Bem vindos ao blog Endocrinologia em Pauta! Nele você encontrará um conteúdo fidedigno, atualizado, notícias e curiosidades para as pessoas que se interessam pos assuntos relacionados à Endocrinologia, Nutrição e Saúde em geral.


domingo, 30 de outubro de 2011

Vacina Contra a Gripe Atua Menos em Obesos


Eficácia da vacina contra a gripe é reduzida em obesos, revela pesquisa dos EUA.




A Dra. Melinda Beck e demais pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que a obesidade diminui a eficácia da vacina sazonal contra a gripe.


Em 2009, por ocasião da epidemia do vírus H1N1, quando se verificou que pessoas obesas apresentavam menor imunidade, a suspeita já havia sido levantada. A confirmação veio agora, com a descoberta do mecanismo que reduz a eficácia da vacina.

De acordo com o estudo, em comparação com pessoas de peso saudável, os níveis de anticorpos da vacina contra a gripe caíam bastante em indivíduos obesos ou com sobrepeso. Os cientistas descobriram que a semelhança entre os níveis de anticorpos em todos os indivíduos, independente do peso de cada um, se dava apenas até cerca de um mês depois de terem sido vacinados contra a gripe. Em seguida, diminuíam significativamente.

Outra descoberta se deu em relação às respostas das células T CD8+ (tipo de célula sanguínea que desempenha importante papel no sistema imunológico), que se evidenciaram com defeito em pessoas obesas. A Proteína como parte do mecanismo de redução da eficácia da vacina em obesos, o estudo concluiu que a proteína interferon lâmbda, contida nas células T CD8+ e que atua contra as infecções, continuavam em atividade em 75% das pessoas com peso saudável. No entanto, só atuavam em25% dos obesos. 

Também verificou-se, após 11 meses da vacinação, um decréscimo de quatro vezes nos níveis de anticorpos em cerca de 50% dos participantes com obesidade. Por outro lado, nos que apresentavam peso saudável, o mesmo índice foi de 25%.

O estudo foi publicado no International Journal of Obesity
Fonte: Abeso

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Anorexígenos: Juiz Nega Pedido do CFM

Justiça Federal nega pedido do CFM para liberação da venda de anorexígenos


O pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) para liberar a venda de anorexígenos foi negado pelo juiz Novély da Silva Reis, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal. O CFM havia entrado com Ação Civil Pública contra a medida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que resolveu retirar do mercado brasileiro as substâncias femproporex, anfepramona e mazindol.

Segundo o CFM, - que ainda poderá recorrer ao Tribunal Regional da 1ª Região - os anorexígenos, proibidos no último dia 4 de outubro pela Anvisa, são substâncias usadas no auxílio do tratamento contra a obesidade e a Nota Técnica da Agência para a retirada desses medicamentos foi combatida expressamente pela classe médica.

Dessa forma, o CFM argumenta que a Anvisa quer tutelar uma matéria sem fundamento técnico, cerceando os direitos dos pacientes e a autonomia dos médicos na utilização de medicamentos eficazes, há 30 anos no mercado.

O CFM afirma que o uso indevido de medicamentos é uma questão ligada ao controle e à fiscalização de sua prescrição, não dizendo respeito especificamente aos anorexígenos. 

Assim, o Conselho é favorável ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar o uso de medicamentos.

O prazo dado pela Anvisa para a retirada dos anorexígenoss do mercado foi de dois meses.


Fonte: Abeso

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Começa hoje o Congresso Brasileiro de Diabetes 2011

Prezados Pacientes,

Começa hoje o Congresso Brasileiro de Diabetes. Portanto, só retornarei na semana que vem às atividades no consultório, trazendo as últimas novidades dos estudos na área da Diabetologia.

Att.
Renata Antonialli




Fonte: Congresso Brasileiro de Diabetes

terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de Outubro - Dia do Médico


Parabéns a todos os colegas de profissão, que lutam todos os dias para promover saúde e bem estar, curar feridas, aliviar sofrimentos e trazer sorrisos!!

Médicos de homens e de almas...


Parabéns a todos os Médicos pelo seu dia!




Att.
Renata Antonialli

domingo, 16 de outubro de 2011

Recomendações provisórias da SBD sobre o uso da Pioglitazona


Após as recentes publicações mostrando uma leve associação entre o uso prolongado da Pioglitazona e o câncer de bexiga, a agência regulatória da França determinou a suspensão da sua comercialização naquele país e a da Alemanha recomendou que esta droga não seja mais iniciada em novos tratamentos. 

No entanto, as agências centrais dos EUA (FDA) e da Europa (EMA) posicionaram-se de forma mais branda, mantendo a Pioglitazona no mercado, mas exigindo novas inserções nas bulas, contendo alertas sobre o problema e propondo mudanças na sua prescrição. A conclusão das agências regulatórias centrais foi de que o risco realmente existe, mas é baixo, e incapaz de eliminar a relação custo-benefício da droga nos pacientes com DM2 que dela se beneficiam.

O potencial carcinogênico das glitazonas foi aventado já na fase de desenvolvimento destas drogas, com evidências de mitogenicidade no fígado, epitélio urogenital e mucosa colônica de ratos. Esses fenômenos foram atribuídos à presença do receptor nuclear PPAR-y nestes tecidos e à resposta proliferativa causada por sua ativação, induzida pelas glitazonas.O risco de câncer da bexiga associado ao uso da Pioglitazona está sob revisão pela EMA desde sua autorização comercial, em 2000. A Takeda, detentora da patente, vem desenvolvendo estudos epidemiológicos pós-comercialização nesse sentido, a pedido dos órgãos regulatórios, junto a uma grande prestadora de saúde norte-americana (Kaiser Permanente).

As evidências recentes surgiram de um estudo epidemiológico retrospectivo de 3 anos, conduzido pelo Instituto Estatal de Seguro-Saúde da França - a pedido da  Agência Francesa de Medicamentos - em 155 mil pacientes diabéticos tomando Pioglitazona e 1,3 milhão não a tomando. Revelou-se um risco significativo [1,22 (1,05 – 1,43)] de câncer vesical nos expostos à Pioglitazona, sendo o maior risco [1,75 (1,22 – 2,50)] nos com exposição acumulada maior que 28 gramas da droga. Na seqüência, foi publicada no Diabetes Care (Abril 2011 34:923-9) uma análise interina programada do estudo em andamento na Kaiser Permanente, envolvendo 193.000 pacientes. Revelou-se uma tendência não significativa de aumento do risco [1,2 (0,9 – 1,5)] na coorte total, porém significativa (embora de pequena monta) nos pacientes sob tratamento por 2 anos ou mais. Um estudo epidemiológico na Alemanha mostrou dados semelhantes. O risco relativo de câncer de bexiga destes 3 estudos combinados foi pequeno mas significativo, variando de 1,12 a 1,33. Todos os estudos mostraram aumento particular do risco com doses cumulativas mais altas ou tratamentos mais prolongados.

As novas recomendações para prescrição incluíram o veto ao seu uso em pacientes com antecedente ou diagnóstico de câncer de bexiga, a monitorização da presença de sintomas vesicais ou hematúria durante as consultas de rotina, e a interrupção da droga a qualquer sinal clínico de problemas vesicais, ou quando houver perda da relação segurança-eficácia, a ser avaliada em cada consulta. 

No Brasil, a ANVISA acompanhou estas diretrizes.A Sociedade Brasileira de Diabetes, através da sua diretoria, acata as diretrizes das agências regulatórias e recomenda, até que seja produzido um novo posicionamento oficial, que o rastreamento do câncer de bexiga seja realizado mais pro ativamente nos pacientes em uso de Pioglitazona ou nos que irão iniciá-la, incluindo exame semestral do sedimento urinário e ultrasonografia pélvica anual.

Fonte: SBD

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

No Dia de Prevenção da Obesidade (11 de Outubro), presidente da ABESO faz balanço sobre o assunto.

Obesidade: É Melhor Prevenir
Por Beth Santos
O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, comemorado ontem, 11 de outubro, foi criado pela Lei n° 11.721, assinada em junho de 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo foi o de conscientizar a população sobre a importância da prevenção do problema que vem alcançando, nos últimos anos, proporções epidêmicas no Brasil e no mundo.

Para marcar a data, o site da ABESO ouviu a presidente da entidade, Dra. Rosana Radominski, sobre o assunto:
1) Trace um quadro geral sobre a obesidade no Brasil atual. O que é importante destacar?
- O excesso de peso e a obesidade têm aumentado de forma epidêmica no Brasil. Atualmente 50% da população adulta têm sobrepeso e mais de 15%, obesidade. Entre as crianças a prevalência de obesidade também cresce, principalmente na faixa etária entre os 5 e 9 anos.
2) Dentro desse quadro, o que o governo vem conseguindo fazer no sentido de melhorá-lo e onde estão as maiores lacunas, os maiores problemas?
 - O governo está fazendo um grande projeto para combater o crescimento desta epidemia, que provavelmente deve ser lançado em março. Nas ações programadas entrarão vários ministérios, sob o comando dos MDS e MS.
Ainda não há nada de concreto implantado. 

3) Que medidas as sociedades médicas e os especialistas na área vem conseguindo implementar? Quais os ganhos e perdas?
- A Sociedade Médica de uma forma geral tem procurado esclarecer a população de que a obesidade é doença e tratar o obeso da melhor forma possível. As orientações para prevenção da obesidade infantil, melhorar a alimentação e o incentivo à atividade física fazem parte do dia a dia. No entanto, a prática médica está sendo cerceada por medidas como a recentemente tomada em relação aos medicamentos antiobesidade. 
 4) O que é mais importante fazer daqui pra frente, pelo governo e pelos médicos?
- O governo tem que assegurar que o Plano de Combate à Obesidade realmente funcione e que possa ser mantido, independente das mudanças políticas no Estado. Nós, médicos, devemos continuar lutando para podermos tratar o paciente da melhor forma possível.

O Que É

A obesidade, como sabemos, é uma doença cuja característica principal está no acúmulo de gordura corporal acima de padrões determinados. É considerado obeso quem tiver o Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 30. Pessoas com IMC acima de 25, no entanto, já entraram na faixa de risco, sendo consideradas portadoras de sobrepeso.  Nesse caso, procurar ajuda médica é indispensável.

Os especialistas afirmam que a obesidade é uma doença complexa, que pode ser causada por diversos fatores: genéticos, nutricionais (alimentação inadequada), fisiológicos, psiquiátricos (quando, por exemplo, a ansiedade leva a comer compulsivamente), comportamentais (sedentarismo) e ambientais. Os chamados fatores secundários referem-se a causas psicológicas, como baixa autoestima.

Atividade Física e Dieta Saudável

A prevenção do ganho excessivo de peso – sobrepeso ou obesidade – começa na conscientização da importância, no dia a dia, da prática de atividade física e da adoção de bons hábitos alimentares. Ou seja, o sedentarismo e a alimentação inadequada devem ser evitados em todas as faixas etárias.

É considerada uma dieta adequada a que inclui, diariamente, frutas, legumes e verduras, carnes magras, água e sucos de frutas (no lugar de refrigerantes), poucas frituras, consumo moderado de doces e alimentos com altos teores de açúcar, e que evite alimentos gordurosos. Os carboidratos (massas, pães, arroz etc) e o sal também devem ser consumidos de maneira equilibrada.
 Fonte: Abeso

sábado, 8 de outubro de 2011

O legado de Steve Jobs para a Medicina



Legado de Steve Jobs vai viver na área da saúde


Uso médico móvel cresce 45 por cento 
06 de outubro de 2011 | Mike Miliard


Foto cedida por Jorge Quinteros via Wikimedia Commons


 

É difícil não exagerar  o impacto que  Steve Jobs,  morto quarta-feira aos 56 anos, teve em tecnologia nos últimos 30 anos. Em hardware, software, comunicação e design, as contribuições da Apple foram incalculáveis também na saúde. As reações na noite de ontem - com muitas participações -  sem dúvidas, foram feitas usando as telas do iPhone ou digitado em MacBook Pros - atestanto  as realizações de longo alcance de um homem que muitos têm comparado a um moderno Thomas Edison. 

"Ele mudou a forma como cada um de nós vê o mundo", disse o presidente Obama. O diretor do Departamento de Tecnologia, Aneesh Chopra,  chamou Jobs "um verdadeiro visionário."
"De certa forma, sua morte parece barganha faustiana - revolucionar o mundo com produtos além da nossa imaginação, em seguida, morrer muito jovem", escreveu John Halamka Md, CEO do  Beth Israel Deaconess Medical Center.


Chilmark analista de Pesquisa de John Moore disse:: Jobs "queria tornar os computadores realmente divertidos de usar." Essa é a chave. Desde o início, a Apple tem feito produtos para  as pessoas sentirem que precisava possuir - muito legal,  divertido e extremamente útil. 


E isso é a grande razão por que, em apenas três anos, o iPhone e do IPAD - e as dezenas de outros smartphones e tablets  que se seguiram, passarem a ser usados  nos   pontos de "cuidados médicos" ( point of care), em vários hospitais e consultórios médicos.
Ainda esta semana, no lançamento do novo iPhone 4S, CEO da Apple, Tim Cook disse que "80 por cento dos hospitais de topo em os EUA agora estão testando ou já usam  o iPad" - usando o dispositivo "para acessar os registros dos pacientes, os exames médicos,
imagens e para administrar cuidados de cabeceira. " 


Em um setor de saúde que levou décadas para digitalizar e se tornarem  comparáveis a outras indústrias, dispositivos móveis da Apple alcançaram números impressionantes. O interesse dos prestadores de cuidados médicos é imensa.
(Leia  histórias  do uso dos dispositivos em cuidados médicos, em healthcareitnews.com. Os três mais populares, até agora em 2011 são todos sobre o IPAD.) 


As inovações falam por si. Muitos registros de saúde por via eletrônica foram desenvolvidos para o  acesso com  iPhone ou iPad. Há também um número crescente de iPad nativos com  EHRs. Os dispositivos provaram o seu valor a partir do get-go, quando se trata de telessaúde - e o novo iPhone 4S (com sua câmera de 8 megapixels e recursos de vídeo HD 1080p) parece ser ainda mais adequada para diagnósticos remotos em tempo reais em serviços de  emergências.
A galáxia de auto-monitorização  e diversos outros aplicativos mHealth na App Store da Apple têm ajudado a trazer uma nova era na saúde pessoal. 


E, surpreendentemente, muitas dessas inovações estão em vários locais,  a maioria dos quais sendo usados de uma maneira  nunca imaginada. É comum dizer - e com razão - que na  saúde sistemas de TI devem ser implantados com cuidado, com muita participação  de médicos, enfermeiros e outros prestadores de cuidados. 


Mas Jobs, o visionário, tomou o caminho inverso.
Como ele disse na frase que ficou  famosa: "Não é  trabalho dos consumidores  saberem o que eles querem."



Aplicativos Médicos para IPAD

3D 4 iPad Image [inglês]
Medicamentos de A a Z [português]
Psicofármacos Free [português]
Eye chart pro [inglês]
Genéricos BR [português]
Miniatlas sistema musculoesquelético [português]
3M Littman SoundBuilder [inglês]
Medscape [inglês]
Calculate [inglês]
Junior animed atlas oh human anatomy and physiology [inglês]
Miniatlas urologia [português]
Body scientific charts and books [inglês]
Xr.ay [inglês]
BMJ – British Medical Journal [inglês]
eKnowledge – Diabetes lectures clinical [inglês]
Skyscape medical resources [inglês]
PudMed On tap lite [inglês]
Cardiovascular medicine [inglês]
iSurf BrainView [inglês]
Pediatrics [inglês]
TOP 20 Apps pagos
Bulário digital – US$5,99 [português]
Medicamentos de A à Z – US$24,99 [português]
Exames laboratoriais HD – US$1,99 [português]
PubMed on Tap – US$2,99 [inglês]
Bulas – US$4,99 [português]
Medmath Medical Calculator – US$4,99 [inglês]
Medical Lab tests – US$2,99 [inglês]
Muscle Trigger Point – US$2,99 [inglês]
Eponyms – US$1,99 [inglês]
Medquations Medical Calculator – US$4,99 [inglês]
Dermatomes – US$0,99 [inglês]
MedCalc Pro – US$4,99 [inglês]
Neuro Toolkit – US$2,99 [inglês]
STAT Growcharts – US$7,99 [inglês]
Infuse – US$0,99 [inglês]
The Merk Manual – Professional edition – US$34,99 [inglês]
Biostats Calculator – US$9,99 [inglês]
Heart Pro – US$17,99 [inglês]
DentALL Protese – US$3,99 [inglês]
Psicofármacos – US$69,99 [português]

Fonte: SBD

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Jornal Nacional: Reportagens que valem a pena conferir!

Na edição de ontem (04/10/11) do Jornal Nacional, foram mostradas duas matérias bem informativas. Uma foi sobre a proibição da comercialização dos anorexígenos anfetamínicos (Anfepramona, Femproporex e Mazindol), por parte da Anvisa, no mercado brasileiro - a qual já havia postado anteriormente no Blog.

Já a outra reportagem exibida logo em seguida, foi sobre o uso do Liraglutide (Victoza) em pacientes obesos NÃO diabéticos - prática condenada tanto pelo laboratório, quanto pela Anvisa e pelos especialistas - até que os estudos clínicos de segurança e eficácia sejam concluídos e a medicação seja liberada para esse uso.

Vale a pena conferir as reportagens!!

Para ver a reposrtagem sobre a proibição dos anorexígenos anfetamínicos, clique aqui
Para ver a reportagem a respeito do Victoza, clique aqui

Att.
Renata Antonialli

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DECISÃO DOS EMAGRECEDORES: Anvisa retira Anfepramona, Femproporex e Mazindol do mercado brasileiro

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta terça-feira, em Brasília, pela retirada do mercado brasileiro dos medicamentos anorexígenos (anfepramona, femproporex e manzidol). A sibutramina, por sua vez, será mantida, mas deverá ser vendida com maior rigor em sua prescrição. Ainda, segundo a agência, haverá prazo para que as substâncias saiam do mercado. 

De acordo com o Dr. Ricardo Meirelles, presidente da Comissão de Comunicação Social da SBEM,a Sociedade é contra a retirada de qualquer um destas medicamentos neste momento. "Existem, atualmente, poucas alternativas de tratamento da obesidade, que é uma doença grave que necessita de avaliação caso a caso. Dessa forma, retirar recursos terapêuticos apenas prejudica o tratamento de pacientes que precisam perder peso", afirmou. 

Em relação ao aumento do controle da sibutramina, o endocrinologista acredita que também pode ser prejudicial no tratamento da obesidade. "A informação que tive é que a complexidade será grande e que tanto o paciente, quanto o médico, deveriam assinar um termo de consentimento, o que não faz o menor sentido. É importante, sim, que os especialistas que prescrevem o medicamento saibam respeitar todas as contra indicações", disse.

Para o Dr. Ricardo, a manutenção da sibutramina é fruto de um trabalho de esclarecimento e informação sobre os reais benefícios e riscos dos medicamentos.

Problemas Técnicos
 
De acordo com a Agência, a reunião estaria sendo transmitida em tempo real, através de seu site, mas a equipe de reportagem da SBEM não conseguiu conexão em nenhum momento através do link fornecido pela Agência. A Anvisa chegou a informar, através de seu Twitter, que o site estaria passando por problemas técnicos. 

Fonte: Sbem

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nutrição Esportiva - entrevista com a Dra. Renata Antonialli

Durante um evento sobre novos suplementos alimentares, com a palestrante Karina Ruiz, promovido pela Relvafarma em Campo Grande, a Dra Renata Antonialli falou sobre Nutrição Esportiva e a importância do uso desses suplementos no desempenho dos pacientes.

Reveja a entrevista que foi exibida no programa "Festas e Eventos TV" :




Reunião pública analisa inibidores de apetite

A Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) analisará e votará essa semana o Relatório Integrado sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite. O tema será discutido durante a 10ª Reunião Pública da Dicol, marcada para terça-feira (04/10) às 8h30, na sede da Anvisa.

No último mês de agosto, o Diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, anunciou que a análise e decisão final da Anvisa sobre os inibidores de apetite seria realizada durante reunião pública. A intenção dos diretores é mostrar a transparência do processo de tomada de decisão e dar amplo conhecimento ao relatório, com cerca de 700 páginas.

Também está na pauta da 10ª reunião da Dicol a proposta de uma resolução sobre requisitos mínimos para análise e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos de saúde. Outro assunto da pauta é a proposta de consulta pública sobre Autorização de Funcionamento de Empresas em portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados. A pauta prevê ainda o julgamento de 20 recursos administrativos relativos a processos de medicamentos.

A presença do público na sala de reuniões da Diretoria é aberta, mas está limitada ao número de assentos disponíveis que serão ocupados por ordem de chegada. A reunião também será transmitida via web e para o auditório da Anvisa, que conta com 250 lugares. Somente os representantes das empresas que farão apresentação de defesa oral de seus processos têm assento reservado na sala da Dicol.

10ª Reunião Pública da Diretoria da Anvisa
Quando
: 04/9 - terça-feira – 8h30.
Onde: Sala de reuniões da Dicol (ao lado do auditório da Anvisa) – SIA trecho 05, área especial 57 – Brasília/DF.
Carlos Augusto Moura – Imprensa/Anvisa


Fonte:Anvisa

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Atividade Física Ideal Para Pacientes Diabéticos




Após realizar os exames médicos e a avaliação física, é hora de escolher o seu exercício. Mas antes é preciso fazer algumas considerações sobre as modalidades de atividade física que a pessoa com diabetes pode realizar.

A escolha da atividade deve levar em consideração alguns princípios:

- Ser predominantemente aeróbica, ou seja, deve utilizar oxigênio em suas reações e favorecer a queima de glicose e gordura para fornecimento de energia;

- Não deve oferecer riscos desnecessários ao praticante, nem colocá-lo em situações onde o socorro não seja possível;

- Deve levar em consideração as limitações físicas e/ou alterações que comprometam o controle glicêmico.

Com base nessas informações, as modalidades mais aconselháveis são: caminhada, corrida, natação, ginástica aeróbica de baixo impacto, hidroginástica, ciclismo, dança etc.

Atividades Desaconselhadas
As atividades não aconselhadas basicamente se resumem àquelas que contribuem para exacerbação de algum problema pré-existente ou que seja inseguro no controle glicêmico. Entre elas, temos:

- Exercícios que proporcionem lesões nos pés daqueles que têm neuropatia ou alteração vascular periférica, como correr, saltar etc;

- Esportes de contato, como boxe e algumas lutas marciais, quando a pessoa tiver retinopatia;

- Praticamente toda modalidade esportiva caso a pessoa apresente retinopatia proliferada não estacionada, pois o exercício, muito provavelmente, incorrerá em hemorragia retiniana, com sérios danos à visão;

- Problemas cardíacos desaconselham qualquer atividade sem controle rigoroso e acompanhamento minucioso de seu médico.

Há aquelas atividades que, apesar de não serem totalmente desaconselhadas para os jovens com pouco tempo de diabetes, necessitam de rigoroso acompanhamento glicêmico, como: maratona, alpinismo, mergulho em profundidade, competições em geral, halterofilismo etc.

Assim, cabe a você, com a concordância de seu médico e/ou professor, escolher a modalidade que melhor lhe agrade, desde que tenha como principais objetivos sua saúde e bem estar. Aconselhamos como modalidades ideais: caminhada, tênis, natação, ciclismo, hidroginástica e todas as atividades que possam ser realizadas em um ritmo natural e de forma contínua, onde o prazer e a ludicidade predominem sobre a competição.

*Consultoria: Dr. Marco Antônio Vívolo, membro do Conselho Científico do site da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Fonte: SBD

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

10 coisas que você precisa saber sobre o uso de Anabolizantes

O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.

1.    Os esteróides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.

2.    O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como:  aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite).

3.    No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite.

4.    Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.

5.    Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo ou megalofalia), aumentos dos pelos púbicos e do corpo, além do ligeiro crescimento de barba.

6.    Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção.

7.    O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.

8.    Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.

9.    Um estudo de 2007 traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.

10.    Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos.  Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.

Fonte: SBEM

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Posicionamento da Novo Nordisk sobre o Victoza (Liraglutide)

Prezados Pacientes,

Vejam abaixo a carta que recebi em meu consultório da empresa Novo Nordisk, fabricante do medicamento Victoza (Liraglutide), a respeito do seu posicionamento em relação as indicações da medicação, reforçando o que venho dizendo nas últimas semanas.

Att.
Renata Antonialli

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ciência Comprova Benefício do Chá Verde Contra Obesidade



Vejam esse estudo sobre alguns benefícios do chá verde realizado pela USP.
No entanto, vale lembrar que o consumo do chá não deve ser exagerado para não causar prejuízos à saúde.
Procure sempre seu médico antes do uso para ver se não há contra-indicações.

Att.
Renata Antonialli

Chá verde realmente ajuda no combate à obesidade, diz estudo da USP.



Estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq) acaba de comprovar que o consumo do chá verde traz benefícios na luta contra o excesso de peso e a obesidade.

Na pesquisa, a taxa metabólica de mulheres com sobrepeso e obesidade grau 1 foi comparada em períodos pré e pós consumo de chá verde, aliada ou não à prática de exercício físico
.

O experimento faz parte da pesquisa realizada pelo
Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), da Esalq, que também avaliou a aceitabilidade do chá verde, assim como possíveis reações adversas
causadas pelo seu consumo.

O estudo analisou os efeitos do consumo de chá verde e da prática ou não de exercício físico resistido sobre a
Taxa Metabólica de Repouso (TMR) e a composição corporal em mulheres com Índice de Massa Corporal (IMC)
entre 25 a 35 kg/m.

Divididas em quatro grupos, as voluntárias seguiram o protocolo da pesquisa durante dois meses. O grupo 1 tomou chá verde; o grupo 2,
placebo. Por outro lado, o terceiro grupo ingeriu o chá e praticou exercício, enquanto o quarto tomou placebo, mas não se exercitou.


Resultados


Ao final da pesquisa, verificou-se que o grupo 1 perdeu uma quantidade de peso bastante significativa para o período de estudo: cerca de 5,7kg, com manutenção da
massa magra.

Já o grupo 2, que utilizou o placebo, não perdeu peso e ainda ganhou
massa gorda
e diminuiu a massa magra.

O grupo 3, que aliou exercício físico de resistência ao chá verde, mudou sua
composição corporal, apresentando maior perda de gordura, maior ganho de massa muscular, maior aumento de força muscular e redução dos níveis de triglicérides
superiores aos do grupo 4 (placebo com exercícios físicos de resistência).

O estudo foi realizado por Gabrielle Aparecida Cardoso, aluna do programa de pós-graduação de
Ciência e Tecnologia dos Alimentos da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz (USP/Esalq), com apoio da bolsa de mestrado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e orientação da professora Jocelem Mastrodi Salgado, do LAN.


Benefícios


Segundo o estudo, o chá verde é a segunda bebida mais consumida no mundo e contém grande quantidade de compostos que proporcionam vários benefícios à saúde. Entre eles, a redução do risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer, melhoria das funções fisiológicas, efeito anti-hipertensivo, proteção ultravioleta e aumento da densidade mineral óssea.

Fonte: Abeso

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SBD e posicionamento sobre liraglutide e revista VEJA

A revista VEJA publicou uma reportagem, sendo inclusive matéria de capa, sobre uma medicação: a  liraglutide (nome comercial: Victoza).Nesta reportagem relatam: “PARECE MILAGRE! Um novo remédio faz emagrecer entre 7 a 12 quilos em apenas cinco meses.”
O liraglutide, é um fármaco sintético, e tem como ação primária aumentar as ações de hormônios intestinais como o GLP-1, que apresentam várias ações benéficas no organismo, principalmente no controle do metabolismo da glicemia agindo na biomodulação do glucagon e da insulina no pâncreas de pacientes diabéticos.
Esses dados foram comprovados em diversos estudos clínicos, o que permite colocá-lo como mais uma interessante arma no controle da glicemia nos portadores dessa doença. Portanto, até o momento, essa é a única indicação disponibilizada pelas diversas agencias reguladoras em todo mundo: o tratamento da hiperglicemia em portadores de diabetes tipo 2.

Além destes efeitos, estudos têm sinalizado para que esses fármacos também apresentem ações sacietógena central, redução na velocidade do esvaziamento gástrico e motilidade intestinal, levando, com isso, a perda de peso inicial nos diabéticos estudados.

Droga similar já existe a cerca de cinco anos, chamada Exenatide (nome comercial: Byetta). A liraglutida apresenta algumas diferenças para o exenatide, entre elas a vantagem de aplicação única diária, e uma perda de peso maior. Esta perda de peso é inferior ao que foi mostrado na reportagem.

O fator mais importante é que esta medicação foi lançada para tratamento de Diabetes tipo 2, associada à mudança de estilo de vida, e não para tratamento de obesidade. Quanto ao  uso desse medicamento  em obesos não diabéticos, os estudos são ainda escassos, se restringem a poucos pacientes, além de serem de curta duração.  Estudos mais abrangentes encontram-se em curso, o que permitirá no futuro às agencias reguladoras e mesmo às Sociedade Médicas a possibilidade de avaliar de forma prudente e madura sobre a eventual indicação para o tratamento da obesidade.

O próprio laboratório responsável pela liraglutide no Brasil está enviando nota para as entidades e aos médicos deixando claro este posicionamento.

Este padrão de matéria cria vários problemas, como:
  1. Estimula uma fantasia na cabeça do paciente que existe uma medicação milagrosa que faz emagrecer rápido, inclusive desestimulando adequados hábitos alimentares e de exercício físico.
  2. O paciente procura o médico apenas para querer a prescrição, não valorizando inclusive doenças concomitantes associadas ao excesso de peso
  3. A lei da oferta e procura lança o preço para valores exorbitantes. Em Belo Horizonte está em R$ 394.00 reais e o estoque esgotado, com previsões de reposição somente para daqui a uma semana.
  4. Existem estudos para o uso da medicação em obesos, ou pelo menos IMC ≥ 27, mas ainda estão em andamento. Precisaremos no mínimo mais um ano para tomar conhecimento dos resultados, inclusive se haverão efeitos colaterais importantes.
  5. Estamos vendo uma repetição do que foi feito no passado com outras drogas que ofereceram uma mágica, obtiveram uma imensa venda no início e com o tempo  foram retiradas do mercado, ou praticamente não são mais prescritas.
  6. Portanto, a Liraglutida não está indicada no momento para uso em obesos não diabéticos.
A Sociedade Brasileira de Diabetes condena propagandas como esta, com um alto grau de sensacionalismo, aproveitando populações portadoras de problemas de saúde que podem levar a baixa estima, e por serem ávidos de soluções, se transformam num público fácil de serem persuadidos.
Matérias como esta prestam um desserviço aos pacientes, e dificultam o trabalho de quem realmente deseja, baseado em ciência, prestar reais benefícios a quem necessita.

Saulo Cavalcanti
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes

Fonte: SBD

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Victoza: a polêmica continua...

Confesso que fiquei na expectativa de ler a Revista Veja dessa semana, edição número 2234,  para ver se haveria alguma manifestação por parte da revista em relação a matéria de capa da semana passada "Parece Milagre".

Fiquei frustrada ao ver que as opiniões dos leitores publicadas se limitaram aos custos da medicação e outras experiências bem sucedidas - mais uma vez reforçando o uso do Liraglutide (Victoza) no tratamento da obesidade isolada, como algo milagroso, sem muitos efeitos colaterais e sem riscos.

A Veja apenas publicou uma pequena nota na página 37, a pedido da Anvisa, sobre a sua posição oficial em relação ao medicamento. No entanto, não foi dada a merecida ênfase, apesar da polêmica e discussão que a matéria causou no decorrer dos últimos dias. (para ver o parecer oficial da Anvisa, clique aqui).

Ouvi uma entrevista hoje, da Dra. Cintia Cercato, Médica do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas, concedida à Rádio Estadão ESPN, bem explicativa sobre o assunto.

Para ouvir a entrevista completa e saber mais a opinião de outro endocrinologista, clique aqui.

Lembro que o Liraglutide (Victoza) é promissor e poderá ser aprovado para tratamento dos paciente obesos. No entanto, devemos ter cautela e esperar a conclusão da fase 3 dos estudos clínicos para que a droga seja prescrita com segurança para essa população. Aqueles que puderem, repassem essas informações para outras pessoas, a fim de diminuirmos o uso indiscriminado do Victoza por parte de pacientes não diabéticos, estimuladas pela falsa idéia do "milagre do emagrecimento". 

Não coloque em risco a sua saúde!!

Att.
Renata Antonialli

domingo, 11 de setembro de 2011

Anvisa reforça esclarecimentos sobre medicamento Victoza após análise da reportagem da revista Veja

Em reunião de sua Diretoria Colegiada, no último dia seis, a Anvisa analisou a reportagem da revista Veja, intitulada “Parece Milagre”, edição número 2.233 da revista VEJA, de 07/09/2001, e decidiu enviar à revista uma nota de esclarecimentos sobre o assunto, solicitando que esta nota seja publicada como um complemento à referida reportagem. 

A mesma nota também foi enviada para os demais veículos de imprensa e para instituições do âmbito da saúde como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Federal de Farmácia, entre outros. Conheça a íntegra da nota:

Em relação a reportagem intitulada “Parece Milagre”, edição número 2.233 da revista VEJA, de 07/09/2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto “biológico”. Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.  Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.

A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.

Por tratar se de um medicamento “biológico novo”, o Victoza, assim como outros medicamentos dessa categoria, estão submetidos a regras específicas tanto para o registro quanto para o acompanhamento de uso após o registro durante os primeiros cinco anos de comercialização. Além disto, o produto traz a seguinte advertência no texto de bula: “este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso informe seu médico.”

Para o registro do produto foram apresentados os relatórios de experimentação terapêutica com estudos não clínicos e clínicos Fase I, Fase II e Fase III comprovando a eficácia e segurança do produto, para o uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.
É importante destacar que além dos estudos apresentados para o registro, encontra-se em andamento um estudo Fase IV (pós registro) para confirmação da segurança cardiovascular da liraglutida. Os resultados deste estudo podem trazer novas informações a respeito da segurança do produto.

O laboratório fabricante já enviou à Anvisa três relatórios sobre o comportamento do produto, trata-se do documento conhecido como PSUR (Relatório Periódico de Farmacovigilância). Além disto, o Novo Nordisk decidiu incluir, em junho de 2011, em seu Plano de Minimização de Risco (PMR) a alteração da função renal como um potencial efeito adverso do uso da medicação.

Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais freqüentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária.

Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia e anafilaxia até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético, o que não pode ser extrapolado para outras indicações não estudadas, por ausência de dados científicos de segurança neste caso.

Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.

A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há até o momento solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade. Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.

Conclui-se pelos dados expostos acima que desde a submissão do pedido de registro a aprovação do medicamento para comercialização e uso no Brasil, a ANVISA fez uma análise extensa e criteriosa de todos os dados clínicos que sustentam a aprovação das indicações terapêuticas do produto contendo a substância liraglutida, através da comprovação de que o perfil de eficácia e segurança do produto é aceitável para indicação terapêutica como antidiabético.

A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.

Fonte: Anvisa