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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ministério da Saúde diminui idade mínima para cirurgia bariátrica de 18 para 16 anos.




O Ministério da Saúde (MS) resolveu diminuir a idade mínima para as pessoas que precisam de uma cirurgia bariátrica em casos que há risco de vida do paciente – de 18 passou para 16 anos. A medida fez parte das comemorações em torno do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade (11 de outubro).

A iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes, como a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), que verificou que na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%.

Segundo a Assessoria de Comunicação do Ministério, antes de realizar a cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos deve passar por avaliação clínica e cirúrgica e ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, o paciente é submetido a dieta e à prática de atividades físicas e, se os resultados não forem positivos em relação a esse e outros métodos convencionais, a cirurgia é recomendada.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida tem como finalidade ampliar o acesso e dar mais qualidade à cirurgia bariátrica, uma vez que será aprimorado o que já existe no Sistema Único de Saúde (SUS) nessa questão.

Ações Primárias

Além disso, o MS continuará fortalecendo as ações primárias e de prevenção da obesidade por meio do incentivo à mudança dos hábitos de vida da população, especialmente no que se refere à alimentação adequada e à prática de exercícios físicos regulares.

Atualmente, o SUS autoriza três técnicas de cirurgia bariátrica: Gastroplastia com derivação intestinal; Gastrectomia com ou sem desvio duodenal; e Gastroplastia Vertical em Banda. Esta última será substituída porque mostra significativo índice de recidiva de ganho de peso por parte do paciente.

No lugar dela está prevista a inclusão da Gastrectomia Vertical em Manga (Sleeve), um dos novos procedimentos bariátricos que tem recebido aceitação global, com bons resultados em múltiplos centros em vários países.

Plástica

Também há novidade na cirurgia plástica reparadora pós-operatória. Além da oferta da dermolipctomia abdominal – cirurgia plástica reconstrutiva do abdome para correção dos excessos de pele -, o SUS quer realizar a cirurgia dermolipectomia abdominal circunferencial pós-gastroplastia. Trata-se de cirurgia plástica reconstrutiva do abdome e da região posterior do tronco, realizadas em um único ato cirúrgico para correção dos excessos de pele. 

Fonte: Abeso

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica correm risco de abuso de álcool, revela estudo.



Dois anos após serem submetidos à cirurgia da redução do estômago, pacientes obesos correm mais risco de abuso e dependência de álcool. A conclusão veio de um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada esta semana na revista Journal of the American Medical Association (Jama), chegou a ser antecipada na internet durante o encontro anual da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

De acordo com os pesquisadores, a probabilidade é maior entre as pessoas que optaram pelos métodos gastrectomia vertical (conhecida como sleeve) e gastroplastia com desvio intestinal em Y de Roux, também denominada de bypass gástrico, o tipo mais popular dessa cirurgia no mundo e responsável por 70% do total analisado na pesquisa.

A análise foi realizada em 2.458 adultos que fizeram cirurgia bariátrica entre 2006 e 2011, em dez hospitais americanos. Cerca de 80% eram mulheres, 87% de cor branca, com idade média de 47 anos e Índice de Massa Corporal (IMC) de 45,8.

O teste usado foi o de Identificação de Transtornos por Uso de Álcool, que verifica sintomas de dependência e prejuízos, com uma pontuação igual ou superior a oito.
Dessa forma, o grupo de maior risco foi encontrado em pacientes jovens do sexo masculino, fumantes, consumidores regulares de álcool e usuários recreativos de drogas.

A prevalência de sinais não teve muita diferença entre um ano antes e um depois da cirurgia (7,6% e 7,3%, respectivamente), mas foi maior (9,6%) no segundo ano de pós-operatório.

Se dois pontos percentuais de aumento podem parecer pouco, vale ressaltar que esse número é capaz de representar mais de 2 mil americanos com potenciais problemas de álcool e necessidade de acompanhamento pessoal, financeiro e social.

Os efeitos a longo prazo da cirurgia bariátrica com relação ao abuso de álcool ainda devem ser realizados em novos trabalhos.

Fonte: Abeso