolates quentes, principalmente na rua. Em casos inevitáveis, fique com as opções mais magras: leite desnatado ou de soja e sem açúcar. Mas, lembre-se: Nada de abusos!

Confira a quantidade de calorias presentes nas bebidas mais consumidas durante esta época do ano.
Bebidas não adoçadas:

Chá (150ml) – 2 kcal

Café (50ml) – 2 kcal

Café expresso (50ml) – 9 kcal

Café com leite integral (100ml) – 45kcal

Café com leite desnatado (100ml) – 28kcal

Capuccino normal (100ml) – 65kcal

Capuccino light (100ml) 48kcal

Chocolate quente (100ml) – 98kcal

Chocolate quente light (100ml) – 74kcal


Fonte: Uol.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

10 trocas que valem a pena!!

Muitas vezes consumimos alimentos mais calóricos e menos nutritivos no nosso cotidiano. Essa situação pode ser melhorada com simples trocas.
Aí vão 10  dicas de substituição de alimentos muito consumidos por todos nós:


Pão Francês por Pão Integral

Eis uma forma de começar o dia protegendo as artérias. A massa integral presenteia o organismo com boas doses de fibras. Esse ingrediente serve de alimento a bactérias aliadas que moram no intestino. Bem nutridas, algumas delas fabricam mais propionato, uma substância que tem tudo a ver com os níveis de gordura na circulação. Ao chegar ao fígado, ela diminui a produção de colesterol. Com isso, cai também a quantidade dessa partícula no sangue.





Leite Integral por Leite Desnatado

Esse esquema garante a entrada do cálcio, tão caro aos ossos, sem um bando de penetras gordurosos. A bebida desnatada tem o mesmo teor do mineral, com a vantagem de ostentar menos ácidos graxos saturados. O excesso desse tipo de gordura eleva os níveis de LDL, a fração ruim do colesterol. Isso porque reduz o número de receptores que captam LDL nas células. Se esse mecanismo não funciona direito, o colesterol vaga no sangue, pronto para se depositar na parede das artérias.




Oléo de Soja e outros por Azeite
O ganho dessa troca vem da combinação entre gorduras benéficas e antioxidantes que povoam o óleo de oliva. Uma de suas vantagens é fornecer doses generosas de ácidos graxos monoinsaturados. Eles não aumentam os níveis de LDL e ainda ajudam a erguer um pouco as taxas de HDL, o colesterol bom. Além disso, os compostos fenólicos do azeite evitam a oxidação do colesterol, fenômeno que propicia a formação das placas. 



Pizza de Mussarela pelas de Vegetais 
A ideia pode não agradar aos fãs mais puristas das pizzarias, mas presta um enorme serviço aos vasos sanguíneos. Deixar camadas e mais camadas de queijo de lado de vez em quando significa podar gordura saturada do cardápio. Como você viu, ela protagoniza o disparo do LDL, o tipo perigoso do colesterol. Substituir a mussarela ou a quatro queijos pelas redondas cobertas de vegetais é uma saída para degustar pizzas sem receio. Opções não faltam. Vale pizza de escarola, de rúcula, de brócolis e até de abobrinha. E elas oferecem um bônus: pitadas de fibras e antioxidantes.


Pipoca de Micro-ondas pela de Panela 

Faz toda a diferença investir um tempo a mais para estourar o milho no fogão. É uma forma de controlar a quantidade de gordura no preparo, porque no produto de micro-ondas ela já é fixa. A versão que ganha na praticidade perde pontos porque carrega ácidos graxos saturados e trans. Na panela, dá para usar um óleo mais saudável, como o de canola. Daí, você aproveita as fibras do milho, deixando seu colesterol em paz. 





Cereais açucarados por Aveia 

A aveia tem fama de ser um dos cereais mais nutritivos do planeta. Por isso merece um espaço logo no café da manhã  seja na forma de flocos, seja no mingau. Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina comprova, mais uma vez, sua capacidade de cortar a gordura que sobra no sangue. A aveia é rica em betaglucanas, fibras fermentadas no intestino e capazes de regular a síntese de colesterol.


 
Bauru por Peito de peru e Queijo branco 
Calma, não pretendemos condenar ao ostracismo um lanche tão tradicional como o bauru. O problema é que ele deixa a desejar se as taxas de colesterol já rumam aos céus. Basta averiguar seus ingredientes: queijo prato e presunto, redutos de gordura saturada e colesterol. Que tal substituí-lo por um sanduba de peito de peru e queijo branco, que é mais esbelto do que seu congênere? Experimente. Só é preciso ficar atento ao tamanho do lanche. Ora, uma gigantesca baguete recheada pode fornecer mais calorias e gorduras do que um bauru de porte modesto.



Camarão por Peixe 
Convenhamos: frutos do mar não são tão frequentes no prato do brasileiro. Mas vale ficar atento durante aquela viagem à praia para não se abarrotar de camarões. Eles encabeçam o ranking marinho de colesterol são 152 miligramas da gordura em uma porção de 100 gramas. Ou seja, quase o triplo do que é oferecido pela mesma quantidade de um peixe gordo como o salmão. Esse pescado se sai melhor também por outro motivo: ele é carregado de ômega-3. E uma nova pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revela: o ômega diminui a captação de LDL pela parede das artérias, prevenindo as placas. 



Picanha por Lombo 
O porco não é mais gordo que o boi nem o boi é mais gordo que o porco. Tudo é uma questão de corte. Há peças bovinas com menos gordura saturada, caso da alcatra e do filé mignon, e há aquelas parrudas, como a picanha e o cupim. O mesmo raciocínio se aplica à carne suína: o lombo é mais magro que o pernil. Mas saiba que há medidas para retalhar o possível malefício de qualquer corte rechonchudo. Limpe a peça antes de cozinhá-la, retirando toda gordura aparente. Até porque, apesar de a gente não ver, altas doses do nutriente já estão emaranhadas na carne.

 Manteiga por Margarina 

Elas mantêm uma rivalidade histórica e ainda suscitam debates entre os experts. No duelo em prol de artérias saudáveis, porém, a margarina leva certa vantagem, porque não conta com a famigerada gordura de origem animal e o colesterol. Nos últimos anos, a indústria tem acrescentado componentes à sua fórmula para torná-la mais benéfica. Entre eles, destaque para os fitosteróis, que facilitam a expulsão do colesterol pelas fezes. Os produtos enriquecidos com essa substância são indicados a quem já tem colesterol alto.