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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Iniciando os Exercícios Físicos


Por Cris Dissat e Diogo Ribeiro
Se você está pensando em começar a se exercitar, seja por vontade própria ou por orientação médica, saiba que um dos pontos mais importantes na hora de escolher a atividade é que você goste do que está fazendo. A lista de vantagens é grande e vão da física à psicológica e quem começa se sente tão bem que é quase impossível não admitir que a vida dá uma grande virada. Não importa se for uma simples caminhada, ou uma partida de basquete, se você é adulto ou criança, o importante é praticar.
Pensando nisso, nessa terceira reportagem da série “Corra que a Obesidade Vem Ai”, convidamos o endocrinologista Josivan Lima, que faz parte do Departamento de Obesidades da SBEM, e a educadora física Renata Gavinho, formada em educação física e se especializando em reabilitação cardíaca pela Universidade Gama Filho, para dar algumas dicas de como deixar o sedentarismo de lado e incluir os exercícios físicos na rotina diária.

Primeiros Passos
Segundo os especialistas da área, as principais melhorias de quem pratica atividades físicas regulares, começam pelo controle do peso corporal; fortalecimento muscular e redução de dores nas costas; a correção postural; e o aumento da resistência física, além da circulação sanguínea, função intestinal, vesicular e sexual.
Do ponto de vista psicológico, os exercícios tem efeito antidepressivo, pois promove mais confiança, aumento da auto-estima, redução do estado de ansiedade e estresse.
Mas qual deve ser o primeiro passo?
Dr. Josivan alerta que antes de sair correndo por ai, o primeiro é passar por uma avaliação médica, com exame de rotina que inclua verificação de peso, IMC, pressão arterial, avaliação do histórico familiar de doenças, dosagens de glicemia, colesterol, entre outros. Teste ergométrico e ecocardiograma não são realizados em todos os pacientes, sendo solicitados conforme o risco cardiovascular, idade e histórico familiar. “Com base nessas informações, o médico poderá então avaliar e prescrever o tipo de exercício e a intensidade adequada para cada indivíduo”, explica o especialista.
Mesmo que todos os resultados sejam favoráveis, as atividades devem ser iniciadas com exercícios leves e de preferência aeróbicos. A professora de educação física Renata Gavinho diz que o ideal é começar com caminhada ou natação, com duração de 30 minutos à 1h, sempre tentando manter a frequência cardíaca entre 60% e 70%. “Para quem está totalmente sedentário, uma simples caminhada no quarteirão já vai fazer muita diferença, mesmo que seja uma vez por semana, isso já é o começo para dar os primeiros passos para uma vida mais saudável e despertar o interesse para outros exercícios de mais intensidade”, diz a professora.
É preciso lembrar que o corpo precisa de um tempo para se acostumar a nova rotina, e isso acontece aos poucos. A empolgação inicial é normal, principalmente quando os resultados começam a aparecer, como alerta Dr. Josivan quando fala da síndrome do excesso inicial. “Realizar a atividades em uma intensidade maior do que a prescrita ou por tempo prolongado é um erro frequente no início, isso pode levar a dores musculares e lesões, obrigando o paciente a interromper os exercícios.”
Outra dica da professora Renata é fazer um trabalho de fortalecimento muscular antes ou em conjunto com a atividade aeróbica. “O ideal é iniciar um programa de aproximadamente quatro semanas de fortalecimento muscular de forma que a parte musculoesquelética do corpo consiga desenvolver uma adaptação prévia aos esforços e impactos provocados pela corrida ou caminhada.”

Cuidados Especiais
No caso das pessoas com sobrepeso ou obesidade, os especialistas explicam que os cuidados devem ser redobrados, pois os riscos de lesão aumentam devido à sobrecarga nas articulações. A prof. Renata diz que o ideal é começar com exercícios na água, pois diminuem ou anulam o impacto. “Uma sessão de hidroginástica diminui o impacto de 70 a 90%, já a natação não tem impacto nenhum nas articulações.”
Já no caso de pessoas com diabetes, Dr. Josivan diz que é fundamental manter atenção constante ao nível de glicemia. ”O risco de hipoglicemia aumenta durante o exercício, principalmente se estiver usando insulina ou comprimidos”, diz. É importante ficar atento, também, a hipoglicemia tardia, que acontece horas após a finalização da atividade.

Se para os jovens a prática promove uma série de efeitos benéficos imaginem que já está um pouco mais maduro. As pessoas com idade acima de 50 anos ou idosas podem, e devem, se preocupar com isso também. Mas além dos cuidados gerais, é preciso ficar atento e seguir a risca àss orientações médicas.

Dr. Josivan explica que a realização de consultas médicas periódicas e respeitar os limites do corpo são dois pontos que se tornam ainda mais importantes entre as pessoas da “melhor idade”.
“Conversar com o médico sobre qualquer alteração que notar é prioridade, assim como respeitar o tempo recomendado de exercícios. O ideal são 150 minutos por semana, divididos em pelo menos três dias. Nesses casos, uma duração menor por mais dias na semana é o ideal.”
Pronto, com essas dicas em mente, tênis no pé, uma roupa leve e muita água, você está preparado para deixar o sedentarismo de lado. Agora é só praticar. E por que não aproveitar um feriado, um fim de semana ou até uma viagem para dar o pontapé inicial?
Fonte: Sbem

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cuidado com o Sedentarismo


Com o objetivo de incentivar a prática de atividade física para uma melhor qualidade de vida, a SBEM publica a segunda reportagem da série “Corra que a Obesidade Vem Ai”.

Pesquisa publicada na semana passada na revista “Lancet” afirma que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo. Segundo o estudo, um terço dos adultos não tem praticado atividades físicas suficientes e esse dado pode ser responsável por uma em cada dez mortes por doenças cardiovasculares, diabetes, câncer de mama ou colorretal.
De acordo com os pesquisadores, o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia, já que os números chegam a 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Ainda segundo os pesquisadores, uma das soluções para o sedentarismo está na criação de campanhas para alertar o público dos riscos de não praticar exercícios regularmente, ao invés de apenas lembra-los dos benefícios. Além disso, eles completam dizendo que o governo deveria ter mais participação na resolução do problema, desenvolvendo formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.



Números do Sedentarismo
A pesquisa mostrou que na América Latina e no Caribe o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças cardíacas, diabetes e câncer de mama ou colorretal. Entre os países do continente, Argentina, Brasil e República Dominicana lideram a lista dos que possuem a população mais sedentária. Já a Guatemala é o país que possui a nação mais ativa da região.
No Brasil, o sedentarismo seria a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de DM 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.
Outro dado interessante que o estudo indica é que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.
Fonte: Sbem

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Corra que a Obesidade vem aí "


Foi dada a largada!!!


Com o intuito de incentivar a prática de atividade física para uma melhor qualidade de vida, a SBEM começa – com o incentivo da realização da Maratona do Rio – uma série de reportagens com dicas para quem pretende deixar o sedentarismo de lado. A série se chama: “Corra que a obesidade vem aí”.

O objetivo é ajudar a quem está parado, com informações para iniciar uma atividade; alimentação; alongamento; e tudo mais que for necessário. A proposta também é reativar uma campanha realizada pela SBEM em 2004: “E Você?”, onde foi feita uma pesquisa entre os associados para saber quem praticava algum tipo de atividade física.

Para isso, o site da SBEM ouviu opiniões e sugestões de professores de educação física e médicos, que serão publicadas semanalmente no site da SBEM. A Comissão de Comunicação Social avisa, também, que os associados fiquem atentos aos boletins para responder a um pequeno questionário, para saber como anda a agenda da prática de exercícios entre os endocrinologistas.

Maratona do Rio e o Diabetes

Recentemente, o Rio de Janeiro parou para acompanhar a Maratona do Rio. Nem a chuva e o tempo frio na cidade afastou os 21 mil participantes, um record de público em inscrições. O percurso foi de 42 km para a Maratona; 21 km na Meia Maratona; e 6 km na Family Run.





Foi na Family Run onde foi registrado um bom número de pacientes diabéticos. O Diabest e a NewRunner Brasil, com o apoio da Uaderj (União das Associações de Diabéticos do Rio de Janeiro) e da Sociedade Brasileira de Diabetes, que integra um dos Departamentos Científicos da SBEM, entre outras entidades, prestaram suporte gratuito para os portadores de diabetes. A iniciativa foi chamada de Equipe D+.

Durante toda a manhã da Maratona, uma área para orientar e monitorar os pacientes foi montada próximo da largada. Ao longo do percurso também estavam orientadores que estavam atentos para qualquer necessidade dos pacientes diabéticos.

A preparadora física, Esther Pinto, do Diabest, foi uma das promotoras do grupo com diabetes e mencionou a mobilização em torno do evento. No ponto de encontro, pacientes tinham a glicemia monitorada, tinham a possibilidade de fazer alongamento, sem falar no lanche saudável oferecido em uma das tendas. “Ficamos no melhor lugar, bem próximo à linha de chegada, e com isso foi até difícil acomodar todos embaixo das tendas na hora da chuva”, explicou Esther.

Para a Dra. Solange Travassos, da UADERJ e membro da SBD, a Maratona é um incentivo incrível para quem tem vontade de iniciar uma atividade física, mas precisa de motivação. Ela mencionou o ótimo clima que existe em provas assim. “Acompanhamos os índices de glicemia do grupo e os números estavam ótimos”, mencionou a médica.

Fonte: Abeso

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vigitel 2011: Confira a entrevista da Dra. Renata Antonialli ao site do G1.com a repeito do Diabetes

Ontem a Dra. Renata Antonialli concedeu uma entrevista ao site G1.com a respeito de crescimento de diabetes no Brasil, conforme o último levantamento do Vigitel e também sobre os aspectos da doença.


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Pesquisa revela que 5,8% dos adultos de Campo Grande tem diabetes tipo 2


Dado equivale a 23,5 mil moradores campo-grandenses com a doença.
Índice é pouco maior que a média nacional (5,6%), segundo ministério.
Campo Grande tem 5,8% da população adulta e idosa com diabetes tipo 2, de acordo com dados divulgados nessa quarta-feira (9) pelo Ministério da Saúde. Considerando o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual indica que há 23,5 mil moradores da capital sul-mato-grossense maiores de 20 anos com a doença, já que a população total dessa faixa é de 405,2 mil.

Dados sobre a diabetes são referentes a 2011 e foram levantados pela pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações em Campo Grande e outras 25 capitais brasileiras, além do Distrito Federal.

O levantamento aponta que 7,1% das mulheres e 4,4% dos homens campo-grandenses têm a doença, de acordo com o Ministério da Saúde. Levando em conta o Censo 2010, os índices mostram que o diabetes atinge 15,1 mil adultos do sexo feminino e 8,4 mil do sexo masculino.

No geral, Campo Grande está pouco acima do índice nacional de adultos com diabetes, que é de 5,6%. Entretanto, quando o foco muda para os gêneros, as disparidades ficam maiores (5,2% dos homens e 6% das mulheres brasileiras têm a doença).

A doença

A médica endocrinologista Renata Antonialli explicou ao G1 que o diabetes é uma doença em que há aumento de glicemia (açúcar no sangue). Pode ocorrer porque o pâncreas não produz insulina suficiente ou pelo fato desta não atuar de maneira adequada no organismo para reduzir a glicemia.

O tipo 2 é o mais frequente e, segundo Renata Antonialli, está relacionado principalmente à obesidade e hipertensão. “Nos últimos anos, aumentou o número de diabéticos devido à dietas inadequadas, falta de atividade física e estresse, fatores que favorecem a obesidade”, disse a endocrinologista.
De acordo com a médica, os principais sintomas de pessoas portadoras de diabetes são: muita sede, urina em excesso, perda de peso sem explicação e fome excessiva.

Basicamente, o principal método para constatar a doença é pela medição da glicemia. Segundo a endocrinologista, uma pessoa saudável deve ter taxa de açúcar no sangue menor que 100 mg/dL quando em jejum mínimo de 8 horas.

“Entre 100 e 125 mg/dL [em jejum], o paciente tem que investigar, pois pode ter a doença. Acima disso, é diabético com certeza”, alertou Renata Antonialli. Para um diagnóstico preciso, a orientação é que a pessoa procure um médico para realização de exames clínico e laboratorial.

Fonte: G1.com

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pesquisa aponta que diabetes é maior em mulheres

Em homens o percentual subiu de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Ministério da Saúde quer fortalecer políticas de combate às doenças crônicas não transmissíveis.

Dados inéditos da pesquisa Vigitel 2011 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostram que a tendência de diabetes está crescendo no Brasil. Em homens, o percentual subiu de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Apesar do aumento, a prevalência de homens que informam  ter a doença continua sendo inferior a das mulheres (6%). Os números foram divulgados, nesta quarta-feira (9), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o Fórum Pan-Americano de Ação contra as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), que ocorre em Brasília.


O levantamento, que coletou dados nas 26 capitais e no Distrito Federal, revela que 5,6% da população declaram ter a doença. O estudo mostra ainda que o diagnóstico de diabetes é mais comum em pessoas que estudam menos: 3,7% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos, enquanto 7,5% dos que tem até oito anos de escolaridade dizem ter a doença. Uma diferença de mais de 50%. Para o ministro Alexandre Padilha, os dados comprovam a importância de trabalhar cada vez mais na prevenção e ampliar o acesso à informação. “É de extrema importância o fortalecimento de ações de prevenção e melhoria na qualidade da educação, além da expansão do diagnóstico e do oferecimento de medicamentos gratuitos”, analisou o ministro.
O autorrelato de diabetes também aumenta com a idade da população. O diabetes atinge 21,6% dos idosos (maiores de 65 anos), índice bem maior do que entre a faixa etária de 18 a 24 anos (0,6%).
 A capital com maior percentual de diabéticos foi Fortaleza (7,3%), seguido de Vitória (7,1%) e Porto Alegre (6,3%). Os menores índices estão em Palmas (2,7%), Goiânia (4,1%) e Manaus (4,2%).
Os percentuais crescentes de diabetes no país podem estar relacionados ao aumento da obesidade e do excesso de peso, principais fatores de risco para a doença. Contribui, ainda, o aumento da população idosa e o aumento do diagnóstico da atenção básica de saúde. Segundo o Vigitel 2011, no período de 2006 a 2011, houve um crescimento de 28% na prevalência de obesidade no Brasil. Nos homens, o percentual de excesso de peso passou de 47,2% para 52,6% nos últimos seis anos.
A pesquisa também aponta que 22,7% da população adulta brasileira são hipertensos. O diagnóstico em mulheres (25,4%) é mais comum do que em homens (19,5%) e também é preocupante entre os mais velhos, chegando a 59,7% em pessoas com mais de 65 anos.

INTERNAÇÕES E ÓBITOS: Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações por  diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou em 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 hospitalizações para 145.869. Entretanto, houve queda na comparação com 2010, quando foram registradas 148.452 internações.
Em 2009, o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, notificou 52.104 mortes por diabetes no país. Em 2010, este número subiu para 54.542. Apesar do aumento, observa-se uma desaceleração nos últimos três anos. Entre 2005 e 2007, o percentual de aumento foi de 16% e, entre 2008 e 2010, o número caiu para 7,5%.
ACESSO A MEDICAMENTOS: O programa Saúde Não Tem Preço tem promovido a ampliação da rede Aqui Tem Farmácia Popular, disponibilizando medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes nas farmácias credenciadas desde fevereiro de 2011. No último ano, houve aumento de 84% no número dos diabéticos atendidos na rede Aqui Tem Farmácia Popular, passando de 586.898 (abril/2011) para 1.078.280 (abril/2012). A oferta de medicamentos gratuitos é resultado de um acordo entre o Ministério da Saúde e entidades da indústria e do comércio.
O orçamento do Ministério da Saúde para medicamentos mais do que dobrou de 2003 para 2010 – correspondia a 5,8% do  orçamento da pasta em 2003 e passou para 12,5% a partir de 2010. Em 2012, o valor para compra desses produtos chega a R$ 7,7 bilhões.
COMBATE ÀS DCNT: Para prevenir e reduzir as mortes prematuras por DCNT (diabetes, câncer, hipertensão e outras doenças do aparelho circulatório e respiratório) - responsáveis por 72% das causas de morte em todo o país, o Ministério da Saúde elaborou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, com metas até 2022. Lançado em 2011, o plano prevê a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças a partir da melhoria de indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Entre as ações desenvolvidas, está o Programa Academia da Saúde, que disponibiliza polos para o desenvolvimento de atividades físicas com orientação profissional, além de atividades de segurança alimentar e nutricional e de educação alimentar. Dos 4 mil polos previstos para construção até 2014, 2.007 já foram habilitados.
Para melhorar a dieta do brasileiro, o Ministério da Saúde e indústria alimentícia firmaram o compromisso de reduzir, gradualmente, o uso do sódio em 16 categorias de alimentos até o ano de 2014, com aprofundamento das medidas até 2016. Na lista estão, entre outros, batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos recheados. O sódio está presente no sal de cozinha e seu consumo excessivo está associado a uma série de doenças crônicas, como hipertensão arterial, problemas cardiovasculares, distúrbios renais e cânceres.
O Plano de Ações Estratégicas também prevê o fortalecimento do Programa Saúde na Escola, voltado para a promoção da saúde de crianças e adolescentes. Em março deste ano, o Ministério da Saúde realizou a primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola. Foram realizadas ações de promoção à saúde, prevenção e controle da obesidade em 2.495 escolas públicas que aderiram ao programa este ano. A iniciativa envolveu 11 milhões de alunos com idade entre 5 a 19 anos. O tema de trabalho prioritário foi Prevenção da obesidade na infância e na adolescência.

FÓRUM: O Brasil é sede da 1ª Reunião do Fórum Pan-Americano de Ação contra as Doenças Crônicas que ocorre entre os dias 8 e 9 de maio. O evento pretende expandir o debate sobre as ações de prevenção e combate às doenças crônicas aos representantes da sociedade civil - associações de profissionais da saúde e de portadores, ONGs, indústrias e universidades. O resultado desse trabalho orientará as ações intra e intersetoriais na resposta às DCNTs.

Abaixo, seguem os alguns dados do Vigitel, com destaque para a nossa região de Campo Grande:





Fonte: Portal da Saúde

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Números da Obesidade no Brasil


Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. Segundo o estudo, 42,7% da população estavam acima do peso no ano de 2006. Em 2011, esse número passou para 48,5%. O levantamento é da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

De acordo com a Dra. Rosana Radominski, presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, os novos resultados não são novidade, se comparados com os de 2010. “O dado agravante é o aumento de mais de 0,5% do excesso de peso e da obesidade em um ano. Isso é alarmante, se formos extrapolar os dados para os próximos dez anos”, alerta a especialista.

O estudo também revelou que o sobrepeso é maior entre os homens. 52,6% deles estão acima do peso ideal. Entre as mulheres, esse valor é de 44,7%. A pesquisa também diz que o excesso de peso nos homens começa na juventude: na idade de 18 a 24 anos, 29,4% já estão acima do peso; entre 25 e 34 anos são 55%; e  entre 34 e 65 anos esse número sobe para 63%.

Já entre as mulheres, 25,4% apresentam sobrepeso entre 18 e 24 anos; 39,9% entre 25 e 34 anos; e, entre 45 e 54 anos, o valor mais que dobra, se comparando com a juventude, passando para 55,9%. De acordo com Dra. Rosana, as mulheres por natureza têm maior adiposidade e menor massa muscular do que os homens e estas alterações são hormônio - dependente (estrogênios x testosterona). Já os homens têm maior tendência à adiposidade visceral (gordura abdominal), mesmo quando em sobrepeso. “Isto é tão ou mais preocupante que o aumento de peso nas mulheres, já que é fato a relação da obesidade visceral e doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e alta mortalidade”, alerta a médica. A especialista ainda cita dos prejuízos que esse aumento pode representar para saúde de um modo geral e para a qualidade de vida da população. “No Brasil não existem dados concretos publicados sobre os custos diretos e indiretos relacionados à obesidade e suas complicações, mas tomando como exemplo o que acontece em países como os Estados Unidos, estes custos que já são altíssimos, e tendem a ficar ainda maiores”, explica.
Dra. Rosana comenta também que o governo brasileiro está começando a se preocupar com essa questão, tanto que em março foi divulgado um programa de combate e prevenção às doenças crônicas e um projeto para prevenção de obesidade. “Esperamos que estes programas tenham continuidade e sejam duradouros, porque os resultados levam anos para aparecer. Nos Estados Unidos, campanhas contra obesidade infantil que foram iniciadas há cinco anos, só começam a dar tímidos resultados agora”, explica endocrinologista.

A Alimentação do Brasileiro
A pesquisa do Ministério da Saúde revela também que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente, tornando esse fator um dos principais responsáveis do excesso de peso e da obesidade no Brasil. Além disso, 29,8% dos brasileiros consumem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingerem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.
“Os hábitos alimentares do brasileiro não mudam, comemos poucas frutas e verduras desde sempre. Nós não estamos comendo menos frutas e vegetais hoje do que há anos atrás. Da mesma forma que a carne gordurosa é a preferência nacional há muito tempo. O que tem mudado ao longo dos anos é o aumento do consumo de alimentos refinados, industrializados e produtos "prontos" para uso com alto teor calórico”, diz a Dra. Rosana.
O levantamento mostra, também, que apesar de "comerem mal", os homens se exercitam mais do que as mulheres: 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade e entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.

De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.
“Apesar dos números, o sedentarismo no Brasil não diminuiu muito, se analisarmos os dados anteriores fica difícil essa conclusão. O fato dos homens usarem seu tempo de lazer fazendo atividade física também é cultural, isso não quer dizer que façam exercícios regularmente. A atividade física é igual entre os sexos, mas o tempo na frente da TV é maior entre os homens. As mulheres com maior escolaridade são as mais conscientes dos problemas relacionados ao peso e procuram fazer atividades programadas”, conclui a especialista.

Os Números nas Capitais
Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Já na lista das capitais que possuem o menor índice de pessoas com sobrepeso estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%). São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.

Já a capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).
Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%, no Rio de Janeiro é percentual é de 16,5% e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.
Fonte: Sbem

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Coca-Cola Tem a Ver com Saúde?

Parceria entre governo e Coca-Cola, em campanha contra obesidade, gera polêmica


Sempre se ouviu dizer que Coca-Cola engorda. Por conta disso, está havendo uma polêmica em torno de uma parceria do governo federal com essa marca de refrigerantes em projeto contra a obesidade.

Intitulado Emagrece
Brasil, o projeto, liderado por duas revistas da editora Abril, conta com o apoio dos ministérios da Saúde, dos Esportes e da Educação e tem a Coca-Cola como principal patrocinadora.

De acordo com o hotsite da campanha, o objetivo é fazer uma revolução no combate ao excesso de peso e ao sedentarismo e reunir o maior número de pessoas dispostas a melhorar seus hábitos para conquistar um peso adequado, ganhando saúde e disposição por meio de uma alimentação equilibrada e da prática de atividade física.

Mas onde a Coca-Cola entraria nisso? Segundo parte da resposta da famosa marca de bebidas (leia a íntegra no final deste texto), a quantidade de açúcar e calorias dos refrigerantes é, aproximadamente, a mesma encontrada em diversos sucos de fruta. Além disso, eles “podem contribuir também para a demanda de carboidrato, combustível que fornece energia necessária às atividades diárias”.

No entanto, para Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), “tal iniciativa é emblemática do crescente assédio da indústria de alimentos calóricos, ricos em açúcar e gordura e pouco nutritivos, às autoridades de saúde em todo o mundo”.

Segundo o professor da USP, a finalidade dessa aproximação, por meio de patrocínio a ações de fundações, entidades e governos, é ganhar aliados contra projetos de lei que têm sido realizados para sobretaxar esses tipos de alimentos e bebidas em países da Europa e nos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia, o apoio de fábricas de chocolates e de outros produtos nada saudáveis a entidades dedicadas ao bem-estar infantil (como a Save The Children e a Associação Americana de Diabetes) tem sido muito criticado em diversos artigos publicados em revistas especializadas do mundo inteiro.

Dados oficiais evidenciam que, no Brasil, 44,3% das mulheres estão acima do peso. Entre os homens, a taxa já chegou a mais da metade (52,1%).

Na opinião de Carlos Augusto Monteiro, o Ministério da Saúde deveria incentivar os produtores de alimentos saudáveis, como frutas e verduras, e pressionar áreas do governo para elevar alíquotas de impostos a fabricantes como a Coca-Cola, entre outros.

A resposta da Coca-Cola

Sobre toda essa polêmica, a Cola-Cola se pronunciou, respondendo:

“A Coca-Cola Brasil não concorda que os refrigerantes estejam ligados à obesidade. Refrigerantes podem fazer parte de um estilo de vida saudável – que inclua uma variedade de alimentos, além de atividade física – mas não devem ser a única fonte de hidratação. Eles ajudam a matar a sede e a suprir, no organismo, a dose diária de líquidos. Podem contribuir também para satisfazer a demanda de carboidrato, combustível que fornece a energia necessária às atividades diárias.

A boa saúde depende do equilíbrio entre as calorias consumidas e o que queimamos por meio da atividade física. Este equilíbrio varia de pessoa para pessoa. A quantidade de açúcar e calorias dos refrigerantes, suficiente para realçar o sabor da bebida, é aproximadamente a mesma encontrada em diversos sucos de fruta. Sucos como de maçã, laranja e uva podem conter mais açúcar ou a mesma quantidade que os refrigerantes. Algumas frutas como a banana são também ricas em açúcar. Açúcar provém da cana e é um nutriente energético. Portanto, tem valor nutritivo. A não ser quando ingerido em excesso (como qualquer outro nutriente) o consumo de açúcar não traz qualquer inconveniente à saúde. Pessoas que não podem ou não querem ingerir açúcar, nos refrigerantes, podem optar pelos refrigerantes dietéticos ou de baixa caloria”.

Fonte: Abeso