Fonte: SBEM - Departamento de Tireóide
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domingo, 25 de maio de 2014
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Alimentação e Tireóide
Alimentar-se de forma equilibrada é importante para
a manutenção de peso ideal e
da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De acordo com a Dra.
Laura Ward, presidente do Departamento
de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos alimentos,
quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o
metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com
a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns
exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No
geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos
os nutrientes”, afirma.
Segundo a especialista, quem tem problemas na
glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O
ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado
e o excesso de iodo pode
piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou
já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.
A endocrinologista chama
atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados
bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos
como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por
semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.
Atenção para a Soja
De acordo
com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores
Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja
como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration
(FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o
aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia
afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os
fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos
hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da
tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles
induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e
bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por
indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia
desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.
Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela
especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico,
observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao
ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o
desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi
reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas
também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica.
“Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos
podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a
necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina,
especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.
Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas.
Fonte: Sbem
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Autoexame da Tireóide
Enquete realizada pelo site da SBEM
Nacional mostra que a grande maioria das pessoas não conhece ou não
faz o autoexame da tireoide. De acordo com a pesquisa online,
40,8% dos internautas afirmaram que não fazem o exame, 35,6% disseram nunca ter
ouvido falar dele e apenas 23,6% o fazem.
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta
que está localizada logo abaixo do pomo de Adão, o popular gogó. Embora
pequena, ela é importante para o bom funcionamento de vários órgãos, como
coração, fígado, rins, ovários, entre outros, além de produzir os hormônios
denominados T3 e T4, combustíveis das células do nosso organismo. Problemas na tireoide
podem fazer com que ela produza esses hormônios em excesso ou em quantidade
insuficiente, causando o hipertireoidismo ou hipotireoidismo,
respectivamente.
Outro problema relacionado à tireoide são os nódulos
tireoidianos, caroços que aparecem na glândula, mais comumente nas
mulheres e mais frequentemente com o envelhecimento. Eles podem ser únicos ou
múltiplos, de tamanhos variados, e estão presentes em 5% a 10% da população
adulta. Cerca de 5% dos casos podem representar algum tipo de câncer.
Além da estética, os nódulos podem causar
incômodo no pescoço, dificuldade para engolir e até desconforto respiratório,
dependendo do seu tamanho. Eles podem ser detectados apalpando a região do
pescoço. Embora fácil de ser diagnosticado, ele deve ser confirmado pelo médico
endocrinologista através de exame clínico e complementar.
Autoexame da Tireoide
Para realizar o autoexame, você vai precisar de
um espelho com cabo e um copo d'água.
1. Segure
o espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de Adão (gogó). Sua
tireoide está localizada nesta área
2. Focalize
esta área com o espelho estendendo a cabeça para trás para facilitar a
visualização.
3. Beba
um gole d'água.
4. Ao
engolir, observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação
localizada. Repita este teste várias vezes, se necessário.
5. Observe
se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um
endocrinologista para obter orientações.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com o tamanho do nódulo e se ele está produzindo muito hormônio, ou não. Quando indicada pelo endocrinologista, é feita uma pequena retirada de células do nódulo, através de uma punção. Tal medida ajuda os médicos a orientar seus pacientes sobre o tratamento correto.
Fonte: Sbem
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Dra. Renata Antonialli fala ao jornal Correio do Estado a respeito da importância do controle do Hipotireoidismo
Hoje (24/08), no Jornal "Correio do Estado", saiu uma matéria sobre o Hipotireoidismo no Brasil, onde eu comento a respeito do assunto e um pouco sobre a pesquisa que postei ontem no blog (para saber mais, clique aqui).
Vale a pena conferir a matéria!!
Att.
Renata Antonialli
** Errata: o hipotireoidismo materno, durante a gestação, apesar de poder acarretar em atraso do crescimento e alterações neurológicas no recém-nascido, não evoluiu para hipotireoidismo congênito (este último tem outras etiologias).
** Errata: o hipotireoidismo materno, durante a gestação, apesar de poder acarretar em atraso do crescimento e alterações neurológicas no recém-nascido, não evoluiu para hipotireoidismo congênito (este último tem outras etiologias).
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Pesquisa revela que Hipotireoidismo está mal controlado no Brasil
Quase metade dos pacientes (46,6%) que tomam remédios contra hipotireoidismo não controla a doença.
Esse é o resultado preliminar do primeiro levantamento em grande escala no Brasil sobre o tratamento da doença, apresentado no Congresso da Sociedade Latino-Americana de Tireoide em Lima, no Peru, neste mês.
O estudo foi feito com 1.231 pacientes com idade média de 53 anos, acompanhados em hospitais de quatro universidades: UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Unicamp, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Ceará.
O hipotireoidismo é um distúrbio caracterizado por uma menor atividade da glândula tireoide, que produz hormônios responsáveis por estimular o metabolismo e o trabalho celular.
Segundo o coordenador do estudo, Mario Vaisman, professor de endocrinologia da UFRJ, o problema é que muitas pessoas tomam o remédio fora do intervalo correto (30 minutos antes do café da manhã) ou o tomam junto com outros remédios, o que prejudica a absorção do hormônio.
Mas o grande problema, de acordo com Laura Ward, presidente do departamento de tireoide da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), é a falta de adesão ao tratamento. A principal causa disso, diz a médica, é um dos sintomas da doença: o esquecimento. "O que vemos na prática é pessoas que tomam um dia sim e três não. Como não sentem dor, não levam a sério."
O problema, no entanto, pode ter consequências graves a longo prazo, como insuficiência cardíaca.
Para ver a reportagem completa, clique aqui
Fonte: Folha.com
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Hipotireoidismo - Será mesmo o novo vilão?
O hipotireoidismo é muito comum. Pesquisas revelam que cerca de 5 milhões de brasileiros têm hipotireoidismo, a grande maioria ainda não diagnosticada. Sua incidência aumenta com a idade, sendo quatro vezes mais freqüente nas mulheres, principalmente após 50 anos.
Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto:
O QUE É A TIREÓIDE?
COMO É CARACTERIZADO O HIPOTIREOIDISMO?
É caracterizado pela diminuição ou pela baixa produção dos hormônios T3 e T4. Com os novos testes laboratoriais, o diagnóstico é realizado em fase muito precoce. Quando um médico dá um diagnóstico de Hipotireoidismo, isso quer dizer que a pessoa apresenta uma baixa função da glândula tireóide, ou seja, a tireóide está produzindo pouco hormônio.
QUAIS AS CAUSAS?
As causas mais comuns do hipotireoidismo são a inflamação crônica da tireóide (chamada Tireoidite de Hashimoto), as manifestações pós-cirúrgicas (retirada parcial ou total da glândula) e as de decorrência de tratamentos prévios de glândula hiperativa. A doença de Hashimoto tem traços genéticos e caracteriza-se pela produção exagerada de anticorpos pelo sistema imunológico que agridem a própria glândula. É uma doença auto-imune que provoca a diminuição da capacidade funcional da glândula.
Uma causa comum em décadas passadas, mas rara nos dias de hoje, é deficiência de iodo no organismo (necessário para a produção dos hormônios tireoideanos). Os produtores de sal são obrigados, por lei, a adicionar iodo ao produto industrializado. É uma maneira barata e simples de repor o iodo e evitar o hipotireoidismo devido à sua deficiência.
OS SINAIS E SINTOMAS
Entre os sinais e sintomas mais comuns do hipotireoidismo temos: fadiga, desânimo, movimentos lentos, discreto aumento de peso ou dificuldade para perdê-lo, sonolência diurna, intolerância ao frio, memória fraca, irregularidade menstrual (e em casos mais graves até infertilidade), dores, cãibras musculares, cabelos e pele secos, queda de cabelos, unhas fracas, prisão de ventre, depressão, irritabilidade, rosto e mãos inchados. Um grande número de pessoas apresenta sintomas 'vagos' de cansaço e desânimo. Algumas pessoas acabam atribuindo esses sinais, de forma errônea, ao avanço da idade.
O número e a intensidade dos sintomas variam conforme a duração e o grau da deficiência hormonal da tireóide. Algumas pessoas com hipotireoidismo podem não apresentar sintomas evidentes. Então o diagnóstico dever ser realizado através de exames laboratoriais de rotina.
EFEITOS PELOS DIVERSOS ÓRGÃOS DO CORPO
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO ?
O hipotireoidismo pode ser facilmente diagnosticado por meio de um exame de sangue. Os exames que ajudam no diagnóstico são: a dosagem de TSH (que é um hormônio produzido pela hipófise, e que estimula o funcionamento da tireóide), e a dosagem de hormônios tireoidianos (T4 e T3). O TSH é o mais importante dentre esses exames. Essas dosagens podem ser complementadas com a determinação dos anticorpos contra a tireóide (anti-TPO e anti-tireoglobulina), o que identifica a ocorrência da Tireoidite de Hashimoto.
COMO É O TRATAMENTO?
O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral de hormônio específico (Levotiroxina-T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã em jejum. Esse medicamento repõe o hormônio que a glândula deixou de secretar. A dosagem deve ser individualizada. É importante que o paciente receba a quantidade certa de hormônio e por isso, o acompanhamento médico é fundamental. Como para a maioria dos pacientes o hipotireoidismo é crônico, o tratamento deverá ser instituído por toda a vida.
Uma vez diagnosticado o hipotireoidismo, tomando o medicamento corretamente e fazendo consultas médicas periódicas, segue-se a vida normal.
OBS: Hormônio tireoidiano não é considerado dopping. Veja aqui os produtos considerados dopping.
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