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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Diabetes Gestacional pode levar ao nascimento prematuro do bebê



A gravidez é, sem sobra de dúvidas, um momento especial na vida da mulher. O desenvolvimento de diabetes gestacional neste período é um quadro que exige acompanhamento e cuidado adequados. Acometendo entre 2,4 a 7,2% das gestantes, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o Diabetes Gestacional requer diagnóstico e tratamento breves, pois pode causar desde parto prematuro até o nascimento de bebês muito acima do peso.
As causas do diabetes gestacional envolvem as mudanças hormonais no corpo da mulher durante a gestação. A placenta, para garantir que a glicose chegue de forma adequada ao bebê em formação, acaba enfraquecendo a insulina da mãe. O resultado é uma compensação do pâncreas materno, produzindo mais insulina na tentativa de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Este quadro de glicose alta e insulina alta no sangue - que muitas vezes não consegue controlar os níveis de glicose - vai se somar, levando então ao desenvolvimento do diabetes gestacional.
O diagnóstico é realizado através da realização da dosagem de glicose no sangue (glicemia) e da curva glicêmica. O primeiro passo do tratamento é a correção dos hábitos alimentares, com orientação nutricional adequada. Na medida em que a gestação permitir, a atividade física deve ser estimulada, pois é importante para regular os níveis de açúcar no sangue. As gestantes que não apresentam controle adequado da glicemia com dieta e atividade física necessitarão receber insulina, que é uma medicação segura e oferece bom resultado no controle.
O diabetes gestacional não controlado é fonte de muitas preocupações. Quando o bebê recebe grandes quantidades de glicose, acaba nascendo muito acima do peso, o que aumenta o risco de complicações no parto, chance de hipoglicemia neonatal e também de desenvolvimento de obesidade na idade adulta.
Para a mãe, uma vez feito o diagnóstico de diabetes gestacional, existe um grande risco de desenvolvimento de diabetes nas próximas gestações e também de evolução para diabetes tipo 2 dentro dos anos seguintes. O primeiro passo após uma gestação com diabetes gestacional é a prevenção. A perda de peso e a atividade física regular são armas fundamentais para evitar o desenvolvimento de diabetes gestacional em uma próxima gestação e até do próprio diabetes no futuro.
O mais importante, para as futuras mamães, é estar atenta à sua saúde. Realizar exames antes da gestação, corrigir o excesso do peso se houver, e acertar na dieta. Para este momento tão especial, todo cuidado é fundamental. 
Fonte: SIS Saúde,  SBD

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Risco de Obesidade Pode Dobrar em Bebês de Parto Cesariano


Pesquisa nos EUA reafirma que nascidos por cesárea são mais propensos à obesidade.



Cientistas americanos reafirmaram a teoria de que crianças nascidas por cesárea têm mais riscos de sofrer obesidade. A pesquisa acaba de ser publicada na revista Archives of Disease in Childhood. Estudo semelhante a este foi feito, ano passado, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, comprovando que bebês que vêm ao mundo por cesariana apresentam 58% mais chances de se tornarem obesos na idade adulta.

Segundo os pesquisadores americanos do Boston Children´s Hospital, em Massachusetts, quando as crianças atingem os três anos de idade, o nível de obesidade é duas vezes maior entre as que nasceram por cesariana.

Motivo

O motivo, de acordo com os cientistas, é que a cirurgia possa afetar a flora bacteriana do aparelho digestivo, causando alterações no modo como o alimento é digerido.

A pesquisa acompanhou 1.255 mulheres com seus bebês de 1999 a 2002. Após verificarem o peso dessas crianças na hora do nascimento e ao atingirem os três anos, constataram que, do grupo de nascidos por cesariana, 16% eram considerados obesos nessa faixa etária – mais que o dobro da taxa entre nascidos por parto normal: 7,5%.

Além disso, descobriram que mulheres que fizeram cesariana tinham propensão a pesarem mais do que as de parto normal. Tal característica poderia influenciar a obesidade de seus filhos.

Mesmo com esses resultados, o porta-voz do Royal College de obstetras e ginecologistas, Patrick O´Brien, considerou a amostra do estudo ainda é pequena, sendo necessário replicar esses resultados em um grupo maior de mulheres.

Fonte: Abeso