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quinta-feira, 13 de março de 2014

13 de março - Dia Mundial do Rim



Neste Dia Mundial do Rim (13 de Março),  a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), publicou um artigo muito interessante sobre a importância dos cuidados com o rim no paciente diabético.
Vale a pena conferir a reportagem a abaixo:
A crescente prevalência do diabetes no Brasil e no mundo, frequentemente associado à Hipertensão Arterial, à Doença Cardiovascular e ao envelhecimento populacional tem tornado mais frequente também a ocorrência de Doença Renal Crônica.A Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, assintomática, evoluindo com perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura.
Mesmo na fase assintomática da Doença Renal Crônica em que a pessoa está aparentemente saudável, é maior o risco de morte prematura de causa cardiovascular, independente do grau de comprometimento renal.
Veja a seguir dúvidas frequentes respondidas pelo Dr. João Roberto de Sá, coordenador do Departamento de Nefrologia da SBD.
Como o diabetes ataca os rins?
O diabetes mellitus ou diabete melito é uma doença crônica caraterizada por graus variáveis de resistência e deficiência insulínica. Sua ocorrência está aumentado na maioria dos países e infelizmente a grande parte dos pacientes não apresentam um bom controle. Um dos motivos é que além do uso dos medicamentos, existe a necessidade da mudança de hábitos de vida, como fazer uma dieta saudável, realizar exercícios físicos regularmente, não fumar, entre outros.
A nefropatia diabética resulta da longa exposição à glicemia elevada, associada ao mau controle da pressão arterial, dos níveis do colesterol, do hábito de fumar e também de fatores genéticos.
Quais as chances de uma pessoa com diabetes desenvolver doença renal?
A chance de um portador de diabete melito ter algum grau de nefropatia diabética é ao redor de 30%. A nefropatia é classificada em estágios, sendo que o 1 é o mais brando e o estágio 5 o mais avançado, que leva o paciente a necessitar de terapia renal substitutiva (dialise ou transplante renal).
Quais são os sinais iniciais de doença renal em pessoas com diabetes?
Todo paciente diabético deve realizar um teste, ao menos anual, para checar a ocorrência de perda de albumina na urina. Esta anormalidade é conhecida como microalbuminúria e ocorre em geral anos antes do aumento da pressão arterial ou da perda da função renal, que é estimada pelo ritmo de filtração glomerular, que utiliza a dosagem de creatinina no plasma como um dos parâmetros.
Quais são os sinais tardios de doença renal em pessoas com diabetes?
Os sinais tardios são o aumento da pressão arterial, dos níveis de creatinina e da ureia, que é uma substância que deve ser eliminada pelos rins; anemia, perda de apetite; náusea e a ocorrência de acidose metabólica. Uma pessoa com doença renal crônica avançada , em geral apresenta redução do apetite e se o tratamento medicamentoso não for adequado, a chance de ocorrer hipoglicemia aumenta bastante.

O que pode ser feito para se prevenir a lesão do rim pelas pessoas com diabetes?
A prevenção da nefropatia diabética está centrada no bom controle glicêmico, principalmente nos primeiros 10 anos após o diagnóstico do DM, no controle da pressão arterial, na dieta sem excesso de proteína, na parada do hábito de fumar e no controle dos níveis das gorduras do sangue. É importante também que o paciente seja orientado a não utilizar, sem acompanhamento médico, remédios que potencialmente possam lesar o rim. Outro ponto importante é que sejam realizados exames rotineiros para checar a presença de proteína na urina ou se o ritmo de filtração glomerular esta em declínio ou não.
Se o diabetes afetou os rins o que pode ser feito?
O pilar de tratamento continua a ser os relatados acima. Mas, em pacientes com longo tempo de doença ou doença renal avançada, o controle glicêmico deve ser individualizado e é preciso pesar os riscos devido à maior chance de ocorrência de hipoglicemia, ou seja, nesta fase, em geral, optamos por uma média glicêmica mais alta.
Qual é o papel da dieta baixa em proteínas no tratamento da lesão renal?
O consenso atual é de que dietas ricas em proteínas tem potencial para lesar o rim. Após a detecção da perda de proteína na urina, deve ser prescrita um dieta com menor teor proteico, mas sem exageros, ou seja nunca abaixo de 0,8 gramas por kilo de peso.
O que é e como se trata a insuficiência renal terminal em pacientes com diabetes?
Esta fase é caraterizada por aumento dos níveis de creatinina e uréia no sangue e por sinais e sintomas como falta de apetite, fraqueza geral, náuseas, anemia, inchaço no corpo devido à retenção de água no organismo, aumento da pressão arterial, do potássio e acidose metabólica, ou seja, o rim é incapaz de controlar a concentração de vários sais vitais para o corpo, do volume de líquido e de excretar substâncias tóxicas ao nosso organismo. Nesta fase, faz-se necessária a utilização da terapia renal substitutiva, ou seja, a diálise.
Pode um paciente com diabetes receber um transplante renal?
O transplante renal é uma terapia eficaz, que leva a aumento importante da qualidade de vida e da sobrevida do paciente. Sempre que possível, um paciente diabético prestes a iniciar a diálise ou já em tratamento dialítico, com condições de realizar a cirurgia deverá fazê-la, principalmente se o mesmo tiver um doador renal relacionado, ou seja, um parente doador.
Fonte: SBD

domingo, 24 de março de 2013

Dia Mundial do Rim - 14 de Março





Nesse mês de março, mais precisamente no dia 14 de março, foi comemorado o Dia Mundial do Rim. Abaixo, veja uma reportagem interessante sobre o assunto, principalmente quando falamos a questão renal no paciente diabético.
Att.
Dra Renata Antonialli

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Diabetes e Doença Renal Crônica
A crescente prevalência de diabetes no Brasil e no mundo, frequentemente associado à Hipertensão Arterial, à Doença Cardiovascular e ao envelhecimento populacional tem tornado mais frequente também a ocorrência de Doença Renal Crônica.
A Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, assintomática, evoluindo com perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura.
Mesmo na fase assintomática da Doença Renal Crônica em que a pessoa está aparentemente saudável, é maior o risco de morte prematura de causa Cardiovascular, independente do grau de comprometimento renal.

Diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica
O diagnóstico da presença de lesão renal pode ser feita de maneira muito precoce, em seu estágio inicial em que a pessoa não apresenta qualquer sintoma e na maioria das vezes permanece sem diagnóstico por muitos anos.
O diagnóstico pode ser feito pela medida da creatinina no sangue que permite também calcular o Grau de Filtração Glomerular e a presença de albumina na urina. São exames bastante simples, realizados em um bom laboratório de análises clínicas.
O diagnóstico precoce permite o tratamento que reduz o risco de progressão da doença para perda total da função renal bem como reduz o risco cardiovascular.

Quem está em maior risco para desenvolver Doença Renal Crônica.
1 . Pessoas portadoras de diabetes
2 . Pessoas portadoras de Hipertensão Arterial
3 . Pessoas portadoras de obesidade
4 . Fumantes
5 . Pessoas com idade maior que 50 anos
6 . Pessoas com antecedentes familiares de doença renal, diabetes ou hipertensão arterial.
As pessoas que encontram-se em risco para Doença Renal Crônica devem o mais rápido  possível realizar exames de laboratório que permitem avaliar a função renal.

Prevenção da progressão da Doença Renal Crônica
Está bastante comprovado que o tratamento da Doença Renal Crônica em seus estágios iniciais previne a progressão da doença para a insuficiência renal e reduz o risco cardiovascular. As medidas mais eficazes são:
1 . Controle da glicemia
2 . Controle do Colesterol e Triglicerides
3 . Controle da Pressão Arterial
4 . Uso de medicamentos que reduzem a eliminação de albumina pela urina
5 . Redução na ingesta de sal de cozinha pois ajuda no controle da Pressão Arterial
6 . Controle da anemia, quando presente
7 . Parar de fumar
8 . Melhorar a atividade física diária
9 . Controlar o peso.

Tratamento da Doença Renal Crônica

Numerosos estudos clínicos mostram o benefício do tratamento da Doença Renal Crônica com drogas conhecidas como inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina e Bloqueadores de Receptores da Angiotensina reduzindo, portanto, a ocorrência de Doença Renal Crônica avançada em consequência do mal contrôle do diabetes e da Hipertensão Arterial.
O custo deste tratamento na atualidade é muito baixo. A Losartana, uma das drogas utilizadas é fornecida gratuitamente nas farmácias populares, mediante a apresentação de receita médica.
WKD
Veja mais sobre o Dia Mundial do Rim clicando aqui
Fonte: SBD