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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

08 de Agosto: Dia Nacional de Combate do Colesterol



Hoje,  dia 8 de agosto se comemora o Dia Nacional de Controle do Colesterol. Pensando nisso, a SBEM publica as 10 Coisas que Você Precisa Saber sobre essa substância fundamental para o funcionamento do corpo humano.

Embora muitas pessoas achem o colesterol uma substância maléfica, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano. Para isso, no entanto, seus níveis devem estar sempre controlados. Confira, abaixo, 10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Colesterol:

1.      O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrado naturalmente em nosso organismo. Ele é fundamental para o funcionamento normal do organismo, sendo o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo. Ele está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração.

2.      O corpo humano utiliza o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.

3.      Existem dois tipos de colesterol. O HDL é chamado de “colesterol bom” pois forma uma classe de lipoproteínas que ajuda a carregar o colesterol do ateroma dentro da artérias, e transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Já o LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta o colesterol de células que mais produzem do que usam, para as células que mais necessitam. É considerado ruim pela relação que existente do alto índice de LDL com doenças cardíacas.

4.      Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral (derrame).

5.      Manter uma vida saudável, praticando exercícios físicos e evitando comer alimentos gordurosos ajuda a evitar o alto colesterol. Parar de fumar também é uma atitude que ajuda a neste controle.

6.      Gema de ovo, bacon ou toucinho, carne de frango com pele, torresmo, manteiga, creme de leite e nata, frituras, salsicha, salame e lingüiça e carnes de animais são os principais alimentos que contém uma significativa quantidade de colesterol.

7.      O aumento no nível de colesterol no sangue não costuma ter sintomas. Em casos excepcionais, aparecem os chamados xantomas, que são sinais decorrentes do acúmulo do colesterol na pele. Quando o aumento do colesterol atinge níveis muito altos, pode haver um aumento no fígado, no baço e sintomas de pancreatite. 

8.      As taxas de colesterol apontadas em exames se referem à soma do bom colesterol (HDL) com o mau colesterol (LDL). Essa taxa é considerada boa quando está abaixo de 200, suspeita quando está entre 201 e 239 e elevada quando está acima de 240;

9.      Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, quando o indivíduo possui genes que determinam essa alteração. A segunda é a alimentação. Quem ingere alimentos gordurosos, com alto índice de colesterol, têm mais chances de sofrer com taxas altas. A última possível causa são doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins.

10.  Para fazer uma dieta visando o controle do colesterol, prefira leite e iogurte desnatados, queijo branco fresco, ricota, "cottage", queijos "light”, peixes, aves sem pele, carnes magras, inhame, macarrão, pães, bolachas de água e de água e sal, evitando sempre gordura em excesso. O tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos, deverão ser empregados por tempo indeterminado.



Fonte: SBEM

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"Gene da magreza" é associado a problemas no coração


Genes que produzem pessoas magras foram associados a problemas no coração e à Diabetes do tipo 2 - condições normalmente vinculadas ao excesso de peso.
O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado - muito mais perigosa.
O trabalho foi publicado na revista científica Nature Genetics e envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas.
A associação entre as variantes genéticas e as doenças foi maior forte nos homens.

Magros

A chefe do estudo, Ruth Loos, pesquisadora da Epidemiology Unit do Institute of Metabolic Science, em Cambridge, na Inglaterra, disse que quando os cientistas perceberam a associação genética ficaram intrigados.

"Fizemos uma fascinante descoberta genética", disse Loos. E aconselhou:
"Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência", disse Loos.
O médico Iain Frame, diretor de pesquisas da entidade de auxílio a diabéticos Diabetes UK, disse que o estudo pode "esclarecer por que 20% das pessoas com diabetes do tipo 2 sofrem da condição apesar de terem um peso saudável".
(A pesquisa) "também é uma mensagem clara de que pessoas magras não podem ser complacentes em relação à sua saúde".

Comentando o novo estudo, o médico Jeremy Pearson, um dos diretores da British Heart Foundation, entidade britânica de combate às doenças do coração, disse:
"Esses resultados reforçam a ideia de que, para riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura".
"A gordura armazenada internamente é pior para você do que a armazenada sob a pele".
"Entretanto, isto não elimina o fato de que ser obeso é ruim para a saúde do seu coração, então devemos continuar tentando ficar magros e em boa forma física".

Fonte: Uol.com.br

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Em quanto tempo você corre 1,6 Km?

Para pessoas de meia idade, essa simples medida de condicionamento físico pode ajudar a prever o risco de problemas cardíacos ao envelhecer.  Em dois estudos, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Texas Southwestern e do Instituto Cooper em Dallas analisaram níveis de condicionamento físico em 66 mil pessoas.
Em geral, a pesquisa mostrou que o nível de condicionamento de uma pessoa de meia idade é um bom indício da saúde cardíaca em longo prazo, mostrando-se tão confiável quanto os fatores de risco tradicionais como o nível de colesterol ou pressão sanguínea. Os dois relatórios foram publicados recentemente no Circulation e no The Journal of the American College of Cardiology, tendo como autor Jarret D. Berry.
Nesses estudos, a velocidade em que a pessoa corre na meia idade está associada ao risco de doença cardíaca quando ela for mais velha.  O exercício que se faz com 40 anos é relevante para o risco de doença cardíaca aos 80 anos. Berry notou que o ritmo de corrida é uma medida de condicionamento que as pessoas podem entender facilmente e um bom ponto de partida para avaliar a forma física em geral. Ele calculou que um homem de 50 anos que consegue correr 1.6 km em 8 minutos ou menos, ou uma mulher capaz de fazê-lo em 9 minutos, demonstra alto nível de condicionamento.  Correr 1,6 km em nove minutos para o homem e 10,30 minutos para a mulher é sinal de condicionamento moderado; homens que não conseguem correr em menos de 10 minutos e mulheres em menos de 12 minutos caem na categoria de baixo condicionamento físico.
As categorias fazem uma grande diferença para o risco de problemas cardíacos, segundo o estudo: os sujeitos no grupo de alto condicionamento tinham um risco de vida de 10 %, comparado com 30 % para os do grupo de baixo condicionamento.
O Dr. Berry diz que "as estimativas de tempo de corrida são parâmetros fáceis para pacientes e médicos começarem a conversar sobre forma física. Em geral, 1.6 quilômetros em dez minutos para homens de meia idade e 12 minutos para mulher representam um bom nível de condicionamento. A conclusão desses estudos é que o nível de condicionamento quando se é jovem é boa previsão de risco de doença cardíaca 30 ou 40 anos depois."
Embora níveis modestos de exercícios sejam melhores do que nada, ele continua, "o primeiro passo é levantar-se do sofá, mas a atividade vigorosa tem um efeito muito maior sobre o nível de condicionamento."

Fonte: SBD