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domingo, 24 de março de 2013

Dia Mundial do Rim - 14 de Março





Nesse mês de março, mais precisamente no dia 14 de março, foi comemorado o Dia Mundial do Rim. Abaixo, veja uma reportagem interessante sobre o assunto, principalmente quando falamos a questão renal no paciente diabético.
Att.
Dra Renata Antonialli

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Diabetes e Doença Renal Crônica
A crescente prevalência de diabetes no Brasil e no mundo, frequentemente associado à Hipertensão Arterial, à Doença Cardiovascular e ao envelhecimento populacional tem tornado mais frequente também a ocorrência de Doença Renal Crônica.
A Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, assintomática, evoluindo com perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura.
Mesmo na fase assintomática da Doença Renal Crônica em que a pessoa está aparentemente saudável, é maior o risco de morte prematura de causa Cardiovascular, independente do grau de comprometimento renal.

Diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica
O diagnóstico da presença de lesão renal pode ser feita de maneira muito precoce, em seu estágio inicial em que a pessoa não apresenta qualquer sintoma e na maioria das vezes permanece sem diagnóstico por muitos anos.
O diagnóstico pode ser feito pela medida da creatinina no sangue que permite também calcular o Grau de Filtração Glomerular e a presença de albumina na urina. São exames bastante simples, realizados em um bom laboratório de análises clínicas.
O diagnóstico precoce permite o tratamento que reduz o risco de progressão da doença para perda total da função renal bem como reduz o risco cardiovascular.

Quem está em maior risco para desenvolver Doença Renal Crônica.
1 . Pessoas portadoras de diabetes
2 . Pessoas portadoras de Hipertensão Arterial
3 . Pessoas portadoras de obesidade
4 . Fumantes
5 . Pessoas com idade maior que 50 anos
6 . Pessoas com antecedentes familiares de doença renal, diabetes ou hipertensão arterial.
As pessoas que encontram-se em risco para Doença Renal Crônica devem o mais rápido  possível realizar exames de laboratório que permitem avaliar a função renal.

Prevenção da progressão da Doença Renal Crônica
Está bastante comprovado que o tratamento da Doença Renal Crônica em seus estágios iniciais previne a progressão da doença para a insuficiência renal e reduz o risco cardiovascular. As medidas mais eficazes são:
1 . Controle da glicemia
2 . Controle do Colesterol e Triglicerides
3 . Controle da Pressão Arterial
4 . Uso de medicamentos que reduzem a eliminação de albumina pela urina
5 . Redução na ingesta de sal de cozinha pois ajuda no controle da Pressão Arterial
6 . Controle da anemia, quando presente
7 . Parar de fumar
8 . Melhorar a atividade física diária
9 . Controlar o peso.

Tratamento da Doença Renal Crônica

Numerosos estudos clínicos mostram o benefício do tratamento da Doença Renal Crônica com drogas conhecidas como inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina e Bloqueadores de Receptores da Angiotensina reduzindo, portanto, a ocorrência de Doença Renal Crônica avançada em consequência do mal contrôle do diabetes e da Hipertensão Arterial.
O custo deste tratamento na atualidade é muito baixo. A Losartana, uma das drogas utilizadas é fornecida gratuitamente nas farmácias populares, mediante a apresentação de receita médica.
WKD
Veja mais sobre o Dia Mundial do Rim clicando aqui
Fonte: SBD

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar


O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).

De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.

“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.

Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.

DMAA

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.

Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.

“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.

Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.

Importados

A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.

Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado.  “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.

Brasil

No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.

De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.
Confira aqui o alerta da Anvisa sobre o caso



Danilo Molina - Imprensa/Anvisa
Fonte: Anvisa

Quer saber mais sobre o assunto? Veja essa reportagem no Globo News